Capital de Risco ( Venture Capital )
Coordenação: Carlos Aquiles Siqueira


  Capital de Risco


- Introdução

 As MPEs desempenham um papel fundamental para o crescimento e desenvolvimento de uma economia saudável. Sua contribuição social pode ser avaliada, tanto na geração de oportunidades com o aproveitamento de uma grande parcela da força de trabalho, como no estímulo do desenvolvimento empresarial, ajudando na criação de um mercado interno capaz de funcionar como base sólida para uma economia sustentável.
Desta forma, é fundamental a promoção de formas de investimentos em pequenas empresas, estimulando seus empreendedores, fortalecendo sua economia, elevando o rendimento da população em todos os aspectos. Porém o principal problema com o qual se defrontam as MPEs é justamente a dificuldade em obter capital, seja na forma de empréstimos ou na manutenção de capital próprio.
Em sua procura por capital, as MPEs podem recorrer aos empréstimos bancários, mas estes, quando obtidos, não passam de financiamento de curto prazo. No geral, os empréstimos disponibilizados variam em função da capacidade que elas demonstram em oferecer garantias reais, abandonando assim, fatores importantes no seu processo de crescimento. Como a exigência das garantias reais equivalem a uma vez e meia o valor do principal adicionadas às despesas financeiras, cria-se uma barreira entre as MPEs e as linhas de crédito, adicionado ao fato dos critérios para a concessão dos créditos não levarem em conta a viabilidade técnica e econômica da empresa, muito menos a capacidade de seus dirigentes. A verdadeira necessidade das MPEs é a de capital permanente e para obtê-lo o caminho lógico seria o de recorrer ao mercado de capital, mas este está adequado somente às grandes empresas, capazes de assumir as responsabilidades e conseqüências desta forma de comercialização.
Estes fatores são decorrentes da falta de acesso às fontes de capital acionário que permitem dispensar às MPEs um tratamento adequado ao seu reduzido tamanho. Encontra-se nesta análise uma lacuna pronta a ser ocupada por investidores capazes de entrar com o capital acionário necessário, o chamado Capital de Risco, uma vez que as MPEs caracteristicamente possuem um risco maior do que o comercial normal.


- Histórico
A atividade de Capital de Risco ou Venture Capital, propriamente dito, nasceu nos Estados Unidos logo após a segunda guerra mundial, sendo registrado o surgimento da primeira Sociedade de Capital de Risco, em 1946, através da American Research and Development Corporation - ARD Co, viabilizada devido a existência de uma quantidade de recursos disponíveis e inativos, que foram canalizados para fomentar investimentos produtivos. A idéia desenvolveu-se rapidamente e outras sociedades surgiram, sendo possível assistir atualmente ao grande desenvolvimento do Capital de Risco nos Estados Unidos. Tal fato deve-se a existência de um mercado nacional abrangente, uma elevada procura de Capital de Risco e à existência de um mercado de capitais dinâmico, que se traduz num mercado financeiro adaptado às necessidades. Mas acima de tudo uma política governamental estimulante.
Vários fundos de risco americanos estão procurando negócios no Brasil ligados à Internet. Por outro lado, os investimentos em empresas de biotecnologia, embora também muito procurados, são de retorno mais demorado devido às tramitações no FDA (Food and Drug Administration). No Brasil, a CVM (Comissão Valores Mobiliários) através de resolução 209, de 25 de março de 1994, regulamentou os Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes, criando assim um marco decisivo para o setor, estabelecendo o objetivo de atrair os Fundos de Pensão (grandes investidores) para o mercado de Capital de Risco. Com a criação do BNDESPAR, em 1973, os investimentos de Capital de Risco passaram a ser realizados no País. A partir dessa experiência pioneira de uma empresa pública, alguns investidores privados, principalmente bancos de investimentos e companhias de participações, voltaram sua atenção para esse mercado. A CRP- Cia. Riograndense de Participações opera desde 1985 e tem dois fundos de cerca de R$ 15 milhões. O BNDES tem o CONTEC - Condomínio de Empresas de Tecnologia, que conta com uma carteira de 35 empresas. A ação mais recente é o Projeto Inovar, iniciativa da Finep com a parceria do Sebrae, BID e Petros, que visa estimular o fortalecimento de empresas nascentes e emergentes de base tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico nacional e para a geração de emprego e renda.

- O que é Capital de Risco?

Capital de Risco é aquele aplicado na forma de participação no capital de novas empresas e empresas emergentes com potencial de crescimento acelerado. Seu objetivo é buscar retorno acima da média de mercado, aceitando, para isso, um maior nível de risco, com prazo de aplicação girando em torno de sete anos. Em geral, as empresas investidas são novas empresas de alta tecnologia, com produtos inovadores, porém nada impede que se invista em empresas existentes há mais tempo, desde que tenha algum produto latente com grande potencial de crescimento. O investimento é feito através da aquisição de parte do capital da empresa, através de mecanismos estabelecidos na legislação das S.A, como a aquisição de ações e debêntures conversíveis em ações.
Capital de Risco então consiste na participação temporária e minoritária de uma Sociedade de Capital de Risco (SCR) no capital social de uma empresa. Entende-se, portanto, por Capital de Risco, a participação temporária do investidor no capital ou no negócio de uma empresa com potencial de crescimento acelerado e perspectivas de retornos expressivos a médio e longo prazos, através da compra de ações e/ou debêntures conversíveis em ações, e do apoio gerencial.

