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Introdução |
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As
MPEs desempenham um papel fundamental para o crescimento
e desenvolvimento de uma economia saudável. Sua
contribuição social pode ser avaliada, tanto
na geração de oportunidades com o aproveitamento
de uma grande parcela da força de trabalho, como
no estímulo do desenvolvimento empresarial, ajudando
na criação de um mercado interno capaz de
funcionar como base sólida para uma economia sustentável.
Desta forma, é fundamental a promoção
de formas de investimentos em pequenas empresas, estimulando
seus empreendedores, fortalecendo sua economia, elevando
o rendimento da população em todos os aspectos.
Porém o principal problema com o qual se defrontam
as MPEs é justamente a dificuldade em obter capital,
seja na forma de empréstimos ou na manutenção
de capital próprio.
Em sua procura por capital, as MPEs podem recorrer aos
empréstimos bancários, mas estes, quando
obtidos, não passam de financiamento de curto prazo.
No geral, os empréstimos disponibilizados variam
em função da capacidade que elas demonstram
em oferecer garantias reais, abandonando assim, fatores
importantes no seu processo de crescimento. Como a exigência
das garantias reais equivalem a uma vez e meia o valor
do principal adicionadas às despesas financeiras,
cria-se uma barreira entre as MPEs e as linhas de crédito,
adicionado ao fato dos critérios para a concessão
dos créditos não levarem em conta a viabilidade
técnica e econômica da empresa, muito menos
a capacidade de seus dirigentes. A verdadeira necessidade
das MPEs é a de capital permanente e para obtê-lo
o caminho lógico seria o de recorrer ao mercado
de capital, mas este está adequado somente às
grandes empresas, capazes de assumir as responsabilidades
e conseqüências desta forma de comercialização.
Estes fatores são decorrentes da falta de acesso
às fontes de capital acionário que permitem
dispensar às MPEs um tratamento adequado ao seu
reduzido tamanho. Encontra-se nesta análise uma
lacuna pronta a ser ocupada por investidores capazes de
entrar com o capital acionário necessário,
o chamado Capital de Risco, uma vez que as MPEs
caracteristicamente possuem um risco maior do que o comercial
normal.
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- Histórico |
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A atividade de Capital de Risco ou Venture Capital,
propriamente dito, nasceu nos Estados Unidos logo após
a segunda guerra mundial, sendo registrado o surgimento
da primeira Sociedade de Capital de Risco, em 1946, através da American Research
and Development Corporation - ARD Co, viabilizada devido
a existência de uma quantidade de recursos disponíveis
e inativos, que foram canalizados para fomentar investimentos
produtivos. A idéia desenvolveu-se rapidamente e
outras sociedades surgiram, sendo possível assistir
atualmente ao grande desenvolvimento do Capital de Risco
nos Estados Unidos. Tal fato deve-se a existência
de um mercado nacional abrangente, uma elevada procura de
Capital de Risco e à existência de um mercado
de capitais dinâmico, que se traduz num mercado financeiro
adaptado às necessidades. Mas acima de tudo uma política
governamental estimulante.
Vários fundos de risco americanos estão procurando
negócios no Brasil ligados à Internet. Por
outro lado, os investimentos em empresas de biotecnologia,
embora também muito procurados, são de retorno
mais demorado devido às tramitações
no FDA (Food and Drug Administration). No Brasil, a CVM
(Comissão Valores Mobiliários) através
de resolução 209, de 25 de março de
1994, regulamentou os Fundos Mútuos de Investimento
em Empresas Emergentes, criando assim um marco decisivo
para o setor, estabelecendo o objetivo de atrair os Fundos
de Pensão (grandes investidores) para o mercado de
Capital de Risco. Com a criação do BNDESPAR,
em 1973, os investimentos de Capital de Risco passaram a
ser realizados no País. A partir dessa experiência
pioneira de uma empresa pública, alguns investidores
privados, principalmente bancos de investimentos e companhias
de participações, voltaram sua atenção
para esse mercado. A CRP- Cia. Riograndense de Participações
opera desde 1985 e tem dois fundos de cerca de R$ 15 milhões.
O BNDES tem o CONTEC - Condomínio de Empresas de
Tecnologia, que conta com uma carteira de 35 empresas. A
ação mais recente é o Projeto Inovar,
iniciativa da Finep com a parceria do Sebrae, BID e Petros,
que visa estimular o fortalecimento de empresas nascentes
e emergentes de base tecnológica, contribuindo para
o desenvolvimento tecnológico nacional e para a geração
de emprego e renda.
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O que é Capital de Risco?
