Programa de Qualidade


Requisitos do Sistema da Qualidade.
4.1 RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO.
Interpretando o requisito.
  A Direção da empresa deve estabelecer claramente a sua intenção com relação à Qualidade: definindo sua Política, as Responsabilidade e Autoridades para o corpo funcional da Empresa com referência à Qualidade, garantindo a alocação de recursos para implementação dessas atividades, incluindo a designação e capacitação de pessoal, e nomeando o responsável (Representante da Administração) pela coordenação do Sistema. Deve ainda prover meios para avaliar sistematicamente o Sistema da Qualidade implantado assegurando assim sua adequação aos requisitos e seu aprimoramento permanente.

4.2 SISTEMA DA QUALIDADE
Interpretando o requisito.
  A empresa deve estabelecer e manter um sistema da Qualidade para garantir que os produtos/serviços estejam em conformidade com os requisitos e características especificados. Isto inclui: preparação e uso de documentação, tais como procedimentos, planos, padrões, registros da qualidade relacionados a produtos/serviços, processos e projetos.
  
4.3 ANÁLISE CRÍTICA DE CONTRATO
Interpretando o requisito.
  A empresa deve se preocupar com o pleno atendimento das necessidades dos clientes, e garantir que essas necessidades sejam devidamente compreendidas e analisadas quanto à sua capacidade de satisfazê-las, antes de aceitar qualquer pedido ou fechar algum contrato. Quando qualquer dos requisitos de um pedido de fornecimento for alterado, a empresa deve assegurar que estas alterações estejam documentadas e aprovadas pelo cliente.

4.4 CONTROLE DE PROJETO
Interpretando o requisito.
  A empresa deve controlar e verificar o projeto de seu produto/serviço afim de assegurar que os requisitos especificados sejam cumpridos.

4.5 CONTROLE DE DOCUMENTOS E DE DADOS
Interpretando o requisito.
  A empresa deve assegurar que toda a documentação referente ao Sistema da Qualidade está sob controle e pode ser prontamente consultada quando necessário, incluindo documentos externos como normas técnicas, publicações.
 
4.6 AQUISIÇÃO
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir que os produtos/serviços adquiridos estejam em conformidade com os requisitos e características especificados.

4.7 CONTROLE DE PRODUTO FORNECIDO PELO CLIENTE
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir que os produtos entregues pelo cliente para serem incorporados no próprio produto a ser fornecido devem ser verificados e controlados adequadamente quanto à armazenagem, manuseio, identificação e etc.. Deve ser estabelecido um mecanismo para contatar o cliente quando alguma perda ou dano acontecer com esses produtos, ou ainda sua inadequação ao uso.
  
4.8 IDENTIFICAÇÃO E RASTREABILIDADE
Interpretando o requisito.
  A empresa deve, sempre que necessário, garantir a identificação e rastreabilidade em todas as etapas de produção, expedição e instalação.

4.9 CONTROLE DE PROCESSO
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir que os processos de produção, instalação e serviços associados e etc., que tenham alguma influência direta na Qualidade estejam sendo executados sob controle, isto é, estejam documentados (tenham sua metodologia definida e seus padrões da Qualidade estabelecidos).

4.10 INSPEÇÃO E ENSAIOS
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir que: os produtos/serviços recebidos estão em conformidade com as especificações, que os produtos/serviços em elaboração possuem inspeção apropriada e que todo produto/serviço é liberado após verificada a conformidade com os requisitos especificados.

4.11 CONTROLE DE EQUIPAMENTOS DE INSPEÇÃO E ENSAIOS
Interpretando o requisito.
  A empresa deve controlar os equipamentos usados para a medição de parâmetros nas fases de seu processo, na inspeção e nos ensaios para que eles estejam sempre em perfeitas condições de uso, tenham conhecidas suas diferenças em relação a medidas de referência aceitas oficialmente e assim diminuir a incerteza nas suas medições. Tanto o software usado nos ensaios ou referências comparativas (padrões) devem ser validados e conferidos regularmente.

4.12 SITUAÇÃO DE INSPEÇÃO E ENSAIOS
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir a identificação de uma situação de inspeção e ensaios de modo a distinguir os materiais verificados dos não verificados e indicar a aceitação no ponto de verificação.

4.13 CONTROLE DE PRODUTO NÃO-CONFORME
Interpretando o requisito.
  A empresa deve criar procedimentos para garantir a segregação dos produtos não-conforme, impedindo assim sua utilização inadvertida, criar mecanismos de avaliação das suas condições, disposição desses produtos quando necessário e informação às áreas envolvidas para que estudem o problema e gerem quando apropriado a ação corretiva adequada.