- O que é sociedade de Capital de Risco?

Sociedades de Capital de Risco - SCR são sociedades cujo objetivo social exclusivo é a aplicação de capital na subscrição, integralizada em dinheiro, ações, cotas de Pequenas e Médias Empresas ou ainda, debêntures conversíveis em ações. São sociedade gestoras de fundos de terceiros para aplicação em investimentos de risco, institucionalizadas através do Decreto Lei n.º 2287 de 23/07/86, art. 16 e 20, regulamentado pela Resolução 1184 do BACEN de 04/09/86, modificada pela Resolução 1346 de 23/06/87.

- O que é não é Capital de Risco?

É fundamental que se saiba que as partes envolvidas, ainda que defendam interesses distintos, possuem um objetivo comum: a valorização do negócio. Portanto, entre os muitos equívocos que devem ser evitados, deve-se ter a consciência de que Capital de Risco não é:

- Um incentivo a empresas em dificuldades:

O Capital de Risco não é a tábua de salvação para os problemas decorrentes da má gestão do negócio, entre outros fatores. Não é um hospital de empresas e, fundamentalmente, não deve ser visto como a última hipótese de salvação.

- Um subsídio a fundo perdido:
Não é aceitável considerar que o Capital de Risco é uma espécie de subsídio, atribuído sem necessidade de remuneração, pois se eventualmente a empresa conseguir um financiamento deste tipo, a parceria estabelecida entre empresa e SCR vai muito para além do financiamento.

- Uma forma de apoio financeiro:
O seu objetivo não é a injeção de capital na empresa, mas sim, o seu aproveitamento para, através de uma estratégia previamente delineada, promover a revitalização de todos os setores envolvidos.

Não trata-se de um sistema de incentivos, subsídio a fundo perdido, crédito bonificado com participação ou qualquer outra forma de apoio financeiro. É sim, um instrumento financeiro que consiste fundamentalmente na participação temporária e minoritária de uma SCR no capital social de uma empresa. Isto é, esta entidade que disponibiliza os fundos torna-se sócia ou acionista da empresa financiada, participando portanto de modo direto nos riscos do negócio.

- Características do Capital de Risco

Capital de Risco caracteriza-se como uma forma híbrida de apoio financeiro e gerencial às pequenas e médias empresas de base tecnológica e/ou empreendimentos com forte potencial de crescimento. Constitui-se em participações temporárias, minoritárias e sem qualquer garantia real, objetivando ganhos de capital elevados na ocasião do desinvestimento. A forma de financiamento sempre se dá pela participação minoritária no capital das pequenas e médias Empresas, de forma temporária, isto é, por prazo determinado entre as partes. As partes poderão acertar uma composição gerencial na qual o investidor venha a assumir uma posição ativa na administração da empresa, por exemplo, com assento no Conselho de Administração e/ou na gestão da empresa. Ressalta-se mais uma vez que, em nenhuma hipótese, o investidor terá qualquer tipo e garantia, ou seja, nem a empresa investida, nem seus sócios assumem o compromisso de reembolsar o investidor pelos recursos aplicados.
O Capital de Risco é um instrumento eficaz na concretização de iniciativas empresariais especialmente no domínio das novas tecnologias, uma vez que neste tipo de negócio as empresas necessitam de investimentos financeiros adequados ao rápido crescimento e desenvolvimento da empresa, transformando-se em parceiro do negócio, com todas as vantagens e riscos inerentes ao projeto. Podemos enumerar algumas características básicas:

- Não exigir o pagamento de encargos financeiros
- Ser um instrumento financeiro que assume a forma de uma participação temporária e, em regra, minoritária
- Ter um papel de interlocutor ativo
- Criar e manter uma parceria com o empresário
- Promover o apoio a jovens empresários auto motivados
- Promover a criação de uma grande confiança entre as partes envolvidas no negócio.

Normalmente os períodos de intervenção das Sociedades de Capital de Risco na vida da empresa variam entre três e sete anos, com planos de entrada no capital ou outra forma de intervenção bem definidos, até ao desinvestimento e saída do negócio pela colocação da parte intervencionada, ou no mercado de capitais, nomeadamente na Bolsa de Valores, ou ainda o retorno aos promotores iniciais da empresa, tendo as Sociedades de Capital de Risco servido de instrumento financeiro eficaz, mediante as contrapartidas negociadas e liquidadas com sucesso na concretização do projeto empresarial.
O Capital de Risco é uma excelente solução para empresas que estejam vivendo determinadas situações, como arranque, expansão, aquisição de um negócio e reestruturação, sendo que as premissas básicas para uma empresa conseguir esse tipo de crédito são a flexibilidade e a capacidade de superação dos desafios e oscilações do mercado. O Capital de Risco é um dos melhores fomentos para a viabilização empresarial de idéias inovadoras.

