Os Quatro personagens do processo criativo
(Extraído do livro: "Um chute na Rotina" de Roger VonDech) |
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Primeiro,
trataremos de ver o que significa essa história de "explorador-artista-juiz-guerreiro".
Nos últimos anos, tenho trabalhado com muitas pessoas
criativas: especialistas em desenvolvimento de programas de
computação, administradores, produtores de TV, humoristas, estrategistas
de mercado, jornalistas, cientistas e designers. A cada vez,
observei que eles têm um padrão para criar e implementar novas
idéias. Descobri que a marca registrada das pessoas criativas
é sua flexibilidade mental. Como os pilotos de corrida, que
trocam as marchas de acordo com o traçado da pista, as pessoas
inovadoras têm a capacidade de trocar de papéis, recorrendo
a diferentes tipos de pensamento criativo conforme as exigências
da situação. às vezes são receptivas e curiosas: às vezes, brincalhonas
e excêntricas. Em outras ocasiões, são críticas e rigorosas.
E sempre são firmes e obstinadas na luta para atingir seus objetivos.
A partir disso, concluí que o processo criativo consiste em
desempenhar quatro papéis diferentes; cada qual com um tipo
diferente de raciocínio, um modo específico de pensar. Olhemos
mais de perto esses papéis.
São eles:
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Como
pensador criativo você precisa, para começar, da matéria-prima
de que são feitas as novas idéias: fatos, conceitos, conhecimentos,
sentimentos e tudo o mais que possa encontrar. Pode procurar
tudo isso nos lugares de sempre. Contudo, é mais provável que
encontre algo original se for se aventurar por trilhas menos
batidas. Assim você se torna um explorador em busca dos materiais
necessários para construir sua idéia. No percurso, vai visitar
campos desconhecidos, descobrir novos padrões e levantar diversos
tipos de informação.
As idéias que você juntar serão como aqueles pedacinhos
de vidro colorido num caleidoscópio. Eles podem até formar um
desenho, mas, se quiser algo novo e diferente, vai ter que sacudi-los
uma ou duas vezes. É aí que você muda de papel e libera o seu
lado de artista. Começa a experimentar outras abordagens. intuição.
Reorganiza, vira e revira as coisas. Pergunta "e se ...?" Estabelece
novas relações. Pode até quebrar as regras e criar as suas.
Depois disso tudo, aparece com uma nova idéia.
Agora, você pergunta: "Essa idéia é boa mesmo? Vale a
pena insistir nela? Trará o retorno que espero? Será que disponho
dos meios para fazer o que pretendo? Para decidir, você adota
a postura do juiz. Enquanto avalia, pesa criticamente os prós
e os contras. Procura falhas na idéia e imagina se o momento
é propício. Você faz a análise dos riscos, questiona pressupostos
e forma um juízo. Enfim, toma sua decisão.
Depois, chega a hora de pôr sua idéia em prática. Mas
você sabe que o mundo não está disposto a aceitar todas as idéias
novas que surgem. Ao contrário, a competição é violenta. Se
pretende que sua idéia dê certo, vai ter que partir para o ataque.
Aí entra o guerreiro e leva sua idéia para o campo da batalha.
Como guerreiro, você precisará ser metade general e metade soldado.
Desenhar seu plano estratégico e tratar pessoalmente de atingir
o objetivo. Ter disciplina para o duro corpo-a-corpo das trincheiras
e força para enfrentar obstáculos, demolidores de idéias, recuos
temporários e outros contratempos. Fundamental é ter coragem
de fazer o que for necessário para transformar sua idéia em
realidade.
Eis o que recomendo para um desempenho altamente
criativo:
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Ao
sair em busca de novas informações, seja um explorador. |
| Ao
transformar dados em idéias novas, seja um artista. |
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Ao
ponderar sobre uma idéia, seja um juiz. |
| Ao
colocar sua idéia em prática, seja um guerreiro. |
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