4.14 AÇÃO CORRETIVA E PREVENTIVA
Interpretando o requisito.
  A empresa deve: investigar as causas da não-conformidade e tomar ações corretivas necessárias ao bloqueio da não-conformidade; analisar criticamente o Sistema da Qualidade a fim de se detectar e eliminar possíveis causas de não-conformidade de problemas potenciais.

4.15 MANUSEIO, ARMAZENAMENTO, EMBALAGEM, PRESERVAÇÃO E ENTREGA
Interpretando o requisito.
  A empresa deve criar procedimentos para definir o manuseio dos produtos, as condições de estoque, a embalagem em processo e de expedição, as necessidades de preservação do produto, e a entrega (expedição) do produto ao cliente.
 
 4.16 CONTROLE DE REGISTROS DA QUALIDADE
Interpretando o requisito.
  A empresa deve estabelecer e manter registros da qualidade para demonstrar a obtenção de qualidade requerida e verificar se a efetiva operação do Sistema da Qualidade é eficaz.
 
4.17 AUDITORIAS INTERNAS DA QUALIDADE
Interpretando o requisito.
  A empresa deve criar e manter um Programa de Auditorias Internas compreendendo o planejamento e execução de Auditorias da Qualidade nas mais diversas áreas da organização.
  
4.18 TREINAMENTO
Interpretando o requisito.
  A empresa deve garantir que as necessidades de educação e de treinamento sejam identificadas e providenciá-las a todo o pessoal que executa atividades que influem na Qualidade.

4.19 SERVIÇOS ASSOCIADOS
  Interpretando o requisito.
  A empresa deve criar procedimentos para suprir as necessidades de serviços associados quando isto for um requisito especificado.
  
4.20 TÉCNICAS ESTATÍSTICAS
  Interpretando o requisito.
  A empresa deve estabelecer e garantir o uso adequado de técnicas estatísticas, sempre que houver necessidade, para verificar aceitabilidade da capacidade dos processos e das características do produto/serviço.


 As normas não são específicas para nenhum produto em particular e podem ser usadas tanto pela indústria de manufatura como de serviços. Estas normas não especificam como os processos de garantia da qualidade de uma empresa devem ocorrer, mas obrigam que a empresa defina normas de qualidade apropriadas, documente seus processos e prove que ela se adere a ambos consistentemente. As normas requerem que um sistema de qualidade básico esteja em funcionamento para garantir que a empresa tenha as capacidades e sistemas necessários para oferecer a seus clientes produtos e/ou serviços de qualidade.

  Como foi falado anteriormente, caso a certificação seja solicitada via contrato, antes de que o processo de certificação possa ser entendido, primeiramente é fundamental falarmos sobre os passos que devemos desenvolver até a auditoria de certificação.
  São 8 os passos:
 
 Passo 1 - Leitura e Estudo da Norma.

  É necessário que haja dentro da empresa um grupo que nesta etapa, realize a leitura e estudo da Norma e que todas as dúvidas sejam discutidas no grupo.
  Passo 2 - Definição do Sistema de Garantia da Qualidade.

  Após o primeiro passo onde todos do grupo se familiarizaram com a Norma, passa-se para a escolha do Sistema de Garantia da Qualidade que será seguido na empresa, dependendo do tipo de empresa, produto/serviço ou característica de cadeia fabril.
 Passo 3 - Sensibilização e entendimento da alta administração.

  Esta etapa de implantação é dirigida aos líderes que administram o sistema da qualidade em questão. Muitas são as dúvidas levantadas sobre o assunto. E todas estas dúvidas devem ser esclarecidas.

  A alta administração a que estamos nos referindo são os executivos responsáveis pela administração da empresa.

  A sensibilização e o entendimento destes profissionais são considerados trabalhos críticos para que seja obtido o sucesso de todas os demais passos. Estas pessoas são responsáveis pela determinação das diretrizes do sistema da qualidade conforme o requisito 4.1, devem elaborar a Política da Qualidade, estabelecer e delegar as responsabilidades e autoridades para viabilizar os demais passos, definem quais recursos são necessários para a consecução do processo, elegem o representante da administração que será o responsável pela implantação e acompanhamento do processo e analisam criticamente a evolução da implantação do programa. É nesta fase que o comprometimento da alta administração é trabalhada e deve ser explicitada formalmente para o conhecimento de toda a empresa.
  Passo 4 - Sensibilização e entendimento de todo o pessoal da empresa.

  A sensibilização de todos é mais do que necessária, pois num processo de mudanças sempre ocorrem vários questionamentos, podendo até existir o questionamento sobre o que se vai ganhar com o processo, quais os benefícios. O pessoal deve entender que a montagem do sistema da qualidade demanda muito trabalho e tempo de todos, e que as recompensas caso existam só podem estar ligadas aos resultados da empresa e não às fases de desenvolvimento de um processo cujo investimento está em andamento.

