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O que é microcrédito |
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O microcrédito nasceu da necessidade de se criar uma alternativa de crédito
para as pessoas físicas e jurídicas do setor formal e informal que
não tem acesso ao sistema formal de crédito (sistema bancário
tradicional) e desejam montar, ampliar ou obter capital de giro para um pequeno
negócio. O conceito de microcrédito nega algumas das principais
características do sistema tradicional de crédito. Tradicionalmente,
o crédito é fornecido baseado nas garantias, solidez, patrimônio
e tradição financeira do pleiteante. Já o microcrédito
é fornecido baseado principalmente na análise sócio-econômica
do cidadão, onde pesa, principalmente, a avaliação subjetiva
relativa às intenções e potencialidades do cliente, feita
pelo Agente de Crédito. Poderíamos dizer que, enquanto o sistema
de crédito tradicional está calcado na agência, suas normas
e procedimentos de crédito, o microcrédito está baseado no
Agente de Crédito e na sua capacidade de avaliação do cliente.
No sistema tradicional, o cliente vai ao banco. No microcrédito, o banco
vai ao cliente (o Agente de Crédito visita a casa e/ou negócio do
cliente). Vale salientar que instituições que operam com microcrédito,
como ONG's, OSCIP's e Banco do Povo, emprestam dinheiro para negócios com
mais de um ano de existência, concentrando no fornecimento de capital de
giro. Algumas poucas emprestam para ampliação do negócio
(giro + investimento fixo). A atuação desses pequenos fundos na
área de apoio à criação de novos negócios é
contestada de forma quase consensual internacionalmente, tendo em vista o alto
custo, riscos envolvidos na operação. Portanto, é preciso
diferenciar estas duas modalidade de apoio aos pequenos negócios à
luz do microcrédito:
Microcrédito
tradicional - Empréstimos para empreendimentos existentes que pelos
seus próprios meios atingiram a sustentabilidade Microcrédito
para criação novos negócios - Empréstimo para
pessoas empreendedoras que possuem boas idéias, viáveis e que precisam
de recursos para montar o negócio. CARACTERÍSTICAS
QUE DIFERENCIAM AS OPERAÇÕES NEGÓCIO EXISTENTE X CRIAÇÃO
NOVO NEGÓCIO
| Característica | Negócio
existente | Novo
negócio | | Qualidade
do empreendedor | Avaliação
do empreendimento real através de visita ao negócio funcionando,
clientes, fornecedores e vizinhos. | Avaliação
mais subjetiva, prognóstico do futuro, capacidade empreendedora, idéia,
viabilidade destas idéias. Aposta no potencial do negócio e da pessoa |
| Qualificação
do Agente de Crédito | Qualificação
do Agente de Crédito | Exigem
Agente de Crédito melhor qualificado, capaz de assessorar a montagem do
plano de negócio, com conhecimentos técnicos e gerenciais específicos |
| Custo | Elevado
custo na relação empréstimo/custo operacional em decorrência
do baixo valor do empréstimo e da necessidade de acompanhamento da operação,
através de visitas ao negócio pelo Agente de Crédito | Custo
ainda maior pela necessidade de, além do acompanhamento, através
de visita, prestar assistência técnica gerencial até que o
negócio encontre sua sustentabilidade. Exige um tipo de incubação
aberta. | | Prazo
de financiamento | Financia
principalmente capital de giro - 30 a 90 dias. Baixo risco pelo retorno rápido
do empréstimo | Financia
investimento fixo -12 a 24 meses. A dilatação do prazo de retorno
do empréstimo aumenta o risco da operação |
| Rotação
do Fundo | Alta
rotação - quantidade grande de operações muito pequenas | Baixa
rotação - operações de longa duração
12 a 24 meses | | Valor
do financiamento | Inicia
com uma operação de pequeno valor seguido de novas operações
de valor crescente, de acordo com a pontualidade do cliente | Não
é possível adotar a metodologia do valor crescente dado que tem
que financiar a montagem do negócio: equipamentos, matéria prima
etc. | | Destinação
dos recursos | Cheque
na mão do cliente, que define o seu destino dentro do negócio | Pagamento
diretamente a fornecedores de matéria prima e equipamento, reduzindo risco
de desvio dos recursos para outras finalidades | | Qualificação | A
participação em cursos voltado ao empreendedorismo é aconselhável,
mas não obrigatória | A
participação na qualificação em empreendedorismo é
pré-requisito para obtenção do crédito |
| Grau
de inadimplência aceitável da carteira | Além
de alavancar os pequenos negócios está focado na sustentabilidade
da instituição de microcrédito. Por isso, muito rigorosa
no grau de inadimplência da carteira. Inadimplência aceitável
da carteira - paralisa a operação quando excede 5% de inadimplência | Focado
na redução do elevado índice de mortalidade de novas empresas,
por isso mais flexível no grau de inadimplência da carteira Inadimplência
aceitável da carteira- paralisa a operação quando excede
10% de inadimplência | | Carência | Não
tem carência | Carência
inicial em função da necessidade de um prazo para montagem do negócio
e início do faturamento | Fonte
da Tabela: Manual de Microcrédito do Governo Estadual do Rio Grande do
Norte, elaborado por Carlos Aquiles Siqueira e José Carlos Iglezias Pereira
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- Origem
do Microcrédito |
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A primeira manifestação de microcrédito da qual se tem notícia
ocorreu no sul da Alemanha em 1846. Denominada Associação do Pão,
ela foi criada pelo pastor Raiffeinsen que, após um rigoroso inverno, deixou
os fazendeiros locais endividados e na dependência de agiotas. O pastor
cedeu-lhes farinha de trigo para que, com a fabricação e comercialização
do pão, pudessem obter capital de giro. Com o passar do tempo, a associação
cresceu e transformou-se numa cooperativa de crédito para a população
pobre. Em
1900, um jornalista da Assembléia Legislativa de Quebec criou as Caisses
Populaires que, com a ajuda de 12 amigos, reuniu o montante inicial de 26
dólares canadenses para emprestar aos mais pobres. Atualmente, estão
associados às Caisses Populaires cinco milhões de pessoas,
em 1,329 mil agências. Nos
Estados Unidos, em 1953, Walter Krump, presidente de uma metalúrgica de
Chicago, criou os "fundos de ajuda" nos departamentos das fábricas,
onde cada operário participante depositava mensalmente U$ 1,00 destinado
a atender aos associados necessitados. Posteriormente, os fundos de ajuda foram
consolidados e transformados no que foi denominado Liga de Crédito. Após
esta iniciativa, outras se sucederam, existindo atualmente, a Federação
das Ligas de Crédito, operadas nacionalmente e em outros países. Provavelmente,
entre 1846 e 1976, muitas outras manifestações pontuais e isoladas
devem ter ocorrido ao redor do planeta com características de microcrédito,
porém o grande marco que desenvolveu, difundiu e serviu de modelo para
popularizar o microcrédito foi a experiência iniciada em 1976 em
Bangladesh, pelo Professor Muhamad Yunus. Observando que os pequenos empreendedores
das aldeias próximas à universidade onde lecionava eram reféns
dos agiotas, pagando juros extorsivos e, mesmo assim, pagando corretamente, o
professor Yunus começou a emprestar a essas pessoas pequenas quantias com
recursos pessoais, que depois ampliou, contraindo empréstimos. Com o passar
do tempo, obteve ajuda de bancos e instituições privadas, criando,
em 1978, o Grameen Bank e o modelo atual de microcrédito, que atualmente
pode ser definido como sistema de crédito diretamente relacionado ao combate
à pobreza, através do financiamento aos micro produtores, via grupos
solidários, que prestam garantia mútua dispensando a garantia tradicional
dos bancos. O crédito é evolutivo, podendo iniciar com U$ 10,00,
porém a média de empréstimo é de U$ 100,00. As mulheres
representam 96% dos clientes do Banco. Doze milhões de cidadãos
de Bangladesh já foram atendidos pelos programas do Grameen. A
experiência do Grameen gerou a revolução do microcrédito
no mundo, onde hoje existem programas nele espelhados em sessenta países,
inclusive alguns considerados ricos, como o Canadá, França e Estados
Unidos. |
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- Mitos
e realidades comuns |
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O trabalho do Banco Grameen, em Bangladesh, do Banco Sol, na Bolívia, do
Banco Rakyat, na Indonésia, e outros, reflete algumas dos exemplos na entrega
de créditos de pequena escala que vêm emergindo nos últimos
anos. Entretanto, muitos programas de crédito não crescem no mesmo
patamar de sucesso dessas instituições devido aos comuns mal entendidos
sobre as limitações dos pobres e as atividades econômicas
deles. A seguir estão os mitos mais comuns encontrados nos programas
de microcrédito de baixa performance:
| MITO | REALIDADES |
| Microempreendedores
têm que ser cuidados porque eles são pobres. | Microempreendedores
tem conhecimento sobre como fazer negócios em sua economia local. Eles
normalmente têm anos de experiência em seu ramo, trabalhando com dedicação
e determinação. Acreditar na inteligência e no conhecimento
de negócios dos clientes é necessário. |
| Microempresas
são atividades redundantes, que deveriam ser substituídas por negócios
maiores, dando emprego a várias pessoas. | Microempresas
tornam viáveis atividades locais importantes que deveriam ser valorizadas.
