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feedeback com prática indispensável para o desenvolvimento pessoal |
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INDIVÍDUO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS (Janela de Johari)
- Modelo elaborado pelos Drs. Joseph Luft e Harry Ingham.
O termo "Johari" foi obtido a partir da junção dos dois nomes
dos autores, Joseph
e Harry.
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Em suas relações interpessoais o indivíduo apresenta
quatro facetas diferentes, como se vê na figura acima: o "eu
aberto", o "eu fechado", o "eu cego" e, o "eu desconhecido".
As duas áreas da figura, o "eu aberto" e o "eu fechado",
correspondem às partes conhecidos pela própria pessoa. As
áreas, o "eu cego" e o "eu desconhecido", são por elas ignoradas.
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A região 1, do "eu aberto", representa os aspectos
da personalidade de que o indivíduo tem conhecimento e
aceita compartilhar com os outros. Segundo pesquisas,
a produtividade e a eficácia estão relacionadas à quantidade
de informações possuídas mutuamente num relacionamento,
ou seja, dependem de uma maior área aberta. |
Quanto
menor a área aberta no relacionamento interpessoal de um grupo
ou organização, menor a sua eficácia.
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A região 2, do "eu fechado", representa os aspectos
que a pessoa conhece, mas consciente e deliberadamente
esconde dos outros por motivos diversos, tais como: insegurança,
status, medo da reação, medo do ridículo etc. Essa região
constitui a chamada fachada em que o indivíduo se comporta
de maneira defensiva. A defesa é inerente a toda pessoa.
Mas a questão é saber qual a quantidade de defesa tolerável
que não iniba o inter-relacionamento nem impeça seu crescimento. |
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A região 3, do "eu cego" refere-se àquilo
que inconscientemente escondemos de nós mesmos, mas que
faz parte de nossa personalidade e é comunicado aos outros
através de nossas atitudes e desconhecidas por nós. As
pessoas falam através de tudo e não apenas pelas palavras.
Em suas atitudes e comportamentos muita coisa é transmitida,
sem que o próprio indivíduo perceba. |
A área cega é um fator limitante da região 1
e é inibidora da eficácia interpessoal.
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Finalmente a região 4, do "eu desconhecido",
é a área desconhecida pelo próprio e pelos outros. Nelas
estão incluídas as potencialidade, talentos e habilidades
ignoradas, os impulsos e sentimentos mais profundos e
reprimidos, a criatividade bloqueada. Como exemplo da
área desconhecida, pesquisadores em Criatividade afirmam
que, em geral, utilizamos apenas cerca de 15 ou 20 por
cento de nosso potencial criativo. A região 4 pode
tornar-se conhecida à medida que aumenta a eficácia interpessoal
dentro de um processo dinâmico. |
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Não obstante o quadro estático na representação gráfica,
o modelo da Janela de Johari é bastante dinâmico e pode ser
combinado diferente de acordo com o estilo de cada indivíduo.
As diversas áreas não são estáticas e podem variar
de dimensão. O inter-relacionamento grupal pode aumentar a
região do "eu aberto". Esse alargamento ocorre com a redução
da fachada: aumenta a confiança grupal e o indivíduo se comporta
de maneira menos defensiva e disposto a correr riscos. Esse
processo é chamado pelos criadores da Janela de Johari, Luft
e Ingham, de exposição. Ele implica numa abertura de sentimentos
e de conhecimentos pertinentes, com diminuição progressiva
do "eu oculto".
Igualmente, o "eu cego", dentro de um processo dinâmico,
pode diminuir cada vez mais com a boa vontade estabelecida
de lado a lado.
Do lado do indivíduo, a superação das barreiras defensivas
facilita-lhe realizar o feedback aceitando as informações
e avaliações grupais e vendo como é visto pelos outros.
Do lado do grupo, a maior cooperação e o clima de confiança
possibilitam a maior transmissão de dados. Numa palavra, a
superação do "eu cego" só é possível com a queda das defesas
rígidas e com o estabelecimento da confiança grupal
O objetivo de uma dinâmica de grupo é o de aumentar
o "eu aberto" dos indivíduos, diminuindo o "eu fechado e o
"eu cego", e conseqüentemente, descobrindo e explorando mais
o "eu desconhecido" de cada um.
Combinando as quatro regiões, é possível estabelecer
quatro estilos diferentes de relacionamento.