- Principais Benefícios

Os benefícios representados pela injeção de capital e pelo aconselhamento à gestão refletem-se da seguinte forma:

- Financeiramente, através de um planejamento financeiro e da otimização das fontes e custos, preparando a empresa para o acesso ao mercado de capitais;
- Através de uma estratégia empresarial;
- Estabelecendo contatos através de sua rede, nacional e internacional, no intuito principal de direcionar a empresa para o desenvolvimento de contatos comerciais, a transferência de tecnologia etc.;
- Contribuindo com abrangente informação de mercado;
- Capacitando a análise critica da situação atual;
- Apresentando sugestões válidas para o desenvolvimento do negócio;
- Elaborando e apresentando aspectos como recrutamento, estratégia de marketing, implementação de sistemas de informação interna e externa etc..

A experiência internacional mostra que as empresas apoiadas pelo Capital de Risco crescem, em média, significativamente mais do que as restantes. Isto é resultado da combinação do aproveitamento das oportunidades proporcionadas pelo capital obtido desta forma com o acesso à experiência e aconselhamento que podem ser proporcionados pelos investidores de Capital de Risco. Estes investidores procurarão contribuir para o aumento do valor da empresa para os seus proprietários (em que eles se incluem) sem retirar o controle da empresa dos empreendedores. Ainda que o recurso ao Capital de Risco diminua a sua participação, a perspectiva é de que a soma de todas as partes cresça rapidamente, o suficiente para compensar essa diminuição.
O Capital de Risco não é, no entanto, a solução adequada para todas as necessidades financeiras. Qualquer empresa precisa de uma combinação adequada de capitais próprios e capitais alheios.
O Capital de Risco pode responder às necessidades de capital próprio, mas não dispensa o recurso a outras formas de financiamento.
O objetivo de uma instituição financiadora é receber os juros e o capital emprestado. Para tanto, na maioria das vezes, garante os montantes disponibilizados através de garantias pessoais ou da empresa (algumas na forma de penhor ou hipoteca). Assim, se a empresa não cumprir o serviço da dívida, seja qual for o motivo, estes financiadores poderão recorrer a bens da empresa e, por vezes, devido à responsabilidade solidária, aos bens pessoais de qualquer dos sócios. Já uma SCR não tem qualquer garantia e assume o risco juntamente com os demais sócios. A sua remuneração está dependente do sucesso da empresa participada e está associada, em grande parte, às mais valias até o momento da saída. Com a ligação a uma SCR, o empreendedor vê salvaguardada a sua independência, pode equilibrar a relação entre capitais próprios e alheios, se beneficia dos contatos da SCR e ganha credibilidade e força de negociação junto das instituições financeiras e outras entidades.

Diferenças comportamentais entre Sociedade de Capital de Risco (SCR) e Entidade Credora
Característica
SCR
Entidade Credora
Tempo de aplicação Médio e longo prazo De curto a longo prazo
Dedicação
e Assistência
A dedicação é total durante a permanência no negócio, tornando-se um verdadeiro parceiro, que partilha riscos e recompensas, com aconselhamento e apoio de gestão com vista a auxiliar ao sucesso A única dedicação é no sentido de resguardar-se caso o empréstimo esteja em risco, e não haja possibilidade do cumprimento da dívida. A disponibilidade de assistência varia consideravelmente com as diferentes entidades
Atividade Disponibiliza uma base de capital flexível, adequada às necessidades de desenvolvimento e crescimento da empresa É uma boa fonte de financiamento se a empresa possuir um plano pré definido de reembolso que permita, com segurança, cumprir o serviço da dívida.
Rentabilidade A rentabilidade da S.C.R depende do sucesso e do crescimento do negócio. Quanto maior for o sucesso maiores a rentabilidade de todos os investidores Depende do cumprimento pela empresa do serviço da dívida e da manutenção do valor dos ativos que servem de garantia
Comportamento Se o negócio não se revelar viável as SCR estão, lado a lado, com os demais sócios. Verificando-se os problemas as SCR reforçarão o seu apoio com vista à sua resolução. Verificando-se a existência de problemas, os financiadores estarão na 1ª linha para receber. Se houver indicações de que algo vai mal os financiadores poderão precipitar os acontecimentos já que procurarão resguardar os seus interesses

Podemos concluir que no endividamento, os financiadores têm direito a juros e reembolso do capital, seja qual for a evolução do negócio (lucro ou prejuízo). Já no Capital de Risco, os investidores ficam sujeitos à performance financeira do negócio, ou seja, a rentabilidade dos investidores depende da rentabilidade e do sucesso do negócio. Com a ligação a uma SCR, o empreendedor tem resguardada sua independência, podendo equilibrar a relação entre capitais próprios e alheios, beneficiando-se dos contatos da SCR e ganhando credibilidade e força nas negociações junto a instituições financeiras e outras entidades.