Estas atividades econômicas de pequena escala são negócios
válidos que devem ser encarados com seriedade. | | A
taxa de juros para os pobres deve ser subsidiada | A
taxa de juros da microfinança tem que refletir custos operacionais para
alcançar sustentação. Organizações que fazem
grandes números de pequenos empréstimos terão custos de transação
altos e precisarão cobrar taxas mais altas do que as taxas comerciais.
Entretanto, as taxas de microfinança continuam menos significantes do que
as exorbitantes taxas cobradas por agiotas que emprestam dinheiro e outras fontes
onde os pobres pegam emprestado. | | O
crédito sozinho não tem uso. Ele tem que vir junto com treinamento,
marketing, tecnologia e outros serviços. | Apesar
de que programas que trazem crédito junto com outros serviços possam
parecer ideais, eles requerem grandes subsídios e provaram ser insustentáveis.
A abordagem minimalista usada pelo Banco Grameen e outros mostrou que clientes
podem usar o crédito em pequenas quantidades para começar ou melhorar
a utilidade de suas microempresas. Prover marketing e muitas outras áreas
de serviço é válido, mas eles tem melhor proveito se usados
separadamente. | | Não
se pode confiar créditos aos pobres. As necessidades de consumo dos pobres
são tão urgentes que qualquer empréstimo irá ser usado
rapidamente para o consumo. | O
reembolso dos empréstimos de milhões de clientes de microfinança
é uma prova empírica de que os pobres são merecedores de
crédito. | | Os
pobres não sabem economizar. | As
grandes taxas de economias noticiadas por várias organizações
de microfinanças demonstra que os pobres dão valor às economias
assim como dão valor ao crédito. | | Pobreza
tem um efeito incapacitador deixando os pobres sem ter como melhorar suas condições.
| O
extraordinário sucesso de instituições que deram empréstimos
a mais de dez milhões de clientes pelo mundo, a grande maioria estando
abaixo da linha da pobreza, prova sem nenhuma dúvida a habilidade dos pobres
de melhorar suas vidas com sua própria ingenuidade e esforço. |
FONTE
- UNDP, MicroStart - a Guide for Planning, Starting and Managing a Microfinance
Programme - Tradução Karen Siqueira |
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- Lições
de experiências bem sucedidas de microcrédito |
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Trabalhar
diretamente na comunidade Assistentes
deveriam visitar os bairros e vizinhanças pobres quase que diariamente,
vendo se existem clientes e explicando requisitos para potenciais clientes. Eles
devem fazer encontros nas comunidades. Se o projeto está sendo feito em
uma área rural, assistentes devem visitar cidades e vilas, talvez semanalmente -
Simplificar procedimentos de aplicação (questionários)
A experiência tem mostrado pouca diferença no retorno dos empréstimo
entre projetos que "escrevem um livro" em cada requerente e outros que
reduzem a aplicação a uma ou duas páginas. No pequeno empréstimo,
confiar na observação atenta para escolher um cliente é a
ferramenta mais efetiva para a segurança do empréstimo. -
Fornecer o crédito rapidamente Requerentes de empréstimo
ficam desencorajados se eles têm que esperar meses antes de receber serviços.
Eles estão acostumados com pessoas que emprestam dinheiro (agiotas) e que
fazem isso imediatamente. Projetos bem administrados fornecem crédito em
menos de um mês e freqüentemente dentro de uma semana. Eles distribuem
subseqüentes empréstimos mais rápido ainda. -
Não há necessidade de registros e planos de negócios complexos
Apenas uma pequena quantidade de fazendeiros, comerciantes e pequenos fabricantes
faz registro e planos de qualquer tipo. Logo, serão bem sucedidos os programas
que não fazem esse tipo de exigência. -
Não há necessidade de garantia eliminando a maioria dos candidatos
potenciais Mecanismos alternativos, entre estes o aval solidário,
onde donos de negócios são mutuamente responsáveis por reembolsar
empréstimos, substituem efetivamente as garantias convencionais. A reputação
individual na comunidade é mais importante do que a colateral. -
Trabalhar com atividades econômicas existentes, não importa o quanto
são pequenas ou trabalhar com as que estão começando, de
acordo com a comunidade que se está trabalhando Iniciar por grandes
empreendimentos raramente leva ao sucesso e requer grandes investimentos por meses
e às vezes anos. -
Focar inicialmente no mercado local Empresários locais e pequenos
fazendeiros podem achar "nichos" geralmente invisíveis para especialistas
de fora. Esforços para achar novos mercados quase sempre são caros
e difíceis. -
Iniciar com um pequeno empréstimo e ir ampliando aos poucos Iniciar
por pequenos empréstimos não só testa a capacidade do cliente
de reembolsar, mas também deixa o cliente ver se o empréstimo irá
ou não, de fato, ajudar o crescimento do seu negócio. Estes empréstimos
devem ser pagos em prestações iguais e freqüentes (semanalmente,
de duas em duas semanas ou mensalmente). -
Fornecer empréstimos maiores baseados em reembolsos bem sucedidos Todos
os programas bem sucedidos tem um sistema bem definido que fornece empréstimos
crescentes baseados em reembolsos bem sucedidos. -
Cobrar uma maior taxa de atração do que o mercado Pela perspectiva
das pessoas que pegam empréstimos, o crédito rápido é
mais importante do que uma taxa baixa de atração. Pela perspectiva
de quem empresta, atração tem que cobrir os custos da transação
e os custos da operação do projeto. -
Aceitar os clientes, com seus trabalhos de amizade e com suas relações
dentro da comunidade, terá um papel principal na promoção
do projeto Os clientes formam seus próprios grupos e dão
um ao outro conselhos e assistência, reduzindo os custos do programa sensivelmente.
