O que é?
Incubadoras Você é Empreendedor? Plano de Negócio Montagem Passo-a-passo Plano Estratégico  

 
- Abrangência do conteúdo
- Objetivo das incubadoras
- O que é incubadora?
- Apoio e assistência oferecido pelas incubadoras às empresas incubadas
 - Classificação das incubadoras
 - EXEMPLOS


- Abrangência do conteúdo
 O termo incubador empresarial nasceu inspirado no equipamento criado para proporcionar as funções vitais dos recém-nascidos que precisam de tratamento especial. Da mesma forma que esse equipamento, a incubadora empresarial proporciona as facilidades vitais para o surgimento, desenvolvimento e consolidação de novas empresas, assim como infra-estrutura física e administrativa, apoio técnico e gerencial, serviços básicos e qualificação.

  A primeira incubadora empresarial de que se tem notícia é a do laboratório da Universidade de Stanford, criada em 1938, a partir da iniciativa de dois estudantes Hewlett&Packard, criando a mundialmente conhecida HP. A idéia ultrapassou as fronteiras de Stanford e expandiu-se por toda região conhecida hoje como Silicon Valley. A outra experiência americana dos primórdios das incubadoras é a da "Route 128", na região de Boston, em decorrência das condições propícias ali existentes: boa infra-estrutura, serviços de apoio, disponibilidade de investidores para aplicar capital de risco, proximidade de universidades e centros tecnológicos.

  O modelo conceitual de incubadoras atualmente em uso surgiu na década de 70, nos Estados Unidos e Europa, em resposta ao crescente aumento de desemprego que se abatia em alguns setores industriais tradicionais. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), estima-se a existência de 500 incubadoras nos Estados Unidos, com o faturamento global das empresas que foram ou estão incubadas da ordem de R$ 24 bilhões, gerando cerca de 270 mil empregos diretos.

  No Brasil, o programa de incubadoras teve início na década de 80, através de alguns empreendimentos pioneiros como Fundação Parque Tecnológico da Paraíba em Campina Grande e Fundação de Alta Tecnologia de São Carlos. Segundo dados do Anprotec -Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologia Avançada, existem hoje no Brasil cerca de 135 incubadoras. Pode-se estimar em 1100 as empresas residentes, gerando 5200 empregos diretos e já proporcionaram a graduação de 450 empresas (atingiram maturidade e foram desencubadas).


- Total de incubadoras no Brasil 135 (fonte Anprotec)

 

  - Evolução n° incubadoras Brasil (fonte Anprotec)

 


- Objetivo das incubadoras
  A evolução exponencial de novas tecnologias, gerando obsolescência dos negócios tradicionais, associado ao processo de globalização que inviabiliza o estabelecimento de políticas de reserva de mercado, tem ocasionado a redução sistemática do número de postos de trabalho no mundo. Em resposta a essa realidade, a sociedade tem reagido procurando novos mecanismos para formatar e assistir empresas nascentes, na superação das dificuldades inerentes ao processo de implantação, desenvolvimento e consolidação. Metodologias como clusters, franquias e incubadoras reduzem o patamar de mortalidade das empresas a taxas de 20% a 30%, quando a mortalidade de empresas que não contam com esses tipos de suportes chegam a 80%.

  As incubadoras atuam como fábricas de empresas de sucesso. O próprio processo de seleção - das boas incubadoras - por si só garante razoável chance de sucesso do empreendimento de uma centena de propostas são selecionadas as melhores idéias, os melhores planos de negócios, empresários que demonstram nas entrevistas melhor capacidade empreendedora. Associado a esse processo de seleção, a redução dos custos de implantação e operação pelo compartilhamento de instalações e serviços, a cultura associativa de parceria inerente ao processo de compartilhar, assistência tecnológica, técnica e gerencial, temos uma das melhores formas de gerar empresas saudáveis com perspectiva de crescimento a médio e longo prazo, quem sabe, algumas futuras HP's (símbolo maior de empresa incubada de sucesso) brasileiras.
 