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Capital de Risco é aquele aplicado na forma de participação
no capital de novas empresas e empresas emergentes com
potencial de crescimento acelerado. Seu objetivo é
buscar retorno acima da média de mercado, aceitando,
para isso, um maior nível de risco, com prazo de
aplicação girando em torno de sete anos.
Em geral, as empresas investidas são novas empresas
de alta tecnologia, com produtos inovadores, porém
nada impede que se invista em empresas existentes há
mais tempo, desde que tenha algum produto latente com
grande potencial de crescimento. O investimento é
feito através da aquisição de parte
do capital da empresa, através de mecanismos estabelecidos
na legislação das S.A, como a aquisição
de ações e debêntures conversíveis
em ações.
Capital de Risco então consiste na participação
temporária e minoritária de uma Sociedade
de Capital de Risco (SCR) no capital social de uma
empresa. Entende-se, portanto, por Capital de Risco, a
participação temporária do investidor
no capital ou no negócio de uma empresa com potencial
de crescimento acelerado e perspectivas de retornos expressivos
a médio e longo prazos, através da compra
de ações e/ou debêntures conversíveis
em ações, e do apoio gerencial.
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O que é sociedade de Capital de Risco?
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Sociedades
de Capital de Risco - SCR são sociedades cujo objetivo
social exclusivo é a aplicação de
capital na subscrição, integralizada em
dinheiro, ações, cotas de Pequenas e Médias
Empresas ou ainda, debêntures conversíveis
em ações. São sociedade gestoras
de fundos de terceiros para aplicação em
investimentos de risco, institucionalizadas através
do Decreto
Lei n.º 2287 de 23/07/86, art. 16 e 20, regulamentado
pela Resolução
1184 do BACEN de 04/09/86, modificada pela Resolução
1346 de 23/06/87.
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O que é não é Capital de Risco?
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É
fundamental que se saiba que as partes envolvidas, ainda
que defendam interesses distintos, possuem um objetivo
comum: a valorização do negócio.
Portanto, entre os muitos equívocos que devem ser
evitados, deve-se ter a consciência de que Capital
de Risco não é:
- Um incentivo a empresas em dificuldades:
O Capital de Risco não é a tábua
de salvação para os problemas decorrentes
da má gestão do negócio, entre outros
fatores. Não é um hospital de empresas e,
fundamentalmente, não deve ser visto como a última
hipótese de salvação.
- Um subsídio a fundo perdido:
Não é aceitável considerar que o
Capital de Risco é uma espécie de subsídio,
atribuído sem necessidade de remuneração,
pois se eventualmente a empresa conseguir um financiamento
deste tipo, a parceria estabelecida entre empresa e SCR
vai muito para além do financiamento.
- Uma forma de apoio financeiro:
O seu objetivo não é a injeção
de capital na empresa, mas sim, o seu aproveitamento para,
através de uma estratégia previamente delineada,
promover a revitalização de todos os setores
envolvidos.
Não trata-se de um sistema de incentivos, subsídio
a fundo perdido, crédito bonificado com participação
ou qualquer outra forma de apoio financeiro. É
sim, um instrumento financeiro que consiste fundamentalmente
na participação temporária e minoritária
de uma SCR no capital social de uma empresa. Isto é,
esta entidade que disponibiliza os fundos torna-se sócia
ou acionista da empresa financiada, participando portanto
de modo direto nos riscos do negócio.
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Características do Capital de Risco
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Capital de Risco caracteriza-se como uma forma híbrida
de apoio financeiro e gerencial às pequenas e médias
empresas de base tecnológica e/ou empreendimentos
com forte potencial de crescimento. Constitui-se em participações
temporárias, minoritárias e sem qualquer
garantia real, objetivando ganhos de capital elevados
na ocasião do desinvestimento. A forma de financiamento
sempre se dá pela participação minoritária
no capital das pequenas e médias Empresas, de forma
temporária, isto é, por prazo determinado
entre as partes. As partes poderão acertar uma
composição gerencial na qual o investidor
venha a assumir uma posição ativa na administração
da empresa, por exemplo, com assento no Conselho de Administração
e/ou na gestão da empresa. Ressalta-se mais uma
vez que, em nenhuma hipótese, o investidor terá
qualquer tipo e garantia, ou seja, nem a empresa investida,
nem seus sócios assumem o compromisso de reembolsar
o investidor pelos recursos aplicados.