Ao mesmo tempo, esta interação intensa serve para desenvolver um
comprometimento entre os clientes, para o projeto e para eles mesmos. -
Desenvolver projetos em grande escala, auto suficientes, proveitosos, trabalhando
em coordenação próxima com bancos locais
O envolvimento do setor financeiro formal é vital se os esforços
pretendem alcançar uma parte significante dos pobres rurais e urbanos de
uma determinada área geográfica. -
Trabalhar em horário compatível com as necessidades dos clientes
pobres O horário em que o setor bancário formal funciona
é incompatível com o horário dos trabalhadores pobres. FONTE
- UNDP, MicroStart - a Guide for Planning, Starting and Managing a Microfinance
Programme - Tradução Karen Siqueira
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- O
Microcrédito no mundo |
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A
partir da experiência do Grameen Bank, em Bangladesh, com apoio de instituições
internacionais como o Banco Mundial, BID e AITEC, o microcrédito foi difundido
no mundo mais especificamente na América Latina e Central. Dentre estas
experiências destacam-se:
GRAMEEN BANK - Bangladesh
Considerada
a experiência seminal da modalidade Banco do Povo em todo mundo, o Grameen
Bank teve o mérito de atuar como um autêntico agente de cidadania
para as populações carentes de Bangladesh, na medida em que comprovou
e popularizou a tese de que "o pobre é um ótimo tomador de
empréstimo". Fundado em 1978, o Grameen Bank atingiu, em 1994,
a expressiva marca de 2 milhões de clientes, uma carteira de empréstimos
de cerca de US$ 500 milhões e um patrimônio líquido em torno
de US$ 1,3 bilhões, classificado como o maior banco de Bangladesh em volume
de aplicação. O êxito do Grameen é particularmente
expressivo já que ocorreu em um dos mais pobres países do mundo,
com renda per capita em torno de US$ 200. Mais de 85% da população
está ocupada na agricultura e eles tem a mais alta taxa de densidade demográfica
do mundo - cerca de 740 habitantes por KM2. Neste dramático quadro
socioeconômico, o professor Muhamad Yunus foi o mentor do projeto de criação
do Grameen Bank, desenvolvido a partir da constatação da pouca ou
nula contribuição das teorias econômicas e das correspondentes
políticas preconizadas pelos órgãos internacionais de fomento,
com relação a superação do quadro de miséria
prevalecentes em países como Bangladesh, categorizados como abaixo do nível
de pobreza. A assertiva básica do Prof. Yunus foi que a família
ou indivíduos carentes teriam condições de gerar renda suficiente
para o seu auto-emprego a partir do acesso ao crédito, cujos valores não
ultrapassem a faixa de algumas dezenas de dólares. O Grameen Bank atualmente
pratica juros da ordem de 20% ao ano e as poupanças captadas são
remuneradas com taxas de 8,5% ao ano para uma inflação de 3%, em
1994, em Bangladesh. O Grameen Bank tem a seguinte estrutura operacional: -1.116
pontos de atendimento (centros comunitários), instalados em aldeias e pequenas
povoações. Estes centros são supervisionados por 113 Agências,
instaladas em localidades maiores e que englobam o controle de 10 a 15 centros. -As
Agências são supervisionadas por 13 escritórios de área. -Os
escritórios de área são controlados por três escritórios
zonais que, por sua vez, são controlados pelo escritório central,
situado na capital do país, Dhaka. -Grameen
Bank é uma instituição privada, com 90% do capital de particulares
e 10% do governo. Ressalta-se que esta participação de particulares
é referente aos seus mutuários. -A
estrutura diretiva do Banco é constituída por um Conselho Diretor
com 13 membros, sendo nove representantes dos acionistas privados, três
representantes do governo, presidido pelo Prof. Yunus, que também exerce
a função de Superintendente do Banco. BANK
RAKYAT - Indonésia Tudo
começou em 1984, quando o governo da Indonésia resolveu transformar
um banco rural com 3,6 mil filiais, burocrático e altamente deficitário,
num banco de microcrédito eficiente. No ano de 1984, quando a experiência
começou, o BRI Desa herdou déficit anual de US$ 24 milhões.
Em 1989, o Banco já lucrava US$ 25 milhões. No período de
1994 a 1999, foram feitos 7,9 milhões de empréstimos. O banco faz
a cada mês 115 mil novos empréstimos, desembolsando cerca de US$
50 milhões. A média do empréstimo é de US$ 437 e a
taxa de inadimplência gira entorno de 3,26%.
BANCOSOL - Bolívia
Iniciou
sua operação em 1986, com um projeto piloto de vendedores urbanos.
Tornou-se, então, um banco privado comercial, especializado no atendimento
a microempresas do setor formal e informal. Recebeu aporte do BID, AITB e de quatro
grandes empresas bolivianas. Opera através de agentes de créditos
que trabalham fora das agências visitando os clientes e avaliando os projetos.
O acompanhamento é feito com novas visitas aos clientes sempre que detectado
atraso no pagamento. A carteira de inadimplentes não ultrapassa a 5%. Os
clientes são 75% mulheres. A média de financiamento é de
U$ 500, com juros a taxa de mercado, e o prazo de pagamento variando de 2 a 12
meses. A garantia pode ser real, com avalista ou aval solidário. CORPOSOL
- Colômbia Nasceu
da Coorporación Accion por Bogotá, em 1988, por iniciativa de empresários
locais. É uma entidade civil sem fins lucrativos especializada no atendimento
de microempresários, principalmente os moradores de bairros de invasão.
Atua em três departamentos (equivalente a Estado no Brasil) e tem 27 agências.
Recebeu apoio de vários organismos internacionais, como o BID, AITEC, CONDESPA
(Espanha), FUNDES (Suíça), AIDE (França), Governo colombiano
e grandes empresários locais Opera através de agentes de créditos
que trabalham fora das agências, visitando os clientes e avaliando os projetos.
O processo de fornecimento do crédito, normalmente, inicia-se com reuniões
de informação nas comunidades interessadas. O acompanhamento é
feito com novas visitas aos clientes sempre que detectado atraso no pagamento.
A carteira de inadimplentes é de aproximadamente 0% no setor rural e chega
a 3% no área urbana. A média de financiamento de U$ 500, mínimo
de U$ 100 e máximo de U$ 5.000, com juros de4% a.m. e o prazo de pagamento
de até 24 meses para ativo fixo e até 8 meses para capital de giro.