 

- O que é incubadora?

  O GERANEGOCIO define incubadoras de empresas como organizações que sistematizam o processo de criação de novas empresas a partir da seleção de boas idéias, de pessoas empreendedoras, empresarialmente viáveis, oferecendo apoio desde a fase de definição, passando pela implantação, desenvolvimento, até chegar à maturidade do negócio, quando a empresa consegue andar sozinha, com as próprias pernas. O apoio, no todo ou em parte - dependendo da missão e do tipo de incubadora - é constituído de participação no capital de risco, oferecimento de infra-estrutura física e administrativa, oferecimento de serviços básicos, assistência técnica, de marketing e gerencial e programas de capacitação empresarial. A incubadora reduz o custo inicial de implantação e operação, através do compartilhamento, entre as empresas incubadas, de instalações, serviços e experiências.

Outra definição é oferecida pela Amprotec em sua página: "incubadoras de empresas é um ambiente flexível e encorajador onde são oferecidas uma série de facilidades para o surgimento e crescimento de novos empreendimentos. Além de acessória na gestão técnica e empresarial da empresa, a incubadora oferece a infra-estrutura e serviços compartilhados para o desenvolvimento do novo negócio".
 

- Apoio e assistência oferecido pelas incubadoras às empresas incubadas
 
Áreas de uso comum:

 Recepção, sala de secretaria, sala de reunião, instalações sanitárias, copa, cozinha e estacionamento
Serviços básicos como:

 Correio, telefonia, secretária, recepcionista, digitação, segurança, fax, xerox
Rateio entre as empresas incubadas das despesas:

 Aluguel, luz, água, telefone, salários dos funcionários comuns, seguro das instalações
Assistência:

  Técnica, gerencial, jurídica, apuração e controle de custo, gestão financeira, comercialização, exportação e para o desenvolvimento do negócio
Qualificação:

 Básica, específica e de gestão para os funcionários e empreendedores
 

- Classificação das incubadoras
Quanto ao grau de tecnologia envolvida

Incubadoras de base tecnológica

 Incubadoras, na maioria, ligadas a universidades e instituições de pesquisas, instaladas nos seus campus ou proximidades, que visam, prioritariamente, incubar idéias, empresarialmente viáveis, que surgem a partir de estudos e pesquisas desenvolvidos no seio dessas próprias instituições e chamamento externo - via edital público - de novos negócios dessa área.
Incubadoras de empresas tradicionais

 Incubadoras com estrutura semelhante as de base tecnológicas que necessariamente não precisam estar localizadas nas proximidades de universidades e centros de pesquisas e atendem empresas dos setores ditos tradicionais, como: plástico, couro, confecções, serviços
Incubadoras Mistas

 Que abrigam empresas tecnológicas e as ditas tradicionais
 
 
Quanto à localização física das empresas incubadas

Incubadoras Fechadas

  Incubadoras instaladas em espaço fechado, dividido em módulos para as empresas incubadas e um módulo comum que atenderá todas as empresas, constituído de recepção, secretaria, sala de reunião, instalação sanitária, copa e cozinha.

  As empresas incubadas rateiam entre si as despesas de luz, água, telefone, xerox, fax, informática e despesas com pessoal administrativo e de segurança. As empresas incubadas receberão apoio complementar, constituído de crédito, treinamento para funcionários e empresários, assistência jurídica, técnica, gerencial, de comercialização e de desenvolvimento do Plano Estratégico do negócio.
Incubadoras Abertas ou Incubadoras sem Paredes

 Incubadoras, onde as empresas incubadas não compartilham um espaço físico definido, ficam dispersas geograficamente numa área pré-estabelecida, não compartilham custos inerentes ao agrupamento físico, podendo compartilhar outros custos como uso de laboratórios, assistência técnica e jurídica. Recebem, no entanto, o mesmo tipo de assistência fornecida nas incubadoras fechadas, como treinamento, assistência jurídica, técnica, gerencial, de comercialização e de desenvolvimento do Plano Estratégico do negócio.