  A melhor maneira de se realizar esta fase é através da comunicação e treinamento, ou seja o aporte de conhecimento do conteúdo do padrão somado ao entendimento do papel que cada pessoal terá dentro do sistema da qualidade e a abrangência com que a empresa estará tratando este processo.
 Passo 5 - Criação de um Comitê ISO.

  Uma vez que já ocorreu a sensibilização e entendimento de todos, são convidados colaboradores para participarem deste Comitê. Como é um processo voluntário, a pessoa convidada caso não queira fazer parte pode recusar o convite. Caberá a este comitê o trabalho de:

  - Levantar os processos importantes da empresa;
  - Estabelecer quais destes processos serão priorizados;
  - Estudar a Norma, bem como conhecer os requisitos do Sistema;
  - Se reunir com freqüência no máximo quinzenal para analisar o andamento e discutir as atividades necessárias de implantação;
  - Redigir os documentos do Sistema da Qualidade.
 Passo 6 - Preparação do sistema da qualidade.

  Este passo vem a ser o primeiro passo da montagem do sistema da qualidade. A fase de preparação do sistema está diretamente ligada à padronização do sistema da qualidade atual da empresa, quando existente, adequando-o ao padrão segundo às normas ISO. Na formalização dos documentos, dados e dos registros de forma coerente com as características dos produtos/serviços da empresa, voltando-a sistematicamente para o atendimento das necessidades dos clientes e desenvolvendo uma cultura preventiva dentro do sistema, ou seja, agindo antes que o problema ocorra.
 Passo 7 - Implementação do sistema da qualidade.

  É o segundo passo da montagem do sistema da qualidade é está ligado à prática das atividades descritas no padrão segundo às normas ISO. A etapa de implementação define a operacionalidade do sistema e os ajustes que se façam necessários. É nesta etapa que o sistema passa a ser experimentado e é onde se concentra o treinamento de todas as pessoas na documentação, nos dados e nos registros do sistema da qualidade.
 Passo 8 - Desenvolvimento de auditoria interna da qualidade.

  O terceiro passo da montagem do sistema da qualidade é a programação e execução do plano de auditoria interna da qualidade com o propósito de uma atividade preventiva, definindo para a empresa a situação atual do sistema implantado. Esta etapa inicia-se com a adaptação, visto ser uma atividade nova e que de maneira geral causa um grande impacto. São os resultados das auditorias internas que trarão segurança e conforto para definir o momento ideal para se solicitar uma auditoria de 3ª parte. O sentido desta etapa fica claro quando vamos ao que estabelece a norma e verificamos que os resultados das auditorias devem ser parte integrante das informações que suportam as atividades de análise crítica pela administração (4.1.3 - Análise crítica pela Administração).


  Cabe neste momento, um esclarecimento, a versão atual da família de normas NBR ISO 9000 data do ano de 1994 e já está em processo de aprovação a nova revisão 2000 das normas, sendo alterações feitas tanto no conteúdo quanto no número de normas que compõe a família. A divulgação desta nova revisão está prevista para o final do ano de 2000.

  Estas são as modificações entre as Normas ISO 9000 revisão 1994 e as da revisão 2000.

  Atualmente a família ISO 9000 revisão 1994 se compõe de 20 normas e documentos, que serão integrados em 3 normas primárias, que serão:

 - ISO 9000: Sistemas de Gerenciamento da Qualidade - Fundamentos e vocabulário;
 - ISO 9001: Sistemas de Gerenciamento da Qualidade - Requisitos;
 - ISO 9004: Sistemas de Gerenciamento da Qualidade - Guia para melhoria de execução.

  As normas ISO 9001 e ISO 9004 estão sendo desenvolvidas em conjunto, com a mesma seqüência e estrutura, de maneira que venham a formar um "par consistente" de normas.

  As atuais ISO 9001, ISO 9002 e ISO 9003 serão consolidadas numa única norma ISO 9001 revisada. Com a redução do escopo dos requisitos da ISO 9001 irá permitir a omissão de requisitos que não seja aplicáveis a determinadas organizações.

  A revisão 2000 das ISO 9001 e 9004 estão baseadas em 8 princípios de gerenciamento da qualidade que refletem as melhores práticas de gerenciamento e estão sendo preparadas por especialistas internacionais em qualidade e endossada pelo TC 176/SC2 (comitê técnico TC176/SC 2 da ISO).
  Os 8 princípios, são:

  - Organização focada no cliente;
  - Liderança;
  - Envolvimento das pessoas;
  - Aprimoramento de processo;
  - Aprimoramento do sistema de administração;
  - Melhoria contínua;
  - Aprimoramento efetivo para tomada de decisão;
  - Estabelecimento de relação mutuamente benéfica.






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