O Capital de Risco é um instrumento eficaz
na concretização de iniciativas empresariais
especialmente no domínio das novas tecnologias,
uma vez que neste tipo de negócio as empresas necessitam
de investimentos financeiros adequados ao rápido
crescimento e desenvolvimento da empresa, transformando-se
em parceiro do negócio, com todas as vantagens
e riscos inerentes ao projeto. Podemos enumerar algumas
características básicas:
- Não exigir o pagamento de encargos financeiros
- Ser um instrumento financeiro que assume a forma de
uma participação temporária e, em
regra, minoritária
- Ter um papel de interlocutor ativo
- Criar e manter uma parceria com o empresário
- Promover o apoio a jovens empresários auto motivados
- Promover a criação de uma grande confiança
entre as partes envolvidas no negócio.
Normalmente os períodos de intervenção
das Sociedades de Capital de Risco na vida da empresa
variam entre três e sete anos, com planos de entrada
no capital ou outra forma de intervenção
bem definidos, até ao desinvestimento e saída
do negócio pela colocação da parte
intervencionada, ou no mercado de capitais, nomeadamente
na Bolsa de Valores, ou ainda o retorno aos promotores
iniciais da empresa, tendo as Sociedades de Capital de Risco servido de instrumento financeiro eficaz,
mediante as contrapartidas negociadas e liquidadas com
sucesso na concretização do projeto empresarial.
O Capital de Risco é uma excelente solução
para empresas que estejam vivendo determinadas situações,
como arranque, expansão, aquisição
de um negócio e reestruturação, sendo
que as premissas básicas para uma empresa conseguir
esse tipo de crédito são a flexibilidade
e a capacidade de superação dos desafios
e oscilações do mercado. O Capital de Risco é um dos melhores fomentos para a viabilização
empresarial de idéias inovadoras.
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Principais Benefícios
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Os
benefícios representados pela injeção
de capital e pelo aconselhamento à gestão
refletem-se da seguinte forma:
- Financeiramente, através de um planejamento financeiro
e da otimização das fontes e custos, preparando
a empresa para o acesso ao mercado de capitais;
- Através de uma estratégia empresarial;
- Estabelecendo contatos através de sua rede, nacional
e internacional, no intuito principal de direcionar a
empresa para o desenvolvimento de contatos comerciais,
a transferência de tecnologia etc.;
- Contribuindo com abrangente informação
de mercado;
- Capacitando a análise critica da situação
atual;
- Apresentando sugestões válidas para o
desenvolvimento do negócio;
- Elaborando e apresentando aspectos como recrutamento,
estratégia de marketing, implementação
de sistemas de informação interna e externa
etc..
A experiência internacional mostra que as empresas
apoiadas pelo Capital de Risco crescem, em média,
significativamente mais do que as restantes. Isto é
resultado da combinação do aproveitamento
das oportunidades proporcionadas pelo capital obtido desta
forma com o acesso à experiência e aconselhamento
que podem ser proporcionados pelos investidores de Capital de Risco. Estes investidores procurarão contribuir
para o aumento do valor da empresa para os seus proprietários
(em que eles se incluem) sem retirar o controle da empresa
dos empreendedores. Ainda que o recurso ao Capital de Risco diminua a sua participação, a perspectiva
é de que a soma de todas as partes cresça
rapidamente, o suficiente para compensar essa diminuição.
O Capital de Risco não é, no entanto,
a solução adequada para todas as necessidades
financeiras. Qualquer empresa precisa de uma combinação
adequada de capitais próprios e capitais alheios.
O Capital de Risco pode responder às necessidades
de capital próprio, mas não dispensa o recurso
a outras formas de financiamento.
O objetivo de uma instituição financiadora
é receber os juros e o capital emprestado. Para
tanto, na maioria das vezes, garante os montantes disponibilizados
através de garantias pessoais ou da empresa (algumas
na forma de penhor ou hipoteca). Assim, se a empresa não
cumprir o serviço da dívida, seja qual for
o motivo, estes financiadores poderão recorrer
a bens da empresa e, por vezes, devido à responsabilidade
solidária, aos bens pessoais de qualquer dos sócios.
Já uma SCR não tem qualquer garantia e assume
o risco juntamente com os demais sócios. A sua
remuneração está dependente do sucesso
da empresa participada e está associada, em grande
parte, às mais valias até o momento da saída.
Com a ligação a uma SCR, o empreendedor
vê salvaguardada a sua independência, pode
equilibrar a relação entre capitais próprios
e alheios, se beneficia dos contatos da SCR e ganha credibilidade
e força de negociação junto das instituições
financeiras e outras entidades.