- Capital de Risco e as MPE's

  A necessidade de criação de um instrumento de capitalização para pequenas e médias empresas que atuem também em segmentos de base tecnológica e, ao mesmo tempo, fortaleça seu potencial de crescimento, aliada ao sucesso obtido pela experiência internacional, incentivou os primeiros movimentos no sentido de desenvolver-se no Brasil, a atividade de Capital de Risco. Durante o início dos anos 80, a sociedade brasileira convivia internamente com um ambiente de instabilidade econômica, com altas taxas de inflação e incertezas quanto à condução da política macroeconômica, sobretudo em seu aspecto monetário/creditício e cambial, fatores esses agravantes no processo de investimento em Capital de Risco, por adicionar incertezas ao chamado "risco Brasil", além dos problemas internacionais, alimentados pela crise do petróleo que ainda influenciava as economias ocidentais. Mesmo diante de cenários tão desfavoráveis, algumas iniciativas no sentido da consolidação de um mercado de investimento de Capital de Risco foram realizadas. No início da década de 80, em função da inexistência de normas ou iniciativas anteriores, as primeiras experiências evidenciaram algumas dificuldades que precisavam ser superadas. Foram detectados, por exemplo, problemas que abordavam aspectos regulamentares da atividade, notadamente aqueles que diziam respeito:

- às próprias Sociedades de Capital de Risco;
- à regulamentação de fundos de aplicação em empresas com potencial de crescimento;
- à criação de mecanismos de mercado de balcão organizado (mercado de aceso);
- a medidas que estimulassem a formação de empreendedores;
- elaboração de legislação fiscal específica para estimular tanto investidores de risco quanto empreendedores, estimulando o mercado.

O Decreto-Lei 2.287 de 23/07/86, regulamentado, posteriormente, pela Resolução BACEN 1184 de 23/06/87, veio suprir as primeiras necessidades de regulamentação do mercado então emergente, trazendo no seu conteúdo além de normas regulamentadoras da criação das Sociedades de Capital de Risco, medidas fiscais para Pequenas e Médias Empresas. Estes incentivos foram revogados em 29/12/88, através da Lei 7714.
A partir da implantação do Plano Real, em 1994, foram estabelecidas medidas de ordem monetária, fiscal e cambial, que permitiram uma acentuada queda nos índices de inflação e, conseqüentemente, um nível de estabilidade econômica aceitável pelos agentes que investem recursos na economia, principalmente no mercado de capitais, estimulando um pequeno avanço da atividade no país. A nova ordem econômica implantada era o ambiente ideal para a regulamentação do Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes, um fundo criado pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, para permitir os investimentos de risco em Pequenas e Médias Empresas, e a criação dos mercados de acesso, que permitia a entrada das Pequenas e Médias Empresas nas Bolsas de Valores dando liquidez às suas ações e tornando possível a consolidação do mercado de risco.
No ano de 1996, diversas iniciativas na direção da consolidação definitiva do mercado de investimentos de Capital de Risco, com a regulamentação do Mercado de Acesso que propiciou a criação do META - Mercado de Empresas Teleassistidas da BOVESPA, e o SOMA - Sociedade Operadora do Mercado de Acesso, deram o tratamento adequado às operações de mercado de balcão, de forma organizada e sistematizada. A criação dos mercados de acesso atendeu à necessidade de se estabelecer um fórum próprio de negociação para papéis de pequenas empresas que até então estavam fora do mercado tradicional de bolsa, seja pelos elevados custos de manutenção e abertura de capital, seja pelo pouco interesse dos investidores nesse tipo de papel.


- Lições e Experiências

Exemplos de alguns projetos implantados com resultados positivos.

BNDESPar - CONTEC
Os recursos do CONTEC são parte do orçamento da BNDESPar e são definidos a cada ano com base nas estimativas de investimento. Estão enquadradas na CONTEC as empresas de base tecnológica, de pequeno e médio porte, definido com base no faturamento no ano anterior à solicitação de apoio à BNDESPar, não devendo ser superior a R$ 15 milhões. As empresas também não podem pertencer a grupo econômico cujo patrimônio líquido seja superior a R$ 30 milhões. Os investimentos se dão através de participação acionária minoritária direta, limitada a 40% do capital das empresas investidas, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição. Os limites de investimentos por empresa são de R$ 2 milhões no primeiro aporte, podendo chegar ao máximo de 6 milhões em aportes subseqüentes. A BNDESPar atua, de forma indireta, como estimuladora no surgimento e formação de novas Sociedades de Capital de Risco, através de investimentos financeiros limitados a R$ 4 milhões ou 30% do capital social da SCR, podendo chegar a 40% se estas investirem, no mínimo, 20% dos seus recursos e empresas de base tecnológica. Participa também através de apoio técnico e gerencial.

CRP - CADERI
Criada em 1991, é gerida pela CRP - Companhia Riograndense de Participações, com participação em pequenas e médias empresas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Investe recursos próprios, subscrevendo ações, debêntures e outros valores mobiliários emitidos pelas empresas investidas. Acompanha seus investimentos através da realização de visitas constantes e participando dos Conselhos de Administração das empresas investidas. As participações são sempre minoritárias e temporárias, com prazo de saída previsto.