A garantia pode ser real, alienação do bem financiado, avalista
ou aval solidário. O Corposol possui uma holdiing constituída
por: CORPOSOL
- Instituição que oferece treinamento gerencial e capacitação
para o trabalho. CONSTRUSOL - Instituição que financia ampliação
ou melhoria da casa própria para beneficiários que tenham recebido
créditos anteriores de outros. programas do grupo. MERCASOL - Supermercado
atacadista que atende aos beneficiários do grupo. FINASOL - Instituição
que fornece o microcrédito anteriormente descrito. FOSIS
- Chile Criada
em 1991 como instituição pública ligada à Presidência
da República, através do Ministério de Planificación
y Cooperación, não executa diretamente operações de
microcrédito, mas atua como repassador de recursos para ONG's, cooperativas
e instituições privadas de microcrédito. A transferência
dos recursos é feita sem cobrança de taxas de retorno, através
de concorrência pública, saindo vencedora a que oferecer a menor
taxa ao tomador final. FOGAPI
- Peru Criada
em 1979 pela GTZ alemã, em parceria com diversas instituições
peruanas ligadas às pequenas empresas, atua, principalmente, como fornecedora
de carta de fiança para os microempresários que não possuem
garantia. De posse da carta de fiança do FOGAPI, o microempresário
recorre as instituições financeiras tradicionais. Somente há
pouco tempo passou a oferecer diretamente microcrédito. Possui, também,
um cartão de crédito para os microempresários com limite
máximo de U$ 2.500 que pode ser utilizado exclusivamente junto a estabelecimentos
filados ao sistema para aquisição de insumos e contratação
de serviços. |
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- Microcrédito
no Brasil |
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| A
tabela abaixo mostra as instituições de microfinanças no
Brasil, que atualmente tem mais de 2 mil clientes ativos. Vale observar que seis
das oito instituições estão localizadas na região
Nordeste do país.
Nome
da instituição Juros Matriz ao Início operações
(R$) mês | Tipo | Número
de executivos de empréstimos | Número
de clientes ativos | Carteira
em aberto (R$ milhões) | Empréstimo
médio em aberto | Banco
do Nordeste Fortaleza, CE 6,5% 1998 | Banco
público | n/a
| 36.786
| 8,9
| 242 |
CEAPE-PE
Recife, PE 3,86% 1992 | ONG
| 15 | 9.123
| 4,8
| 528 |
CEAPE-
MA São Luís, MA 5,5% 1989 | ONG
| 10 | 4.859
| 2,8
| 840 |
CEAPE-RN
Natal, RN 5,8% 1990 | ONG
| 11 | 3.265
| 2,2
| 662 |
CEAPE-SE
Aracaju, SE 5,27% 1991 | ONG
| 7 | 2.679
| 2,0
| 763 |
Portosol
P.Alegre, RS 4,28% 1987 | ONG
| 12 | 2.383
| 3,1
| 1.319 |
CEAPE-RS
P.Alegre, RS 6,0% 1992 | ONG
| 11 | 2.111
| 2,3
| 1099 |
Banco
do Povo-SP São Paulo, SP 1,0% 1998 | Gov. | 99 | 2.029
| 3,7
| 2125 |
Assim
como em outros países da América Latina, as organizações
não governamentais (ONG's) foram as primeiras a introduzir metodologias
atuais de microfinanças no Brasil. Desde que o Projeto Uno foi iniciado
em Recife, em 1973, aproximadamente 50 ONG's de microfinanças foram criadas
em todo o país, atendendo a um número estimado de 76 mil microempresários.
Uma onda de dez a quinze instituições abriram as portas em meados
da década de 1980, mas a maioria das ONG's de microfinanças do Brasil
iniciaram suas operações somente após a estabilização
macroeconômica de 1994. A
emergência de instituições de microfinanças no Brasil
é mais fácil de entender se a dividirmos em quatro fases sobrepostas.
Primeiro, as ONG's pioneiras, inclusive a rede CEAPE e as filiadas ao Women's
World Banking. Segundo, a Portosol e suas réplicas, que envolviam governos
municipais, estaduais e que tem atraído outros atores governamentais. Terceiro,
o envolvimento da Fininvest através de duas ONG's sediadas no Rio de Janeiro.
Quarto, o programa CrediAmigo do Banco do Nordeste. As maiores e mais antigas
carteiras de microfinanças pertencem às 13 CEAPEs, que são
parte da rede nacional de CEAPEs filiadas à ACCION Internacional. Depois
que a estréia pioneira do Programa Uno em Pernambuco plantou as sementes
para a rede CEAPE foi inaugurado o CEAPE - Ana Terra, no Rio Grande do Sul, em
1987. Todas as filiadas da CEAPE recebem verbas e empréstimos a taxas favoráveis
do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID) e muitos recebem também
empréstimos do BNDES. Tal como mencionado anteriormente, a CEAPE-Pernambuco
é a maior ONG de microfinanças no Brasil, com mais de 9 mil clientes
ativos. O tamanho das CEAPEs varia desde o CEAPE - Pernambuco até o recém
criado CEAPE - São Paulo. O CEAPE médio atende aproximadamente dois
mil clientes. Os CEAPE's geralmente oferecem empréstimos solidários
a seus clientes. Eles tem uma reputação de aprovação
rápida dos empréstimos e estão entre as principais instituições
de microfinanças no Brasil. Os índices variam entre as 13 filiadas,
no entanto, algumas CEAPE estagnaram ou até fecharam temporariamente nos
últimos anos. O
Banco da Mulher, associado ao Women's World Bank, é uma rede de ONG's que
atende a microempresários de todo o Brasil. Começando com o Banco
da Mulher, no Rio de Janeiro, em 1984, existem hoje sete filiados em todo o país,
que juntos atendem aproximadamente 2 mil clientes. O tamanho das filiadas varia
do Banco da Mulher - Bahia, que tem mais de mil clientes, ao do Rio de Janeiro,
que tem menos de 30 e está desativando suas operações de
crédito com vistas a uma reestruturação. A rede sofre de
baixa credibilidade no setor, diretamente relacionada a sua origem, como uma associação
de mulheres voluntárias e a dificuldade de um bom desempenho por parte
das filiadas. Uma linha de crédito com o banco HSBC é usada para
financiar as atividades de crédito para a maioria das filiadas, enquanto
outras mais fortes conseguem empréstimos do BNDES e do BID. A
partir do início dos anos 90, cresceu o interesse dos governos municipais
e estaduais em microfinanças e eles começaram a apoiar a criação
de ONG's, especializadas em microfinanças. A Portosol foi a primeira instituição
criada dessa maneira e tem servido de modelo para pelo menos outras 20. Operacional
desde 1996, a Portosol foi criada com o apoio dos governos municipal de Porto
Alegre e estadual do Rio Grande do Sul, da agência de assistência
técnica alemã GTZ e de outros. Hoje atende a, aproximadamente, 2
mil clientes. O crescimento tem sido lento devido a políticas conservadoras,
mas os índices financeiros e operações bem estruturadas indicam
um bom prognóstico para o futuro. A
Portosol atraiu a atenção nacional para as microfinanças
e inspirou muitos outros governos municipais e estaduais a criar MFI locais para
atender a seus eleitorados. Nos últimos anos, cerca de 20 instituições
de microfinanças foram criadas por governos locais e regionais. Doze desses
programas obtiveram recursos do BNDES. O Blusol, em Blumenal, Santa Catarina,
é um dos mais promissores do grupo, atendendo, atualmente, 500 clientes
ativos e planejando transformar-se em uma SCM. Enquanto
a Portosol e a maioria das instituições que nela se inspiraram conseguiram
manter um patamar mínimo de influência do governo sobre a sua diretoria,
