Gerência Participativa


FEEDBACK -EXTRATOS DO LIVRO FEEDBACK de Roland & Frances Bee Ed.Nobel
  LUCIANO CASTELO - Psicólogo, Psicanalista, Consultor de Empresas

- A CRÍTICA CONSTRUTIVA
  Pessoas bem sucedidas sabem valorizar as críticas que recebem de chefes, subordinados, colegas, clientes, fornecedores, no meio em que vivem e aprendem a utilizá-las em proveito próprio.

  A capacidade de criticar construtivamente, de saber receber críticas e utilizá-las em proveito próprio é fundamental, não apenas no ambiente de trabalho mas também nas relações sociais familiares.

  Quando o objetivo é influenciar pessoas no trabalho, saber criticar adequadamente é talvez a habilidade interpessoal mais significativa que se pode desenvolver. Em nossa opinião, essa habilidade é o elemento que diferencia:

- Gerentes capazes de motivar e desenvolver com sucesso seus subordinados, daqueles que encontram sérias dificuldades em desempenhar a função de liderar um grupo de pessoas.
- Orientadores e conselheiros que conseguem melhorar efetivamente o desempenho de suas equipes, daqueles que realizam um trabalho apenas superficial.
- Profissionais de treinamento que se empenham em transmitir ideias e conhecimentos e desenvolver as habilidades dos participantes do grupo de treinamento, daqueles que se preocupam apenas em ministrar cursos.

  A ideia central é de que a crítica bem feita é construtiva, pois ela tem como finalidade construir um comportamento sobre aquilo que é bom e planejar um ulterior crescimento.

- AJUSTAR-SE À RECEPTIVIDADE
  Alguns autores classificam as pessoas de baldes, copos e cálices, segundo os comportamentos que apresentam ao receber feedback.

  Os baldes estão prontos e dispostos a receber críticas, e até mesmo as procuram. Eles se sentem muito seguros e confiantes em sua capacidade de melhorar, e parecem realmente acolher bem as críticas. Entretanto, existem os baldes furados, isto é, pessoas que parecem estar dispostas a receber mais criticas, as quais no entanto, são inúteis e estéreis. As críticas escoam por um buraco localizado no fundo do mesmo.
  Os copos são aqueles capazes de receber uma quantidade razoável de crítica, isto é, mais do talvez três ou quatro criticas.
   Os cálices não estão aptos a receber mais do que uma crítica de cada vez. Assim, seja gentil com eles.

  É muito importante ter em mente que as pessoas diferem em sua capacidade de absorver as críticas, e que a capacidade de uma determinada pessoa também pode variar dia a dia. Você deve prepará-las desde o início e, então, durante a sessão de crítica, e prestando cautelosa atenção às suas reações, observando-as e ouvindo efetivamente suas respostas, adequar convenientemente as etapas e o conteúdo de sua critica.

  Crie um ambiente apropriado para a crítica, para ser entendido e aceito. É importante estabelecer um clima em que a verdade, o respeito mútuo e a possibilidade de criticar e ser criticado prevaleçam. Tudo isto é determinado pelo conhecimento que você tem da outra pessoa e pelo aprendizado que os dois obtiveram de encontros anteriores.

  Conhecendo e mantendo certa empatia com a pessoa criticada, o exercicio do feedback estará muito mais facilitado. Seja capaz de co1ocar-se do outro lado! Sentir o outro e saber lidar com ele!




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