PERNAMBUCO S/A
Fundada em 1994, aproveitando a oportunidade gerada pela Instrução CVM 209, para a constituição de fundos para aplicação em empresas emergentes. Criada como Companhia Capital de Risco - CCR, de controle privado, com a missão de dar impulso ao desenvolvimento regional através do aporte de recursos financeiros e experiência empresarial a pequenas e médias empresas na região que compreende os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, abrangendo os setores de Comércio, Indústria, Serviços e Agricultura. A parceria com a Pernambuco é propícia nos casos de quem está empreendendo seu próprio negócio e já investiu tudo num produto ou numa idéia, mas ainda não conseguiu chegar ao mercado, ou ainda para quem sabe que está na hora de ampliar o negócio, mas não tem recursos nem sabe como conseguí-los. A Pernambuco é controlada por uma Holding privada, contando com 81 empresas de destaque e parceria com a BNDESPar. O Capital da Pernambuco é de US$ 8 milhões dos quais 60% da holding e 40% da BNDESPar. A empresa é formada por um Conselho de Administração, Comitê de Investimento e Diretoria Executiva. O apoio a projetos se dá de duas formas, financeiro e gerencial. O apoio financeiro ocorre através da subscrição de Debêntures conversíveis em ações, mediante prévia negociação de preço, prazo, rendimento e desinvestimento ou resgate, ou ainda na forma de subscrição de ações novas da empresa proponente, elevando seu capital no volume específico da entrada da Pernambuco. O Apoio gerencial ocorre quando solicitado, e tem caráter estratégico, não interferindo na gestão da associada. O valor máximo dos aportes de capital é de US$ 600 mil, observando-se a política de participação, sempre minoritária este se limitará a 49% do capital total após a entrada da Pernambuco no negócio. Não são exigidas garantias reais, entendendo-se que o sucesso do empreendimento e a capacidade de gestão empresarial são, por si, as garantias do negócio.

FIEETEC-RJ (FAPERJ)
Administrado pela DiMarco Distribuidora de Título e Valores mobiliários.
Os processos de identificação de negócios dentre as empresas de base tecnológica contam com a participação da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ, que contribuem nos processos de prospecção e pré-seleção de empresas emergentes de base tecnológica, além de articularem com os Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento tecnológico do Estado. O Comitê de Investimentos, será composto por três membros indicados pela administradora e de cinco representantes dos investidores possuidores de 20% ou mais em quotas do fundo. Cabe a esse Comitê determinar as diretrizes de investimentos, acompanhar as performances do fundo e o desempenho das empresas componentes do mesmo. Serão consideradas empresas emergentes aquelas que se enquadrem nos dispositivos da Instrução 209 da CVM, instaladas no Estado do Rio de Janeiro, apresentarem condições de significativo crescimento, nítidas vantagens competitivas, lucratividade e bom padrão de gestão. Deverão ainda, serem consideradas de base tecnológica ou possuírem projeto de desenvolvimento visando sua transformação em empresa de base tecnológica. O processo de seleção se dará através de convite às empresas de base tecnológica interessadas em realizar aumento de capital, para apresentarem os seus projetos de ampliação, modernização ou desenvolvimento de novos produtos. Caberá ainda à FAPERJ, recomendar aqueles projetos com aspectos tecnológicos relevantes, que serão analisados quanto aos aspectos econômicos e financeiros pela DiMarco. As empresas que apresentarem projetos viáveis e com possibilidade de retorno financeiro, possibilidade de abertura de capital e de negociação de quotas no SOMA ou Bolsa de Valores, serão convidados a apresentarem um Plano de Negócio detalhado ao Comitê de Investimento, o qual definirá as empresas que receberão aporte de capital do fundo. Haverá acompanhamento rigoroso quanto ao cumprimento do Plano de Negócio, prazos para transformação em S/A de Capital Aberto e, em especial quanto ao seu desenvolvimento tecnológico, realizado por consultores especializados.

FIETEC (SEBRAE - RS)
Constituído segundo a Instrução CVM 209. Inicialmente com recursos no valor de US$ 7,5 milhões, com prazo de investimentos de 3 anos, e de existência de 8 anos, com uma carteira de aproximadamente 30 empresas, tendo como investimento médio por empresa US$ 250 mil. Estima-se uma taxa interna de retorno para os investimentos do fundo em 23,8% a.a. Os investimentos serão realizados através da subscrição de Debêntures conversíveis em ações e/ou em ações de emissão das empresas que compõem a carteira do fundo. Os empresários terão autonomia administrativa na gestão dos negócios, recebendo acompanhamento permanente e completo apoio dos demais programas do SEBRAE-RS. O principal aspecto levado em consideração no lançamento do fundo foi o tamanho do mercado atendido pelo SEBRAE-RS, composto por 98 mil empresas, das quais 65 mil são micro e 29 mil pequenas empresas, que em sua maioria são consideradas de base tecnológica. Há também incubadoras de empresas e pólos de desenvolvimento de empresas no Estado. O papel do SEBRAE-RS no que se refere ao FIETEC, se dará no auxílio à prospecção de negócios, na capacitação dos empresários apoiados pelo Fundo ou aqueles que apresentem características promissoras, e no processo decisório, pela participação no Comitê e Investimentos do Fundo.

 


- Marco Jurídico
Veja aqui a legislação referente a Capital de Risco.

 


- Instituições e Empresas de Capital de Risco

 As principais fontes de capital para a formação de fundos de investimentos em empresas emergentes para operações de risco são:

- Fundos de Pensão;
- Bancos/Seguradoras;
- Empresas Privadas;
- Governos;
- Investidores Internacionais e Investidores Individuais.

Vale lembrar que os fundos de pensão são regidos por legislação que não permite operações com resultados financeiros inferiores à meta de capitalização atuarial, isto é, aquela estabelecida por Atuário, não devendo ainda, ser inferior a 6% ao ano mais correção monetária dada por índice oficial. Mesmo assim, podem aplicar, até o máximo de 25% de seu patrimônio, no mercado de capitais.