o modelo municipal despertou a consciência dos mais variados tipos de agências
governamentais no Brasil, que decidiram iniciar seus próprios programas
de microfinanças. Em alguns casos, essas iniciativas não respeitaram
princípios técnicos em seu projeto e motivações políticas
tornaram-se parte integrante dos objetivos do programa. É importante observar
que o BNDES não apóia tais operações. Um desses casos
que atingiu uma escala significativa é o Banco do Povo, criado pelo governo
estadual de São Paulo. Em vez de criar uma instituição separada,
o governador preferiu escolher um órgão estadual para gerenciar
diretamente a carteira de crédito do Banco. O Programa oferece uma taxa
de juros altamente subsidiada (1% ao mês). Desde o início de suas
operações, em 1998, o Banco forneceu crédito a aproximadamente
2 mil clientes em todo o Estado. Vivacred,
uma ONG sediada no Rio de Janeiro, foi criada em 1997 com o apoio de uma ONG da
cidade (Viva Rio), que trabalha no sentido de diminuir a violência e aumentar
as oportunidades financeiras para a população carente do Rio. A
empresa de consultoria alemã IPC forneceu assistência técnica
durante o primeiro ano de operações. O financiamento inicial foi
fornecido pela Fininvest (uma importante financiadora brasileira) e pelo BNDES,
logo seguidos pelo BID. O Vivacred está atualmente voltado para três
favelas específicas, com um escritório em cada uma delas e atende
aproximadamente mil clientes. Logo no início, os membros da diretoria do
Vivacred rejeitaram uma oferta do IPC e Fininvest para adquirirem a ONG. A diretoria
gostaria que o Vivacred mantivesse o compromisso com seus objetivos sociais e
não acredita que isso seja possível se a instituição
adotar uma estrutura com fins lucrativos. Logo
após a criação da Vivacred, a Fininvest associou-se ao IPC
e à Secretaria Municipal do Trabalho (SMTB) para abrir uma nova ONG, a
RioCred. Com financiamento inicial e de investimento da Fininvest e Fundo Carioca,
um fundo de empréstimo para microfinanças operado pela Cidade, a
RioCred fez um acordo de assistência técnica com a IPC. As operações
de crédito começaram em outubro de 1998 e a RioCred agora atende
a 700 clientes, através de dois escritórios e três centrais
de atendimento ao cliente. Tem planos agressivos de expansão e planeja
abrir mais dois escritórios, incorporando uma estratégia de marketing
ativo em suas operações diárias, através de "promotores"
comunitários. Além disso, planeja transformar-se de ONG em SCM.
A Fininvest vê a RioCred como uma experiência de aprendizado. Se forem
bem sucedidas, as microfinanças no Brasil poderiam sofrer uma expansão
acelerada. Com escritórios espalhados em todo o país, a Fininvest
tem a capacidade estrutural de entrar rapidamente nos mercados de microfinanças
em cada região do país. Como
mencionado anteriormente, o Banco do Nordeste, um banco estatal de desenvolvimento
regional sediado no Ceará, atua no mercado de microfinanças. Em
dezembro de 1999, ao término de seu segundo ano de atividades, tinha aproximadamente
35 mil clientes, o que o qualifica como o segundo maior microcredor da América
Latina. Tem agências em 53 cidades, com outros 80 postos de atendimento
em todo o Nordeste. Efetuou uma mudança de política, criando uma
divisão voltada para microfinanças. As operações dessa
divisão gozam de uma autonomia significativa com um mínimo de restrições
burocráticas, o que permite ao Banco operar como um banco comercial. Alguns
profissionais brasileiros questionam se a estrutura geral de um banco estatal
de desenvolvimento é apropriada para gerenciar esse programa e sugerem
que a divisão de microfinanças se separe do Banco. O programa também
enfrentou problemas de recursos humanos e o pessoal contratado para trabalhar
no programa CrediAmigo quer gozar dos mesmos benefícios de seus colegas
que são funcionários da instituição. Fonte:
A situação das Microfinanças no Brasil - Seminário
Internacional de Microfinanças BNDES |
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- Marco
jurídico do microcrédito no Brasil |
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O
marco jurídico das instituições de microcrédito no
Brasil é recente e basicamente está composta pelas seguintes normas:
- Dica
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 | Todas
as leis, decretos, medidas provisórias e resoluções estão
disponíveis para download. Basta clicar no documento desejado. |
Lei n°
9790, de 23 de março de 1999 Define
os requisitos que devem ser cumpridos pelas pessoas jurídicas de direito
privado sem fins lucrativos a fim de serem qualificadas como Sociedade Civil de
Interesse Público e institui a regras que regem seu funcionamento e controle,
incluindo acordo de cooperação que deve reger as relações
entre as referidas sociedades e o setor público.
Decreto
n° 3100, de 30 junho de 1999 Regulamenta a lei n° 9790 definido
os aspectos vinculados aos requisitos para autorização, funcionamento
e supervisão das Sociedades Civis de Interesse Público. Portaria
n° 361, do Ministério da Justiça Regulamenta
os procedimentos para a qualificação de pessoas jurídicas
de direito privado, sem fins lucrativos, como Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público. Medida
provisória n° 1965-11, de 3 de fevereiro de 2000 Exclui
do alcance da lei da usura as Sociedades Civis de Interesse Público e as
Sociedades de Crédito para o Microempreendedor Medida
provisória n° 2143-33, de 31 de maio de 2001 Altera a redação
do art. 18 da Lei n° 9790 de 23 de março de 1999. Medida
provisória n° 2113-32, de 21 de junho de 2001 Inclui as
OSCIP como beneficiárias de doações nos termos e condições
estabelecidos pelo inciso II do parágrafo 2° da Lei n° 9249, de
1995. Resolução
do Banco Central n° 2874, de 26 de julho de 2001 Dispõe
sobre a constituição e o funcionamento de sociedades de crédito
ao microempreendedor (SCM) definindo as normas sobre a natureza, constituição,
capital mínimo e sua integralização, seu marco operacional,
limites individuais de crédito, proibições, postos de atendimento
e supervisão das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor , assim
como os a forma de atuação do BC em relação as mesmas. Circular
Banco Central n° 2915, de 5 de agosto de 1999 Estabelece
os procedimentos relativos à autorização e ao funcionamento
das Sociedades de Crédito para o Microempreendedor. Circular
Banco Central n° 2898, de 29 de fevereiro de 2000 Estabelece os
padrões contábeis para as Sociedades de Crédito para os Microempreendedores
com base naquelas vigentes para as companhias financeiras. |
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- Tipos
de Instituições que atuam no microcrédito |
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| Conhecido
o marco legal, cabe uma análise mais detalhada de como cada modalidade
de instituição está sendo contemplada no marco legal vigente
e a tentativa de delinear os cenários que se consolidam com as diretrizes
e os papéis que vêm sendo estabelecidos pelo Governo Federal, de
modo a fornecer subsídio necessário à tomada de decisão
quanto ao tipo de instituição que vamos adotar nesse projeto.