- INCUBADORAS ABERTAS

 
 
   


- EXEMPLOS
Incubadora Tecnológica Aberta

  A nova incubadora da CIETEC da Universidade de São Paulo abriu 20 vagas para incubar empresas que já tem estrutura física. Elas continuarão funcionando nas suas atuais instalações, dispersas na área geográfica das proximidades da universidade, utilizando apenas serviços da incubadora, como consultoria e laboratório do IPT.

 
Incubadora Tecnológica Fechada

 A maioria das incubadoras, como CIETEC/USP, CELTA/UFSC, GÊNESIS/PUC-RJ, COPPE/UFRJ, podem ser classificadas como tecnológicas. Tomemos como exemplo uma delas, a CELTA de Florianópolis, ligada à fundação CERTI, instituição privada, sem fins lucrativos, que funciona no campus da Universidade de Santa Catarina (UFSC). Esta incubadora possui 36 empresas incubadas instaladas num prédio de 11,1mil m2. As empresas estão instaladas em módulos que variam de 30 a 40 m2 e dispõem de bibliotecas, sala de reunião,, auditório, laboratórios e recepção. A CELTA obteve destaque nacional ao desenvolver a urna eletrônica, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral
Incubadora Tradicional Fechada

  Programa de Incubadoras de Empresas, desenvolvido pela FIESP/CIESP/SP, conhecido como Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, teve seu início marcado com a instalação da Incubadora na cidade de Itu, em maio de 1991.

  Hoje o sistema FIESP/CIESP abriga 13 Núcleos em funcionamento no Estado de São Paulo, nas cidades de Araraquara, Bariri, Birigui, Botucatu, Garça, Itu, Ilha Solteira, Limeira, Porto Ferreira, Rio Claro, São Paulo - Brás e Tupã.

  Esses núcleos abrigam cerca de 82 empresas, gerando 482 empregos diretos, com previsão de chegar nos próximos anos a 73 incubadoras com 730 empresas incubadas, gerando 3650 empregos diretos. As empresas incubadas são dos setores ditos tradicionais, predominando as atividades: confecção, embalagens, artigos de couro, plástico, eletro-eletrônico, metalúrgico e alimentos.

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Incubadora Tradicional Aberta

  A idéia de Incubadora de Cooperativas Populares nasceu na Universidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul e teve sua consolidação através do INTECCOPPE/UFRJ - Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares - que em três anos de existência incubou cerca de 25 cooperativas populares no estado do Rio de Janeiro. A partir da experiência do INTECCOPPE, o FINEP está desenvolvendo um programa para levar esta tecnologia a todas Universidades Federais do Brasil.

  Este modelo de incubadora presta os serviços necessários à montagem e ao acompanhamento do desenvolvimento de cooperativas. As cooperativas assistidas recebem nos primeiros anos de existência, todo o apoio técnico, jurídico, gerencial e comercial, sem contrapartida financeira.

  A metodologia consta em atuar diretamente nas comunidades no processo de mobilização, conscientização, formação dos grupos de cooperados, estruturação e legalização da cooperativa, acompanhamento e assessoria na operação. Na primeira fase são dadas noções de cooperativismo e suas implicações com o trabalho; na segunda fase é dado início ao processo de legalização e os cursos técnicos de aperfeiçoamento para a estruturação da cooperativa e a qualificação de suas atividades; na terceira fase a cooperativa entra em operação com acompanhamento da equipe técnica da incubadora.