- Tipose de Investidores em Capital de Risco

Os investidores de Capital de Risco são investidores sofisticados, profissionais geralmente com alcance internacional cujo suporte financeiro pode ser fundamental no momento de expansão do negócio. Em geral, eles formam uma parceria operacional estreita com os fundadores, e podem trazer gerentes profissionais que ocuparão os cargos de diretor executivo e diretor financeiro. A questão inicial para qualquer investidor em Capital de Risco é a avaliação da empresa. O primeiro desafio dos fundadores é entrar em acordo com os investidores no que tange ao valor da empresa já que ele determina o valor de seu investimento e a extensão de sua participação acionária. Dependendo da avaliação quanto à competência administrativa dos fundadores, esses investidores podem condicionar seu investimento à contratação de novos diretores gerentes e podem requerer participação direta no gerenciamento das atividades diárias da empresa. No Capital de Risco, existem os seguintes tipos de investidores:

Sociedades de Capital de Risco (Venture Capitalists)
Sociedade cujo objetivo é participar no capital de outras empresas (investimentos de médio e longo prazo), para obter mais valias com a posterior alienação da participação adquirida.

Anjos do Negócio (Business Angels)
São investidores que atuam por conta própria. O seu capital proporciona baixas taxas de financiamento nomeadamente a projetos de seed capital e start-ups. São pessoas que buscam uma melhor aplicação para seu dinheiro, do que obteriam no mercado, e não estão preocupados com resultado a curto prazo. Querem fazer bons investimentos, com boa rentabilidade a médio e longo prazo e estão dispostos a correr risco calculado para obter esses melhores resultados. Os anjos de negócio representam uma fonte de capital importante para novos e crescentes negócios, normalmente são qualificados em quatro grupos diferentes:
· Angels com experiência profissional (ex executivos de grandes empresas);
· Angels guardiões (veteranos da indústria);
· Angels de rendimento financeiro (indivíduos com grandes fortunas);
· Angels empreendedores (empreendedores que triunfaram nos seus negócios).

Corporate venturing
São investidores (normalmente empresas) que realizam investimentos em empresas que encaixem nas suas estratégias, e que acabam mais tarde por pertencer aos respectivos conglomerados.

- Os Tipos de Investimentos das Sociedades de Capital de Risco

O mercado de Capital de Risco apresenta uma grande diversidade. Os seus diferentes mecanismos tendem a estruturar-se de acordo com as diferentes necessidades das empresas a medida que estas percorrem os estágios de desenvolvimento da cadeia de inovação. Apresentamos uma estrutura típica desta indústria:

Capital semente (seed capital)

É um tipo de financiamento destinado ao desenvolvimento do negócio, do seu plano e análises de mercado.

Capital de arranque (start up)

Este tipo de financiamento tem como objetivo o desenvolvimento do produto e imagem permitindo um maior crescimento e valorização do negócio.

Estágio de maturação (early stage)
Esta fase de financiamento decorre até a empresa atingir o seu ponto de equilíbrio.

Expansão

Tem como objetivo desenvolver o crescimento de uma empresa já estabelecida, através do desenvolvimento de novos produtos e um aumento da capacidade de produção.

Capital ponte (bridge financing)

Este é um investimento a curto prazo com o objetivo de lançar a empresa no mercado de capitais.

Capital de substituição
Destina-se à compra por parte de sócios ou acionistas de parte ou do total do capital dos restantes sócios ou acionistas.

Recuperação de empresas (Turnaround)
Injeção de capital em empresas que se encontram com problemas financeiros, objetivando sua recuperação através de alterações de gestão, organização interna e estrutura financeira.

Refinanciamento
Destina-se a empresas que estão endividadas, objetivando a redução deste nível de endividamento.

Management buy-out

Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir que a equipe de gestão adquira um valor significativo do capital social da empresa onde trabalham.

Management buy-in
Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir por parte de uma equipe de gestão externa a empresa alvo, a aquisição de um valor significativo do seu capital social.

- Algumas fontes de Capital de Risco

A CRP COMPANHIA DE PARTICIPAÇÕES
É uma das pioneiras na administração de investimentos de Capital de Risco no Brasil, exercendo essa atividade desde 1982. Como administradora de Capital de Risco, a CRP, estruturou e opera carteira própria e de terceiros, como a Caderi Capital de Risco S.A., criada em 1990, e os fundos de investimento em empresas emergentes, RSTec, desde 1999 e SCTec, desde 2000. A CRP criou nesses anos sistemática de atuação que lhe permite estruturar e administrar fundos de Capital de Risco nos seus vários aspectos, Investindo recursos próprios, subscrevendo ações, debêntures e outros valores mobiliários emitidos pelas empresas investidas. Acompanha seus investimentos através da realização de visitas constantes e participando dos Conselhos de Administração das empresas investidas. As participações são sempre minoritárias e temporárias, com prazo de saída previsto. A CRP tem uma forte atuação na região sul do Brasil, onde se concentram seus principais investidores, como também seus negócios

STRATUS INVESTIMENTOS

É uma empresa especializada em Venture Capital/Private Equity (VC/PE) e atua em projetos de investimento em empresas brasileiras com alto potencial de valorização. É credenciada como administrador de carteira de valores mobiliários pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e opera em padrões internacionais de seleção e gestão de investimentos. Por ser uma organização independente, adota um modelo de atuação baseado em parcerias com investidores, empreendedores e outras organizações atuantes em VC/PE, além de manter relacionamento intenso com a comunidade empresarial brasileira em geral, e uma rede de contatos com incubadoras de empresas, consultores, auditores e outros profissionais que acrescentam capacidade de originação e execução de projetos.