Existem seis modalidades de instituições ou programas que atuam
diretamente com concessão de crédito popular no Brasil, entre elas
as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs),
as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor, as ONGs (que podem ser subdivididas
naquelas que trabalham unicamente com crédito e nas que além do
crédito oferecem outros serviços), os programas governamentais,
as cooperativas e as linhas de crédito especiais dos bancos comerciais,
principalmente governamentais. Cada modalidade possui uma natureza e uma funcionalidade
específica e é, sendo assim, contemplada de forma singular pelo
marco legal instituído para o setor. Através de uma análise
desta legislação é possível fazer uma avaliação
quanto às principais vantagens e limitações de cada tipo
de instituição, assim como traçar um perfil do papel de cada
qual no setor a partir das diretrizes apontadas pelo marco legal vigente.
ONG's
- Organizações Não-Governamentais de desenvolvimento
incluídas na lei da usura As
ONG's não foram contempladas na Medida
Provisória nº 1.914-3 de junho de 1999, que isentou as OSCIP's
e as SCM's da lei da usura. Isto significa que, legalmente, as instituições
de microcrédito que se mantiverem como ONGs não podem cobrar
juros superiores a 12% ao ano, o que praticamente inviabiliza a operação.
Entretanto, mantendo-se a política de fiscalização reduzida
do governo em relação às ONG's, estas conseguirão
prosseguir com suas operações de microcrédito em um cenário
de fragilidade institucional. Não há limite mínimo de
patrimônio líquido. As ONGs operam sem um limite mínimo, podendo
assim constituir instituições de menor porte, ao contrário
das SCMs, que precisam ter um patrimônio líquido mínimo de
100 mil reais. Não é permitida a efetuação de
Termo de Parceria com o Estado. A regulamentação do chamado "Termo
de Parceria" (Lei nº 9.790,
de 23 março de 1999 e Decreto
nº 3.100, de 30 de junho de 1999) prevê unicamente o estabelecimento
de relações entre o Poder Público e as OSCIP's. Até
o momento isto não consistiu em um problema mais efetivo, uma vez que ainda
não foi editado nenhum concurso (processo seletivo) sob o formato previsto
na lei que define o Termo de Parceria. Caso esta prática torne-se mais
difundida, as ONG's podem vir a ser excluídas de diversos programas do
governo. As ONG's desenvolvimentistas (ou integradas) não estariam
mais aptas a captar recursos junto aos programas e projetos destinados ao fortalecimento
do setor de microcrédito. A MP
2082-40 (edição mais recente da MP
1.958-33 dispõe, entre outras coisas, sobre como poderão ser
efetuados os programas destinados ao fortalecimento do setor de microcrédito.
No item relativo à aplicação de recursos financeiros nos
diversos agentes, são citados como passíveis de receberem recursos,
agentes financeiros (públicos e privados), OSCIP's, SCM's e demais sociedades
de crédito que tenham por objeto social exclusivo a concessão de
financiamento ao microempreendedor. Estariam, portanto, excluídas deste
grupo as ONG's tidas como desenvolvimentistas ou integradas, ou seja, as que atuam
em outras áreas não ligadas unicamente ao crédito. OSCIP's
- Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público A
qualificação de OSCIP está subordinada à aprovação
do Ministério da Justiça. O título de Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público é concedido pelo Ministério
da Justiça através de um processo que tem se mostrado demorado e
restritivo. Até maio de 2000 cerca de 400 processos foram encaminhados
ao Ministério da Justiça e apenas 25 foram deferidos. Isentas da
lei da usura. A MP nº 1.914-4
isentou as OSCIP's e SCM's do limite na taxa de juros de 12% ao ano fixado
pela lei da usura. As OSCIP's, no entanto, constituem, por definição,
organizações sem fins lucrativos, o que as obriga a ter seu excedente
operacional (bruto ou líquido) aplicado integralmente na consecução
do seu objetivo social. Não
há limite mínimo de patrimônio líquido - As
OSCIP's não possuem um limite de patrimônio líquido estabelecido
em lei, podendo assim constituir instituições de pequeno porte,
ao contrário das SCM's que precisam de um patrimônio líquido
mínimo de 100 mil reais de acordo com regulamentação definida
pelo Banco Central. Relacionam-se com o Estado a partir do Termo de Parceria.
O chamado Termo de Parceria (criado pela Lei
9.790) é a relação contratual que pode ser estabelecida
entre o Estado e as OSCIPs. Se por um lado as OSCIPs estão submetidas a
requisitos legais rigorosos, por outro elas usufruem exclusividade nos concursos
que forem estabelecidos sob a definição deste termo, o que pode
propiciar às OSCIP's acesso à participação em programas
dos quais estarão excluídas as demais organizações
do terceiro setor. A transformação em OSCIP é vetada a diversas
modalidades de organizações da sociedade civil. A Lei
9.790 definiu que tipo de instituições pode transformar-se em
OSCIP's. Algumas modalidades de organizações, tais como cooperativas,
partidos políticos (e suas fundações), instituições
religiosas, organizações sociais e organizações creditícias,
que tenham quaisquer tipo de ligação com o sistema financeiro nacional
não podem pleitear a titulação de OSCIP, o que torna bastante
restrito o universo de instituições que poderão se relacionar
com o Estado via estabelecimento do Termo de Parceria. A OSCIP não pode
ter sido criada por órgão ou fundação pública.
A Lei 9.790
veda às sociedades civis ou associações de direito privado
criadas por órgão ou por fundação pública a
possibilidade de transformarem-se em OSCIP's. É facultado o acesso aos
recursos destinados ao fortalecimento do setor. As OSCIP's estão incluídas
na MP nº 1.958-33 que define
a modalidade das instituições habilitadas a receber os recursos
destinados aos programas de incentivo do setor. A OSCIP está submetida
a critérios administrativos rigorosos tradicionalmente exigidos apenas
das instituições públicas. É exigido que nos estatutos
das OSCIP's sejam observados os princípios da legalidade, da impessoalidade,
moralidade, publicidade, economicidade e eficiência, exigências que
são tradicionalmente pertinentes à Administração Pública.
Como conseqüência deste padrão administrativo imposto, é
demandado que as OSCIP's tornem públicas e acessíveis a qualquer
cidadão suas demonstrações financeiras e seus relatórios
de atividades. O patrimônio de uma OSCIP é sujeito a ser distribuído
a outras OSCIP's em alguns casos. Em caso de falência o patrimônio
de uma OSCIP tem que ser distribuído para uma outra. O acervo patrimonial
adquirido com recursos públicos também deve ser entregue a outra
instituição com a mesma qualificação, em caso de perda
do título de qualificação como OSCIP.