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| TIPO
A |
É o estilo bastante impessoal de relacionamento, com o mínimo
de exposição e o mínimo de feedback. A área do "eu aberto" é
muito pequena e o "eu desconhecido" é a área dominante. As pessoas
que usam este estilo são retraídas, distantes e fechadas.
Este tipo de pessoa é mais encontrado em organizações
burocráticas. Pelo seu aspecto de relacionamento muito frio
e impessoal, as pessoas que adotam esse estilo provocam muita
hostilidade, pois põem barreiras às necessidades de comunicação
dos outros. |
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| TIPO
B |
Como
no primeiro caso, é um estilo também avesso à exposição, sendo
o "eu fechado" a área dominante por causa de uma desconfiança
básica nos outros. A fachada é grande e nada de pessoal é comunicado.
Ao contrário do tipo A, este tipo utiliza excessivamente
o feedback no desejo de estabelecer relacionamento. Sua falta
de confiança provoca a desconfiança dos outros membros, gerando
também sentimentos de desprezo e de hostilidade. Este estilo
é adotado pelas pessoas inibidas que bloqueiam a sua comunicação
pessoal, particularmente quando estão em grupo. Preferem falar
pouco e ouvir muito. Estão muito atentas ao que passa, mas ninguém
sabe o que elas pensam. |
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| TIPO
C |
Ao
contrário do tipo B, este estilo baseia-se no uso excessivo
da exposição, em detrimento do feedback.
O "eu cego"é a área dominante por isso a pessoa não se
dá conta do impacto negativo que transmite aos outros. Ela reflete
muita necessidade de afirmação e pouca confiança na opinião
alheia. As próprias opiniões são muito valorizadas. Este é o
estilo característico dos autocratas.
As outras pessoas sentem-se desconsideradas pelo indivíduo
que apresenta este estilo. Acham que ele não dá atenção às suas
contribuições e não se preocupa com seus sentimentos. Por isso
alimentam frequentemente em relação a ele sentimentos de hostilidade,
insegurança e ressentimentos. Em contrapartida, aprendem a se
comportar de forma a perpetuar o " eu cego " do indivíduo, privando-o
de informações importantes ou fornecendo-lhe apenas um feedback
seletivo. |
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| TIPO
D |
Neste estilo, que é o ideal, os processos de exposição e de
feedback são bastante usados e de maneira equilibrada. Procede-se
com sinceridade e honestidade e ao mesmo tempo, com sensibilidade
em relação aos outros. O "eu aberto" é a região dominante no
relacionamento. Graças à sua atuação, a área do "eu desconhecido",
própria e dos outros, pode ser progressivamente descoberta e
aproveitada.
De início, este estilo pode provocar certa atitude defensiva
dos outros, por não estarem acostumados a relacionamentos baseados
em sinceridade e confiança. Mas a perseverança tende a promover
uma norma de sinceridade recíproca com o passar do tempo, possibilitando
a obtenção de confiança e o aproveitamento do potencial criativo.
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| Fatores
que contribuem para a eficácia e a qualidade do feedback |
| 1
- CONSTRUTIVIDADE |
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É o fator número 1.Deve ficar bem claro, através de clima positivo
criado, que ao dar o feedback a intenção é contribuir para
o melhorar e desenvolver o outro e não usar o feedback como
pretexto para atacar, diminuir ou derrubar ("fodeback"). |
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2 - TRANSPARÊNCIA |
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Expressar realmente o que se pensa e sente. "Amigo é o que diz
o que precisamos ouvir e não o que gostaríamos de ouvir." |
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3 - SENSIBILIDADE E TATO |
É
preciso dizer a verdade mas com sensibilidade e habilidade,
de forma a não estimular e provocar atitudes defensivas. O ser
humano é por natureza defensivo.
Necessário se torna saber expressar as verdades incômodas,
de forma a ser de fato ouvido, conseguindo receptividade.
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4 - CONFIANÇA |
| Tentar
ganhar a confiança da outra parte de modo a que ela se desarme
e se predisponha a ouvir. A melhor forma é dar exemplo,
sabendo ouvir e expor-se. |
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5 - POSITIVIDADE |
Dar
feedback não é apontar somente os pontos negativos ou a melhorar.
Reconhecer os pontos fortes/positivos é fundamental
do ponto de vista psicológico. É o reconhecimento do que
a pessoa tem de bom que dá a ela a força e a segurança para
ouvir sobre o que tem a melhorar.