GP INVESTIMENTOS

A GP Investimentos Ltda. é uma companhia de investimentos fundada em 1993 pelos então acionistas controladores ("Sócios") das Loja Americanas S.A, Companhia Cervejaria Brahma (atualmente Ambev) e Banco de Investimentos Garantia S.A. (atualmente CSFB Garantia). Estrutura transações de aquisições de companhias para os sócios e outros investidores. Investe em empresas fundamentalmente sólidas, em oportunidades de crescimento ou em empreendimentos emergentes com um significativo potencial de valorização. Busca também oportunidades de investimento em empresas emergentes dirigidas por excelentes empreendedores, que atuam em grandes mercados e concentram-se em segmentos que passam por mudanças rápidas e profundas.

BLM Venture Capital

Originária de empresa de participações na área de saúde, a BLM é uma jovem Venture Capital company que auxiliou financeiramente os primeiros estágios de desenvolvimento de novas empresas, especialmente aquelas com modelos inovadores na Internet. Iniciou suas atividades no final de 1998 e completou o investimento de grande parte de seus recursos originais destinados a novos projetos em 2001. A filosofia de investimentos baseia-se na alavancagem de empreendimentos e empreendedores com ativos de qualidade e claros diferenciais competitivos.

- Empresa de Participação como fonte de Capital de Risco

Uma Empresa de Participação - EP's é uma holding de Capital de Risco, constituída de pequenos investidores interessados em montar pequenos negócios. Estes investidores poupam mensalmente, investindo pequenas economias em participação na empresa holding, na esperança de obter financiamento para um negócio que tem em mente. Normalmente, os recursos obtidos por dezenas de poupadores é complementado com o aporte institucional de organizações governamentais, tais como o sebrae. O acionista de uma EP não só participa como investidor de risco, ele vive o dia-a-dia da holding na visão mais associativa. Por exemplo: a holding investe numa confecção e pode obter o apoio dos acionistas para um mutirão de doação de mão-de-obra para ajudar fazer a obra e reduzir o volume de capital investido. Ou seja, pelo fundamento da criação de uma EP, faz-se necessário que seus fundadores sejam mais que simples acionistas investidores de capital, eles precisam participar no dia-a-dia da empresa e acreditar nos valores fundamentais do associativismo: ética e honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com o seu semelhante, servindo principalmente para a criação de novos negócios e também como fonte de recursos financeiros e técnicos para as pequenas empresas, sob forma de Capital de Risco. As EP's são um poderoso mecanismo de poupança para a criação de emprego e de renda no país.
Saiba mais sobre Empresa de Participação

- Papel do Governo

O governo, através dos Fundos Governamentais de Capital de Risco, tem como objetivo principal viabilizar o desenvolvimento de boas idéias da área tecnológica e outros pequenos negócios. Estes fundos compram participação acionária da empresa na forma de Capital de Risco enormalmente não estabelecem prazo pra sair da empresa. Buscam vender as ações (participação acionária) quando a empresa obtém maturidade (não precisam mais do capital do fundo), a participação possui bom valor comercial e existe comprador no mercado, muitas vezes os acionistas majoritários.
Além dos fundos, o governo participa através de instituições, como:

BNDES

O BNDES promove, por meio de operações de Capital de Risco, a ampliação ao suporte de empresas. Este apoio possibilita a preparação de empresas que tenham o desejo de tornar o mercado de capitais uma alternativa fundamental para captação de recursos destinados ao seu crescimento. São alvos de seu apoio as empresas privadas constituídas sob leis brasileiras, com sede e administração no País. Sua atuação no mercado é caracterizada da seguinte forma: subscrição e integralização de valores mobiliários, tais como ações, debêntures conversíveis, cotas de fundos e bônus de subscrição; garantia de subscrição de ações ou de debêntures conversíveis em ações ou de bônus de subscrição; estruturação de operações para aquisição e venda de valores mobiliários no mercado secundário; ou ainda, de forma indireta, através de fundos de investimentos administrados por terceiros. Por filosofia de atuação, a sua participação é sempre minoritária e transitória. Todas as ofertas são públicas e as operações de venda são ajustadas de forma a aumentar a liquidez dos valores mobiliários e não pressionar preços.

Sebrae

O Sebrae será quotista de Fundos Mútuos de Investimentos em Empresas Emergentes que destinem à capitalização das micro e pequenas empresas, principalmente as de base tecnológica e as exportadoras, no mínimo, o equivalente à participação do Sebrae nesses fundos. O Programa de Capital de Risco do Sebrae é direcionado às micro e pequenas empresas, principalmente as de base tecnológica e as exportadoras, com grande potencial de crescimento.