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Diferenças
comportamentais entre Sociedade de Capital de Risco
(SCR) e Entidade Credora
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Característica
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SCR
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Entidade
Credora
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| Tempo
de aplicação |
Médio
e longo prazo |
De
curto a longo prazo |
Dedicação
e Assistência
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A
dedicação é total durante a permanência
no negócio, tornando-se um verdadeiro parceiro,
que partilha riscos e recompensas, com aconselhamento
e apoio de gestão com vista a auxiliar ao sucesso |
A
única dedicação é no sentido
de resguardar-se caso o empréstimo esteja em
risco, e não haja possibilidade do cumprimento
da dívida. A disponibilidade de assistência
varia consideravelmente com as diferentes entidades |
| Atividade |
Disponibiliza
uma base de capital flexível, adequada às
necessidades de desenvolvimento e crescimento da empresa |
É
uma boa fonte de financiamento se a empresa possuir
um plano pré definido de reembolso que permita,
com segurança, cumprir o serviço da
dívida. |
| Rentabilidade |
A
rentabilidade da S.C.R depende do sucesso e do crescimento
do negócio. Quanto maior for o sucesso maiores
a rentabilidade de todos os investidores |
Depende
do cumprimento pela empresa do serviço da dívida
e da manutenção do valor dos ativos
que servem de garantia |
| Comportamento |
Se
o negócio não se revelar viável
as SCR estão, lado a lado, com os demais sócios.
Verificando-se os problemas as SCR reforçarão
o seu apoio com vista à sua resolução. |
Verificando-se
a existência de problemas, os financiadores
estarão na 1ª linha para receber. Se houver
indicações de que algo vai mal os financiadores
poderão precipitar os acontecimentos já
que procurarão resguardar os seus interesses |
Podemos
concluir que no endividamento, os financiadores têm
direito a juros e reembolso do capital, seja qual for
a evolução do negócio (lucro ou prejuízo).
Já no Capital de Risco, os investidores
ficam sujeitos à performance financeira do negócio,
ou seja, a rentabilidade dos investidores depende da rentabilidade
e do sucesso do negócio. Com a ligação
a uma SCR, o empreendedor tem resguardada sua independência,
podendo equilibrar a relação entre capitais
próprios e alheios, beneficiando-se dos contatos
da SCR e ganhando credibilidade e força nas negociações
junto a instituições financeiras e outras
entidades.
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- Capital de Risco e as MPE's |
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A necessidade de criação de um instrumento
de capitalização para pequenas e médias
empresas que atuem também em segmentos de base
tecnológica e, ao mesmo tempo, fortaleça
seu potencial de crescimento, aliada ao sucesso obtido
pela experiência internacional, incentivou os primeiros
movimentos no sentido de desenvolver-se no Brasil, a atividade
de Capital de Risco. Durante o início dos anos
80, a sociedade brasileira convivia internamente com um
ambiente de instabilidade econômica, com altas taxas
de inflação e incertezas quanto à
condução da política macroeconômica,
sobretudo em seu aspecto monetário/creditício
e cambial, fatores esses agravantes no processo de investimento
em Capital de Risco, por adicionar incertezas ao chamado
"risco Brasil", além dos problemas internacionais,
alimentados pela crise do petróleo que ainda influenciava
as economias ocidentais. Mesmo diante de cenários
tão desfavoráveis, algumas iniciativas no
sentido da consolidação de um mercado de
investimento de Capital de Risco foram realizadas.
No início da década de 80, em função
da inexistência de normas ou iniciativas anteriores,
as primeiras experiências evidenciaram algumas dificuldades
que precisavam ser superadas. Foram detectados, por exemplo,
problemas que abordavam aspectos regulamentares da atividade,
notadamente aqueles que diziam respeito:
- às próprias Sociedades de Capital de Risco;
- à regulamentação de fundos de aplicação
em empresas com potencial de crescimento;
- à criação de mecanismos de mercado
de balcão organizado (mercado de aceso);
- a medidas que estimulassem a formação
de empreendedores;
- elaboração de legislação
fiscal específica para estimular tanto investidores
de risco quanto empreendedores, estimulando o mercado.
O Decreto-Lei
2.287 de 23/07/86, regulamentado, posteriormente,
pela Resolução
BACEN 1184 de 23/06/87, veio suprir as primeiras necessidades
de regulamentação do mercado então
emergente, trazendo no seu conteúdo além
de normas regulamentadoras da criação das
Sociedades de Capital de Risco, medidas fiscais para Pequenas
e Médias Empresas. Estes incentivos foram revogados
em 29/12/88, através da Lei
7714.