- Dica
|
 | Veja
o passo-a-passo de como montar uma OSCIP, inclusive com modelo de atas, contratos
sociais etc. Clique aqui |
Sociedades
de Crédito ao Microempreendedor Disciplinadas pelo Conselho Monetário
Nacional e fiscalizadas pelo Banco Central, as SCMs são regulamentadas
pelo Banco Central e estão sujeitas, portanto, a muitas das exigências
contábeis e operacionais impostas aos bancos comerciais. Isentas da lei
da usura, assim como as OSCIPs, as SCMs foram isentas dos limites da taxa de juros
impostos pela lei da usura. É necessário um patrimônio
líquido mínimo de 100 mil reais. O Banco Central, no Normativo
nº 2627, determinou que toda SCM precisa dispor de um patrimônio
líquido mínimo de 100 mil reais, inviabilizando, assim, a constituição
de SCMs que operem em uma escala muito reduzida. Na prática, até
o momento todas as SCMs que surgiram operam no limite mínimo de patrimônio
e capital. - O setor público não pode participar no capital
das SCM's - É vedada a participação direta ou indireta
do setor público no gerenciamento das sociedades de crédito
ao microempreendedor. Por outro lado, as SCM's podem captar recursos junto
a organismos nacionais de desenvolvimento, orçamentos estaduais e municipais
e fundos constitucionais. - As SCM's não podem desenvolver outras atividades
que não estejam ligadas ao microcrédito O Normativo
nº 2627 do Banco Central determina que as SCMs podem desenvolver unicamente
atividades creditícias, explicitando assim o caráter minimalista
das instituições. É facultado o acesso aos recursos destinados
ao fortalecimento do setor As SCMs estão incluídas na MP
nº 1.958-33 que define as modalidades de instituições
habilitadas a receber os recursos destinados aos programas de fortalecimento
do setor. Bancos
comerciais - Linhas de crédito especiais Regulamentados
pelo Banco Central como todas as instituições integrantes do Sistema
Financeiro Nacional, os bancos são disciplinados pelo Conselho Monetário
Nacional e fiscalizados pelo Banco Central. aracterísticas dos Bancos Comerciais
- como instituições integrantes do sistema financeiro nacional,
os bancos estão isentos da lei da usura. É facultado o acesso
aos recursos destinados ao fortalecimento do setor -
As instituições financeiras públicas e privadas estão
entre os agentes que podem receber a destinação de aplicação
financeira via programas de fortalecimento do setor. Cooperativas
de crédito A
inclusão das cooperativas de crédito no setor de microfinanças
é um tema controverso, uma vez que não há um consenso quanto
à adequação do tipo dos serviços oferecidos por
estas instituições ao conceito de microcrédito. Embora seja
fato que muitas cooperativas ofertem crédito em valores reduzidos e com
finalidade produtiva, este serviço está restrito aos cooperados
e é apenas uma das modalidades de crédito trabalhadas pelas cooperativas,
que freqüentemente também operam crédito para consumo. As organizações
cooperativas de crédito são regulamentadas pelo Banco Central e
estão isentas da lei da usura podendo, assim, operar com juros mais elevados.
O caráter específico da legislação das cooperativas
e a pouca afinidade dos serviços ofertados por estas com a concepção
de microcrédito tornam estas instituições pouco atrativas
para a operação. Programas governamentais Os
programas governamentais são criados e gerenciados pelos governos municipais
e estaduais estando portanto seu marco legal vinculado, de um modo geral,
às leis dos estados e municípios. A Medida
Provisória nº 1.958-33, no entanto, desconsidera as iniciativas
governamentais e não as contempla como possíveis receptoras dos
recursos destinados aos programas de fortalecimento do setor. |
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- O
papel do Governo no microcrédito |
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Inúmeras
pesquisas e estudos, consenso em congressos nacionais e internacionais, concluíram
que não cabe ao governo o papel de atuar como agente direto de microcrédito.
As instituições de microcrédito devem buscar a sustentabilidade,
atuando de forma estritamente técnica e não paternalista. Quando
o Estado atua diretamente como agente de crédito uma grande parte dos tomadores
não encaram com a devida seriedade a obrigação de pagar o
empréstimo recebido, em decorrência da tradição assistencialista
do Estado. Esta constatação vale para o Brasil e demais paises da
América Latina. Na definição das políticas públicas
relativas ao microcrédito, o governo tem sinalizado na direção
de fomentador do processo de desenvolvimento de uma rede de instituições
capazes de propiciar crédito aos microempreendedores, formais e informais,
e às microempresas, criando, assim, novos canais de distribuição
de recursos financeiros e viabilizando alternativas de investimentos para a geração
de ocupação e renda. Essa sinalização veio com
a criação das OSCIP's e SCM's e exclusão dessas instituições
da lei da usura. O próprio Programa de Crédito Produtivo Popular,
criado pelo BNDES, exclui a possibilidade de repasse de recursos diretos para
estados e municípios e contempla como clientes passíveis de tomar
os recursos as OSCIP's , SCM's e ONG's. O BNDES Trabalhador que prevê a
constituição de fundos estaduais de crédito produtivo popular
não decolou exatamente por esta razão. Os bancos públicos
estão se adequando a nova realidade do microcrédito separando esta
atividade da atividade bancária tradicional. É o caso do Banco do
Nordeste que criou em 1997 o "CrediAmigo" com agências especializadas
em microcrédito e até junho de 2000 realizou 269,7 mil operações
de financiamento no valor de 170,6 milhões de reais: PASSO-A-PASSO
PARA OBTENÇÃO DO MICROCRÉDITO 1-
Quando devo procurar uma instituição de Microcrédito Se
você tem um negócio formal ou informal funcionando a mais de seis
meses e necessita de recursos de capital de giro, você é um cliente
potencial de uma instituição de microcrédito. Se você
não sabe o que é microcrédito leia a parte
conceitual deste conteúdo para se entender. Porém, o mais importante
é saber que as instituições de microcrédito, segundo
o modelo conceitual de atuação, emprestam pequenas quantias de forma
rápida sem a burocracia e exigência dos bancos tradicionais. 2
- Quais os pré-requisitos para obter o microcrédito De
um modo geral as instituições de microcrédito fazem poucas
exigências para fornecer o crédito. A principal exigência é
possuir o cadastro limpo no SERASA (consulte
o cadastro do SERASA aqui), SPC e no caso de bancos oficiais CADIM. Outras
exigências muito comuns feitas pela instituições de microcrédito
são: -
Ser maior de idade ou menor emancipado. - O negócio funcione no mínimo
entre 8 a 12 meses (varia de instituição para outra). - O negócio
seja a principal atividade do cliente - O negócio esteja localizado
na área geográfica de atuação da Agência
- Exercer atividade que não tenha caráter delituoso e que não
agrida o meio ambiente. - Ter endereço fixo e residir na cidade, pelo
menos, de um a dois anos. - Não ser parente de pessoas ligadas à
instituição de microcrédito 3-
Quais são as condições do crédito Cada
instituição tem seu procedimento, mas de um modo geral o crédito
pode ser enquadrado nas seguintes condições: Valor
- financiamento de pequena monta até R$ 5 mil. Algumas instituições
chegam operar até o limite de R$ 10 mil Forma
de empréstimo - crescente. Inicia com um empréstimo muito pequeno
(R$ 200 a R$ 500) e à medida que o cliente vai honrando as operações
o valor do empréstimo vai aumentando Prazo
do financiamento - curto prazo de 15 a 90 dias, renovável com valor crescente.