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Quem participa de uma iniciativa de montagem de uma incubadora

  No Brasil, as incubadoras são criadas e montadas como instituições sem fins lucrativos, fruto de parceria entre órgãos de governos, associações empresariais, instituições como o Sebrae, instituições de pesquisa e ensino e empreendedores locais. Como exemplo de iniciativa temos a Petrobrás, que instituiu o "Programa Petrobrás de Incubadoras Tecnológicas", contando atualmente com 11 incubadoras sendo cinco dentro de instalações de unidades da própria Petrobrás e seis fora da empresa.

  Nos Estados Unidos, uma grande parte das incubadoras são privadas, economicamente rentáveis, principalmente as ditas tradicionais. Uma das bandeiras do GERANEGOCIO é mostrar a viabilidade econômica desse tipo de incubadoras e incentivar o investimento privado no setor.
     
Qual o papel do governo

- Apoiar as iniciativas de montagem de incubadoras
- Estabelecer um ambiente econômico e político estável e previsível que possibilite o desenvolvimento das empresas nascentes
- Aumentar as disponibilidades, qualidade e eficiência das universidades e instituições de pesquisas de modo que elas possam melhor patrocinar as iniciativas de incubadoras
- Criar contexto de incentivo de inovação e avanço tecnológico
- Desregulamentar, simplificar e promover leis que propiciem condições de competividade para que as micros e pequenas empresas nascentes nas incubadoras possam desenvolver, consolidar e atingir a maturidade.
O que é uma entidade articuladora de incubadora

  Instituições sem fins lucrativos, que visam integrar, representar e defender os interesses das entidades gestoras de incubadoras. As entidades articuladoras de incubadoras, normalmente estão voltadas também ao apoio à implantação de parques tecnológicos e pólos tecnológicos. Exemplos:


 - Anprotec
 -  Rede de incubadoras
 
 -  Padetec
 -  National Business Incubator Association (Estados Unidos)
 -  European Business and Inovation Center
 
O que é parque tecnológico

  Segundo a Anprotec, "parques tecnológicos são áreas, geralmente ligadas a algum centro de ensino ou pesquisa, com infra-estrutura necessária para a instalação de empresas produtivas baseadas em pesquisa e desenvolvimento tecnológico". Os parques tecnológicos diferenciam-se dos pólos tecnológicos basicamente pela abrangência geográfica estabelecida para implantação das empresas. Enquanto o parque tecnológico possui uma área física limitada, normalmente no entorno de um centro de pesquisa ou ensino, que dá suporte a instalação de micro e pequenas empresas, voltadas a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, os pólos tecnológicos ocupam dimensão geográfica mais ampla, uma cidade ou região planejada para obter o desenvolvimento econômico a partir da implantação da alta-tecnologia
Pólo tecnológico/tecnópolis

  O termo tecnópolis surgiu na década de 70, no Japão, inspirado numa música sobre Tókio passando a ser adotado de forma genérica para identificar os empreendimentos que visam a implantação de pólos de alta-tecnologia em cidades ou regiões. Os projetos já mencionados, como "Silicon Valley" e "Rote 128", podem ser considerados as primeiras tecnópolis que se tem notícia.

  Tecnópolis pode ser definida como cidade ou regiõe planejada para obter o desenvolvimento econômico a partir da criação de ambiente adequado à implantação de instituições e empresas baseadas na alta tecnologia e na produção do conhecimento A cidade ou região planejada para tornar-se uma tecnópolis precisa propiciar:

- Ampla mobilização social em torno da idéia (governo, sociedade, empresas)
- Infra-estrutura urbana adequada;
 
- Ambiente culturalmente inovador;
- Programa massivo de qualificação priorizando o investimento público em ensino, pesquisa, ciência e tecnologia
 
- Criação de condições para produção e consumo de produtos de alta-tecnologia, implantação de centros de pesquisas, incubadoras tecnológicas, parque tecnológico, linhas de créditos e incentivos fiscais
  
No Brasil, algumas cidades estão implantando tecnópolis: Porto alegre (RS), Itajubá (MG) e Petrópolis (RJ)



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