A partir da implantação do Plano Real, em
1994, foram estabelecidas medidas de ordem monetária,
fiscal e cambial, que permitiram uma acentuada queda nos
índices de inflação e, conseqüentemente,
um nível de estabilidade econômica aceitável
pelos agentes que investem recursos na economia, principalmente
no mercado de capitais, estimulando um pequeno avanço
da atividade no país. A nova ordem econômica
implantada era o ambiente ideal para a regulamentação
do Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes,
um fundo criado pela Comissão de Valores Mobiliários
- CVM, para permitir os investimentos de risco em Pequenas
e Médias Empresas, e a criação dos
mercados de acesso, que permitia a entrada das Pequenas
e Médias Empresas nas Bolsas de Valores dando liquidez
às suas ações e tornando possível
a consolidação do mercado de risco.
No ano de 1996, diversas iniciativas na direção
da consolidação definitiva do mercado de
investimentos de Capital de Risco, com a regulamentação
do Mercado de Acesso que propiciou a criação
do META - Mercado de Empresas Teleassistidas da BOVESPA,
e o SOMA - Sociedade Operadora do Mercado de Acesso, deram
o tratamento adequado às operações
de mercado de balcão, de forma organizada e sistematizada.
A criação dos mercados de acesso atendeu
à necessidade de se estabelecer um fórum
próprio de negociação para papéis
de pequenas empresas que até então estavam
fora do mercado tradicional de bolsa, seja pelos elevados
custos de manutenção e abertura de capital,
seja pelo pouco interesse dos investidores nesse tipo
de papel.
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- Lições
e Experiências |
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Exemplos
de alguns projetos implantados com resultados positivos.
BNDESPar
- CONTEC
Os recursos do CONTEC são parte do orçamento
da BNDESPar e são definidos a cada ano com base
nas estimativas de investimento. Estão enquadradas
na CONTEC as empresas de base tecnológica, de pequeno
e médio porte, definido com base no faturamento
no ano anterior à solicitação de
apoio à BNDESPar, não devendo ser superior
a R$ 15 milhões. As empresas também não
podem pertencer a grupo econômico cujo patrimônio
líquido seja superior a R$ 30 milhões. Os
investimentos se dão através de participação
acionária minoritária direta, limitada a
40% do capital das empresas investidas, debêntures
conversíveis em ações e bônus
de subscrição. Os limites de investimentos
por empresa são de R$ 2 milhões no primeiro
aporte, podendo chegar ao máximo de 6 milhões
em aportes subseqüentes. A BNDESPar atua, de forma
indireta, como estimuladora no surgimento e formação
de novas Sociedades de Capital de Risco, através
de investimentos financeiros limitados a R$ 4 milhões
ou 30% do capital social da SCR, podendo chegar a 40%
se estas investirem, no mínimo, 20% dos seus recursos
e empresas de base tecnológica. Participa também
através de apoio técnico e gerencial.
CRP
- CADERI
Criada em 1991, é gerida pela CRP - Companhia Riograndense
de Participações, com participação
em pequenas e médias empresas do Rio Grande do
Sul e Santa Catarina. Investe recursos próprios,
subscrevendo ações, debêntures e outros
valores mobiliários emitidos pelas empresas investidas.
Acompanha seus investimentos através da realização
de visitas constantes e participando dos Conselhos de
Administração das empresas investidas. As
participações são sempre minoritárias
e temporárias, com prazo de saída previsto.
PERNAMBUCO
S/A
Fundada em 1994, aproveitando a oportunidade gerada pela
Instrução CVM 209, para a constituição
de fundos para aplicação em empresas emergentes.
Criada como Companhia Capital de Risco - CCR, de controle
privado, com a missão de dar impulso ao desenvolvimento
regional através do aporte de recursos financeiros
e experiência empresarial a pequenas e médias
empresas na região que compreende os estados de
Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte,
abrangendo os setores de Comércio, Indústria,
Serviços e Agricultura. A parceria com a Pernambuco
é propícia nos casos de quem está
empreendendo seu próprio negócio e já
investiu tudo num produto ou numa idéia, mas ainda
não conseguiu chegar ao mercado, ou ainda para
quem sabe que está na hora de ampliar o negócio,
mas não tem recursos nem sabe como conseguí-los.
A Pernambuco é controlada por uma Holding privada,
contando com 81 empresas de destaque e parceria com a
BNDESPar. O Capital da Pernambuco é de US$ 8 milhões
dos quais 60% da holding e 40% da BNDESPar. A empresa
é formada por um Conselho de Administração,
Comitê de Investimento e Diretoria Executiva. O
apoio a projetos se dá de duas formas, financeiro
e gerencial. O apoio financeiro ocorre através
da subscrição de Debêntures conversíveis
em ações, mediante prévia negociação
de preço, prazo, rendimento e desinvestimento ou
resgate, ou ainda na forma de subscrição
de ações novas da empresa proponente, elevando
seu capital no volume específico da entrada da
Pernambuco. O Apoio gerencial ocorre quando solicitado,
e tem caráter estratégico, não interferindo
na gestão da associada. O valor máximo dos
aportes de capital é de US$ 600 mil, observando-se
a política de participação, sempre
minoritária este se limitará a 49% do capital
total após a entrada da Pernambuco no negócio.