Forma de pagamento - diária, semanal, quinzenal ou mensal Garantia
- aval solidário, fundo de aval, aval tradicional. Algumas instituições
como o Banco do Povo do Rio de Janeiro estão testando emprestar sem qualquer
garantia. Tipo de crédito - O microcrédito é fornecido
principalmente para capital de giro. Algumas instituições oferecem
empréstimo para capital misto (giro+ investimento fixo) para ampliação
do negócio. Com raríssimas exceções as instituições
de microcrédito atuam em empréstimos para criação
de novos negócios 4
- Como encontrar a instituição de microcrédito Agora
que você já conhece um pouco de microcrédito e chegou a conclusão
que atende as condições para obter esta modalidade de crédito,
resta encontrar na sua cidade ou cercanias uma instituição que preste
o serviço. Normalmente o microcrédito é prestado por ONG's,
OSCIP's e bancos estatais. Uma boa pista é que um grande número
destas instituições levam o nome de Banco do Povo. No nordeste,
você encontrará o CrediAmigo do Banco do Nordeste. Outra instituição
que atua em todo o país é o CEAPE (Centro de Apoio aos Pequenos
Empreendimentos). Você não precisa sair batendo de porta em
porta para descobrir uma instituição de microcrédito, o GERANEGOCIO
já fez este trabalho para você. Desenvolvemos uma ferramenta de busca
especializada em microcrédito que denominamos Ger@credito.
Basta você acessar e definir os parâmetros da sua busca e o Ger@credito
achará as instituições para você. Encontrando alguma
dificuldade em usar o Ger@credito,
visite as instruções passo-a-passo de uso da ferramenta. 5
- O primeiro contato e a verificação cadastral Você
acessou o Ger@credito
e encontrou algumas instituições de microcrédito na sua cidade?
Então chegou a hora de visitá-las e comparar as diferentes condições
de crédito ofertadas. No Assistente
Financeiro, do GERANEGOCIO, você encontrará 20 ferramentas de
auxílio à tarefa de cálculo dos juros, prestações
etc. Tendo dificuldade na utilização dessas ferramentas veja o passo-a-passo
de cada uma delas. Continuando com dificuldade recorra ao serviço de atendimento
on-line do GERANEGOCIO: o Ger@tendimento.
Escolhida a instituição de microcrédito vem o primeiro
contato para obtenção do crédito. Neste contato, o agente
de crédito fará uma série de perguntas visando montar um
cadastro preliminar para verificar se você atende aos requisitos mínimos
de contratação. Após o preenchimento, ele marcará
data para o seu retorno. Neste meio tempo, ele consultará o SERASA e o
SPC para checar o seu nada consta 6
- A visita do agente de crédito Verificado
que você tem um cadastro limpo e atende as exigências da instituição,
o agente de credito marcará uma visita ao seu negócio. O que ele
vai fazer? Lembre-se de que falamos que o microcrédito está mais
baseado na avaliação do agente do que nas suas condições
de garantia. O agente de microcrédito é treinado para fazer uma
avaliação precisa do seu negócio, das suas relações
(o que os vizinhos pensam de você), dos seus clientes, das suas condições
socioeconômicas, das suas atitudes e da seriedade dos seus propósitos.
Esta avaliação subjetiva, com base nos dados objetivos coletados,
valerá muito mais na hora de liberar o crédito. O agente de crédito
fará também um levantamento do fluxo de caixa do seu negócio
para avaliar a sua capacidade de pagamento, verificar qual o valor da prestação
que você suporta pagar e conseqüentemente o limite de crédito
que será liberado. 7
- O desenvolvimento do grupo solidário Na
área do conteúdo de crédito em "Garantias
e suas modalidades" você poderá tomar conhecimento de todas
as modalidades de garantias viáveis para uma operação de
crédito. Porém, no microcrédito usa-se normalmente como garantia
a fiança, fundo de aval e aval solidário. No entanto, devido a dificuldade
de se obter um fiador e a demora na obtenção da garantia por fundo
de aval, a garantia que tem se mostrado mais rápida e eficiente, conseqüentemente
predominante é do Grupo Solidário de Aval.
E o que é o Grupo Solidário de Aval? Na falta do fiador,
você deve mobilizar um grupo de outros micro empresários interessados
em obter crédito e que estão dispostos de forma voluntária
a dar garantia solidária aos outros participantes do grupo: cada participante
do grupo é avalista da operação dos demais participantes.
Se alguém no grupo não paga a prestação os demais
membros do grupo serão responsáveis e solidariamente pagarão
pelo inadimplente. Portanto, é importante que as pessoas do grupo se conheçam
há algum tempo, morem e tenham o negócio perto, sejam amigos, debatam
exaustivamente a operação de aval solidário antes de ter
certeza de assumir o compromisso. Nunca aceite estranho no grupo por camaradagem
ou indicação. Só seja avalista de pessoas que você
conhece, convive há algum tempo, sabe do seu comportamento na comunidade
e que não venha trazer problemas futuros para o grupo. 8
- A proposta de crédito Atendidas
todas as exigências, preenchidos os formulários de cadastro, lavratura
da ata de constituição do grupo de aval solidário entra-se
na fase de fechamento da proposta de crédito. É aqui que se define
o valor do financiamento, juro, valor e número de prestações
etc. Fechada a proposta o Agente de Crédito dá o seu parecer e encaminha
ao comitê de crédito
9 - A avaliação da Proposta de Crédito
O
agente de crédito encaminha a proposta para o comitê de crédito
do agente financeiro, que é a instância máxima de decisão
sobre a concessão ou não do crédito e é constituído,
normalmente, de três ou mais especialistas de crédito. Perante o
comitê, o Agente de Crédito apresenta o projeto ou proposta, o seu
parecer e toda documentação. Ele presta verbalmente esclarecimentos
e responde aos questionamentos dos membros do comitê. De posse das informações,
os membros do comitê buscam, normalmente, uma decisão consensual.
A aprovação ou rejeição da solicitação
é registrada em ata assinada pelos participantes da reunião. 10
- Assinatura do contrato, a liberação e o acompanhamento do crédito Aprovado
o crédito, o agente de crédito providencia a documentação
e as assinaturas necessárias no contrato de crédito, denominado
"Nota de Crédito" e providenciará a liberação
do cheque ou depósito em conta. No caso de não aprovação
ou solicitação de diligências para complementar o pedido de
financiamento, o Agente de Crédito chamará o cliente para prestar
as devidas explicações. |
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 |
- Os
tipos de linha de crédito para empresas |
|
Linha
de crédito para investimento ou investimento fixo:
é o capital destinado à aquisição
de máquinas ou equipamentos e à feitura
de obras civis indispensáveis à implantação,
à modernização, ao funcionamento
ou à ampliação da empresa.
Linha
de crédito para capital de giro: são
os recursos destinados à compra de mercadorias,
à reposição de estoques, às
despesas administrativas.
Capital
de giro associado ao investimento ou ao investimento misto:
são recursos destinados a cobrir as despesas que
a empresa vai ter com investimentos realizados.
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| Assist.
Financeiro | |
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Simula
as transações financeiras do seu dia-a-dia: empréstimos,
desconto de cheques e duplicatas etc.
|
| Newsgroup
| |
 |
Participe
enviando e recebendo informações sobre a área de seu interesse.
|
| Páginas
Azuis | |
 |
| Consulte
a maior lista de serviços da internet! Aqui você vai encontrar
tudo para montar seu negócio.
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