FINEP

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), principal agência do Governo Federal para o financiamento ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no País, é um caso singular na experiência internacional. Única em sua atuação, a FINEP apóia todas as etapas do processo inovador: da pesquisa básica à comercialização pioneira de produtos e processos. O foco de atuação da FINEP é o apoio ao desenvolvimento tecnológico e à inovação no País, utilizando, de forma coordenada e integrada, os variados instrumentos que a diferenciam das demais instituições nacionais de desenvolvimento.

INOVAR

A Incubadora de Fundos Inovar é uma estrutura voltada para estimular a criação de novos fundos de Capital de Risco voltados para as empresas nascentes e emergentes de base tecnológica, atrair os investidores institucionais, especialmente os fundos de pensão para a atividade e disseminar as melhores práticas de análise para seleção de fundos de Capital de Risco. Formada por meio de um consórcio entre FINEP, BID/FUMIN, Sebrae e Petros, a Incubadora de Fundos Inovar tem por objetivo reunir esses investidores para seleção e análise conjunta de fundos de Capital de Risco, facilitando e promovendo a familiarização desses investidores com o processo de investimento em fundos e, dependendo do interesse específico de cada um dos parceiros, investir conjuntamente nos fundos analisados.

Obs: Cabe aqui, ressaltar a participação do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID cuja missão é reduzir a pobreza, promover o desenvolvimento econômico e social e fortalecer as instituições democráticas nos países da América Latina e do Caribe. Proporciona financiamento às nações em desenvolvimento das Américas para que executem projetos nas mais diferentes áreas. A maior parte dos recursos para empréstimos é levantada junto aos mercados internacionais de capital. Outros recursos provêm dos governos, seja sob a forma de capital subscrito do Banco, seja como contribuições para financiar fundos administrados pelo BID. O grupo do compreende o Fundo Multilateral de Investimento - FUMIN, que foi criado em 1992 para promover reformas de sistemas de investimento e estimular o desenvolvimento do setor privado.

- Passo-a-passo para obtenção de Capital de Risco

Se você tem uma boa idéia ou um negócio formatado, você é um potencial tomador de Capital de Risco junto as empresas e instituições de Venture Capital. No entanto, existem alguns passos que você precisa seguir para obter o investimento. Em primeiro lugar, é necessária a viabilizar a sua idéia. Segundo, levar em consideração a existência de alguns pontos estratégicos que serão analisados pelas SCR antes de promover o investimento, como:

Análise do atual estágio do negócio
Aqui é feita uma profunda análise do projeto, sendo fundamental que este esteja além do Plano de Negócio.
Análise Risco/Benefício
Durante a negociação, será avaliada remuneração do capital em relação ao risco.
Padrão de comparação
Nesta etapa, é feita uma comparação, entre o projeto e outro similar em outra parte do mundo, avaliando-se com mais segurança a possível evolução do negócio, tal como foi feita a realização do lucro no negócio que serviu de modelo.
Análise do perfil do empreendedor
Etapa na qual é feita a avaliação das características pessoais do requerente, juntamente com o projeto. Veja aqui se você é empreendedor ou se preferir analise o seu perfil empreendedor - Ger@SAPE
Análise da experiência profissional
Se o pretendente não comprovar experiência no setor em que pretende montar o negócio, dificilmente conseguirá convencer os investidores.
Análise do comprometimento
É analisado o envolvimento total do empreendedor com o negócio.
Análise do foco do negócio
O direcionamento do negócio é importante. É preciso ter um produto ou serviço que seja responsável pela maioria da receita. Além disso, para a empresa pequena é fundamental atuar em nichos de mercado onde ela possa se destacar
Análise dos sócios e das alianças
Etapa em que se analisa a credibilidade no mercado dos parceiros que possam ajudar a alavancar e acelerar o empreendimento
Analise da competição
É analisado o grau de competição no segmento a ser atendido, verificando se existem barreiras de entradas, calculando as dificuldades frente a existência de eventuais competidores.

O seu próximo passo será a elaboração do Plano de Negócio. Mas, é importante lembrar que a competição pelo dinheiro dos investidores é grande, logo, não é o bastante possuir uma boa idéia, mas sim estar realmente preparado e apto a convencer os investidores que você e o seu empreendimento são um bom investimento de risco. Preparação significa muita leitura e, se possível, fazer cursos relacionados a Internet, comércio eletrônico e negócios, além de muita pesquisa sobre o mercado e o setor no qual pretende-se atuar. Isso sem falar, evidentemente na elaboração de um Plano de Negócio, peça fundamental, na medida em que este será o seu principal canal de comunicação com os investidores.
Uma vez convencido da viabilidade, conhecedor do assunto e com um bom Plano de Negócio, ai sim é o momento de enviá-lo aos investidores. O Plano de Negócio é um instrumento essencial para conseguir os meios financeiros necessários à concretização dos projetos. É ele que vende a empresa aos investidores e deve convencê-los que o investimento na empresa será uma excelente oportunidade de obter um excelente retorno. Deve ser encarado como um documento essencial para efetuar uma avaliação do mercado e da concorrência; para avaliar os pontos fortes e as fraquezas do seu negócio; para identificar os fatores críticos de sucesso e os passos que a empresa deve empreender para atingir um crescimento lucrativo.
Após a elaboração de seu Plano de Negócio, você já está apto a iniciar a busca por empresas e instituições que possam investir no seu projeto.

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* Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia, Site Venture Capital, Gesventure (Portugal) e BNDES

 




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