Não são exigidas garantias reais, entendendo-se
que o sucesso do empreendimento e a capacidade de gestão
empresarial são, por si, as garantias do negócio.
FIEETEC-RJ
(FAPERJ)
Administrado pela DiMarco Distribuidora de Título
e Valores mobiliários.
Os processos de identificação de negócios
dentre as empresas de base tecnológica contam com
a participação da Secretaria de Estado de
Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, e da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
- FAPERJ, que contribuem nos processos de prospecção
e pré-seleção de empresas emergentes
de base tecnológica, além de articularem
com os Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento tecnológico
do Estado. O Comitê de Investimentos, será
composto por três membros indicados pela administradora
e de cinco representantes dos investidores possuidores
de 20% ou mais em quotas do fundo. Cabe a esse Comitê
determinar as diretrizes de investimentos, acompanhar
as performances do fundo e o desempenho das empresas componentes
do mesmo. Serão consideradas empresas emergentes
aquelas que se enquadrem nos dispositivos da Instrução
209 da CVM, instaladas no Estado do Rio de Janeiro, apresentarem
condições de significativo crescimento,
nítidas vantagens competitivas, lucratividade e
bom padrão de gestão. Deverão ainda,
serem consideradas de base tecnológica ou possuírem
projeto de desenvolvimento visando sua transformação
em empresa de base tecnológica. O processo de seleção
se dará através de convite às empresas
de base tecnológica interessadas em realizar aumento
de capital, para apresentarem os seus projetos de ampliação,
modernização ou desenvolvimento de novos
produtos. Caberá ainda à FAPERJ, recomendar
aqueles projetos com aspectos tecnológicos relevantes,
que serão analisados quanto aos aspectos econômicos
e financeiros pela DiMarco. As empresas que apresentarem
projetos viáveis e com possibilidade de retorno
financeiro, possibilidade de abertura de capital e de
negociação de quotas no SOMA ou Bolsa de
Valores, serão convidados a apresentarem um Plano de Negócio detalhado ao Comitê de Investimento,
o qual definirá as empresas que receberão
aporte de capital do fundo. Haverá acompanhamento
rigoroso quanto ao cumprimento do Plano de Negócio,
prazos para transformação em S/A de Capital
Aberto e, em especial quanto ao seu desenvolvimento tecnológico,
realizado por consultores especializados.
FIETEC
(SEBRAE - RS)
Constituído segundo a Instrução CVM
209. Inicialmente com recursos no valor de US$ 7,5 milhões,
com prazo de investimentos de 3 anos, e de existência
de 8 anos, com uma carteira de aproximadamente 30 empresas,
tendo como investimento médio por empresa US$ 250
mil. Estima-se uma taxa interna de retorno para os investimentos
do fundo em 23,8% a.a. Os investimentos serão realizados
através da subscrição de Debêntures
conversíveis em ações e/ou em ações
de emissão das empresas que compõem a carteira
do fundo. Os empresários terão autonomia
administrativa na gestão dos negócios, recebendo
acompanhamento permanente e completo apoio dos demais
programas do SEBRAE-RS. O principal aspecto levado em
consideração no lançamento do fundo
foi o tamanho do mercado atendido pelo SEBRAE-RS, composto
por 98 mil empresas, das quais 65 mil são micro
e 29 mil pequenas empresas, que em sua maioria são
consideradas de base tecnológica. Há também
incubadoras de empresas e pólos de desenvolvimento
de empresas no Estado. O papel do SEBRAE-RS no que se
refere ao FIETEC, se dará no auxílio à
prospecção de negócios, na capacitação
dos empresários apoiados pelo Fundo ou aqueles
que apresentem características promissoras, e no
processo decisório, pela participação
no Comitê e Investimentos do Fundo.
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- Marco
Jurídico |
- Instituições
e Empresas de Capital de Risco |
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As
principais fontes de capital para a formação
de fundos de investimentos em empresas emergentes para
operações de risco são:
- Fundos de Pensão;
- Bancos/Seguradoras;
- Empresas Privadas;
- Governos;
- Investidores Internacionais e Investidores Individuais.
Vale lembrar que os fundos de pensão são
regidos por legislação que não permite
operações com resultados financeiros inferiores
à meta de capitalização atuarial,
isto é, aquela estabelecida por Atuário,
não devendo ainda, ser inferior a 6% ao ano mais
correção monetária dada por índice
oficial. Mesmo assim, podem aplicar, até o máximo
de 25% de seu patrimônio, no mercado de capitais.