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6 - CLAREZA |
Falar
de forma clara, evitando obscuridades. Dar exemplos, ajudando
a parte interessada à aprender melhor.
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7 - OBJETIVIDADE |
Saber
ir aos pontos mais importante e prioritários, evitando prolixidade,
detalhes sem importância ou excesso de feedback de uma só vez.
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8 - SENSO NAS COLOCAÇÕES |
Ter
o senso exato do que se afirma, evitando julgamentos radicais
e generalizados. Ao invés afirmar: "você é isto", dizer
"Está se comportamento de tal forma" é diferente.
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9 - INICIATIVA |
Sempre
que necessário, tomar a iniciativa para receber ou dar feedback.
Não esperar que os outros venham primeiro. Demostrar que
ele será sempre bem recebido. Igualmente, tomar a iniciativa
para dar feedback sempre que necessário sem esperar que primeiro
seja pedido.
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10 - PERSISTÊNCIA E CONTINUIDADE |
Repetir
o feedback tantas vezes quanto for necessário. Apesar da boa
intenção, as recaídas fazem parte do ser humano. A prática
do feedback deve ser constante.
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11-PLANO DE AÇÃO |
É
a chave de ouro.
Não adianta só ouvir, entender e aceitar. É preciso
agir com determinação estabelecendo um plano de ação, começando
por atacar o que for mais importante e prioritário: o que, como
e quando. Buscar ajuda quando necessário.
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| Fatores
que prejudicam o feedback |
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A- DA PARTE DE QUEM DÁ O FEEDBACK |
| 1
- CLIMA DE LUTA, ABERTA OU MASCARADA, E/OU COMPETIÇÃO
EXCESSIVA: |
Usar o feedback como arma para diminuir ou derrubar
o opositor/competidor a quem se dá feedback.
Apontar apenas os pontos negativos que deixam a
desejar sem reconhecer os pontos positivos.
| 3
- COLOCAÇÕES AGRESSIVAS OU FRIAS: |
Falta de tato e sensibilidade ao dar feedback sem
preocupar-se com a forma de expressar-se e como a pessoa vai
receber e entender.
| 4
- JULGAMENTOS MUITO RADICAIS: |
Ao invés de dizer "você me passa tal impressão ou
está agindo assim", fazer afirmações categóricas e generalizadas:
"você é isto".
| 5-COLOCAÇÕES
EXCESSIVAMENTE POLÍTICAS E SEM AUTENTICIDADE: |
Por insegurança ou por interesse não expressar o
que pensa ou sente, mas o que pega melhor ou o que a outra parte
quer ouvir. É o que acontece em geral quando liderados dão feedback
para líderes autoritários e temíveis. |
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B - DA PARTE DE QUEM RECEBE O FEEDBACK: |
| 1-POSTURA
EXCESSIVAMENTE DEFENSIVA / FALTA DE RECEPTIVIDADE: |
Encarar o feedback como um ataque e não uma contribuição,
fechando-se numa posição defensiva. Pessoas que têm fantasias
persecutórias são as mais defensivas. Tudo é vivido como ataque
ou perseguição.
| 2
- AUTO-SUFICIÊNCIA E COMPORTAR-SE COMO O DONO DO VERDADE: |
Essas pessoas muito auto-suficientes mantêm-se muito
fechadas e têm um "eu cego" grande, rejeitando qualquer feedback:
"Não é nada disto" ou "não concordo." Aceitam apenas feedback
positivos ainda que não verdadeiros.
Medo de ouvir feedback de pontos não positivos ou
a melhorar, achando que vai ficar arrasado e nada vai sobrar.
Teimar contra a evidência e contra todos." Não é,
não é, não é."
| 5-COMPORTAMENTO
POLÍTICO: |
Representa. Fazer de conta que ouve e aceita para impressionar
bem sem de fato aceitar internamente.
| 6-ESCUTAR
SEM OUVIR E PROCESSAR: |
Escutar superficialmente sem aprofundar nem processar,
trabalhando o que foi ouvido. Tudo morre ali e nada muda.
| 7-NÃO
PARTIR PARA A AÇÃO: |
Pode-se até aceitar bem e ouvir, mas sem tomar atitudes concretas
para mudar e melhorar. Não se estabelece um plano de ação: "O
que precisa mudar e o que vou fazer para isto ". É a consciência
sem a conscientização. |
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