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Tipose de Investidores em Capital de Risco
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Os
investidores de Capital de Risco são investidores
sofisticados, profissionais geralmente com alcance internacional
cujo suporte financeiro pode ser fundamental no momento
de expansão do negócio. Em geral, eles formam
uma parceria operacional estreita com os fundadores, e
podem trazer gerentes profissionais que ocuparão
os cargos de diretor executivo e diretor financeiro. A
questão inicial para qualquer investidor em Capital de Risco é a avaliação da empresa.
O primeiro desafio dos fundadores é entrar em acordo
com os investidores no que tange ao valor da empresa já
que ele determina o valor de seu investimento e a extensão
de sua participação acionária. Dependendo
da avaliação quanto à competência
administrativa dos fundadores, esses investidores podem
condicionar seu investimento à contratação
de novos diretores gerentes e podem requerer participação
direta no gerenciamento das atividades diárias
da empresa. No Capital de Risco, existem os seguintes
tipos de investidores:
Sociedades de Capital de Risco (Venture Capitalists)
Sociedade cujo objetivo é participar no capital
de outras empresas (investimentos de médio e longo
prazo), para obter mais valias com a posterior alienação
da participação adquirida.
Anjos do Negócio (Business Angels)
São investidores que atuam por conta própria.
O seu capital proporciona baixas taxas de financiamento
nomeadamente a projetos de seed capital e start-ups. São
pessoas que buscam uma melhor aplicação
para seu dinheiro, do que obteriam no mercado, e não
estão preocupados com resultado a curto prazo.
Querem fazer bons investimentos, com boa rentabilidade
a médio e longo prazo e estão dispostos
a correr risco calculado para obter esses melhores resultados.
Os anjos de negócio representam uma fonte de capital
importante para novos e crescentes negócios, normalmente
são qualificados em quatro grupos diferentes:
· Angels com experiência profissional (ex
executivos de grandes empresas);
· Angels guardiões (veteranos da indústria);
· Angels de rendimento financeiro (indivíduos
com grandes fortunas);
· Angels empreendedores (empreendedores que triunfaram
nos seus negócios).
Corporate venturing
São investidores (normalmente empresas) que realizam
investimentos em empresas que encaixem nas suas estratégias,
e que acabam mais tarde por pertencer aos respectivos
conglomerados.
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Os Tipos de Investimentos das Sociedades de Capital de Risco
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O
mercado de Capital de Risco apresenta uma grande
diversidade. Os seus diferentes mecanismos tendem a estruturar-se
de acordo com as diferentes necessidades das empresas
a medida que estas percorrem os estágios de desenvolvimento
da cadeia de inovação. Apresentamos uma
estrutura típica desta indústria:
Capital semente (seed capital)
É um tipo de financiamento destinado ao desenvolvimento
do negócio, do seu plano e análises de mercado.
Capital de arranque (start up)
Este tipo de financiamento tem como objetivo o desenvolvimento
do produto e imagem permitindo um maior crescimento e
valorização do negócio.
Estágio de maturação (early stage)
Esta fase de financiamento decorre até a empresa
atingir o seu ponto de equilíbrio.
Expansão
Tem como objetivo desenvolver o crescimento de uma empresa
já estabelecida, através do desenvolvimento
de novos produtos e um aumento da capacidade de produção.
Capital ponte (bridge financing)
Este é um investimento a curto prazo com o objetivo
de lançar a empresa no mercado de capitais.
Capital de substituição
Destina-se à compra por parte de sócios
ou acionistas de parte ou do total do capital dos restantes
sócios ou acionistas.
Recuperação de empresas (Turnaround)
Injeção de capital em empresas que se encontram
com problemas financeiros, objetivando sua recuperação
através de alterações de gestão,
organização interna e estrutura financeira.
Refinanciamento
Destina-se a empresas que estão endividadas, objetivando
a redução deste nível de endividamento.
Management buy-out
Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir
que a equipe de gestão adquira um valor significativo
do capital social da empresa onde trabalham.
Management buy-in
Visa, pelo financiamento de grandes montantes, permitir
por parte de uma equipe de gestão externa a empresa
alvo, a aquisição de um valor significativo
do seu capital social.
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Algumas fontes de Capital de Risco
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A
CRP COMPANHIA DE PARTICIPAÇÕES
É uma das pioneiras na administração
de investimentos de Capital de Risco no Brasil, exercendo
essa atividade desde 1982. Como administradora de Capital
de Risco, a CRP, estruturou e opera carteira própria
e de terceiros, como a Caderi Capital de Risco S.A., criada
em 1990, e os fundos de investimento em empresas emergentes,
RSTec, desde 1999 e SCTec, desde 2000. A CRP criou nesses
anos sistemática de atuação que lhe
permite estruturar e administrar fundos de Capital
de Risco nos seus vários aspectos, Investindo
recursos próprios, subscrevendo ações,
debêntures e outros valores mobiliários emitidos
pelas empresas investidas. Acompanha seus investimentos
através da realização de visitas
constantes e participando dos Conselhos de Administração
das empresas investidas. As participações
são sempre minoritárias e temporárias,
com prazo de saída previsto. A CRP tem uma forte
atuação na região sul do Brasil,
onde se concentram seus principais investidores, como
também seus negócios
STRATUS INVESTIMENTOS
É uma empresa especializada em Venture Capital/Private
Equity (VC/PE) e atua em projetos de investimento em empresas
brasileiras com alto potencial de valorização.
É credenciada como administrador de carteira de
valores mobiliários pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) e opera em padrões internacionais
de seleção e gestão de investimentos.
Por ser uma organização independente, adota
um modelo de atuação baseado em parcerias
com investidores, empreendedores e outras organizações
atuantes em VC/PE, além de manter relacionamento
intenso com a comunidade empresarial brasileira em geral,
e uma rede de contatos com incubadoras de empresas, consultores,
auditores e outros profissionais que acrescentam capacidade
de originação e execução de
projetos.
GP INVESTIMENTOS
A GP Investimentos Ltda. é uma companhia de investimentos
fundada em 1993 pelos então acionistas controladores
("Sócios") das Loja Americanas S.A, Companhia
Cervejaria Brahma (atualmente Ambev) e Banco de Investimentos
Garantia S.A. (atualmente CSFB Garantia). Estrutura transações
de aquisições de companhias para os sócios
e outros investidores. Investe em empresas fundamentalmente
sólidas, em oportunidades de crescimento ou em
empreendimentos emergentes com um significativo potencial
de valorização. Busca também oportunidades
de investimento em empresas emergentes dirigidas por excelentes
empreendedores, que atuam em grandes mercados e concentram-se
em segmentos que passam por mudanças rápidas
e profundas.
BLM Venture Capital
Originária de empresa de participações
na área de saúde, a BLM é uma jovem
Venture Capital company que auxiliou financeiramente os
primeiros estágios de desenvolvimento de novas
empresas, especialmente aquelas com modelos inovadores
na Internet. Iniciou suas atividades no final de 1998
e completou o investimento de grande parte de seus recursos
originais destinados a novos projetos em 2001. A filosofia
de investimentos baseia-se na alavancagem de empreendimentos
e empreendedores com ativos de qualidade e claros diferenciais
competitivos.
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Empresa de Participação como fonte
de Capital de Risco
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Uma Empresa de Participação - EP's é
uma holding de Capital de Risco, constituída de
pequenos investidores interessados em montar pequenos
negócios. Estes investidores poupam mensalmente,
investindo pequenas economias em participação
na empresa holding, na esperança de obter financiamento
para um negócio que tem em mente. Normalmente,
os recursos obtidos por dezenas de poupadores é
complementado com o aporte institucional de organizações
governamentais, tais como o sebrae. O acionista de uma
EP não só participa como investidor de risco,
ele vive o dia-a-dia da holding na visão mais associativa.
Por exemplo: a holding investe numa confecção
e pode obter o apoio dos acionistas para um mutirão
de doação de mão-de-obra para ajudar
fazer a obra e reduzir o volume de capital investido.
Ou seja, pelo fundamento da criação de uma
EP, faz-se necessário que seus fundadores sejam
mais que simples acionistas investidores de capital, eles
precisam participar no dia-a-dia da empresa e acreditar
nos valores fundamentais do associativismo: ética
e honestidade, transparência, responsabilidade social
e preocupação com o seu semelhante, servindo
principalmente para a criação de novos negócios
e também como fonte de recursos financeiros e técnicos
para as pequenas empresas, sob forma de Capital de
Risco. As EP's são um poderoso mecanismo de
poupança para a criação de emprego
e de renda no país.
Saiba
mais sobre Empresa de Participação
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- Papel
do Governo |
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O
governo, através dos Fundos Governamentais de Capital
de Risco, tem como objetivo principal viabilizar o
desenvolvimento de boas idéias da área tecnológica
e outros pequenos negócios. Estes fundos compram
participação acionária da empresa
na forma de Capital de Risco enormalmente não estabelecem
prazo pra sair da empresa. Buscam vender as ações
(participação acionária) quando a
empresa obtém maturidade (não precisam mais
do capital do fundo), a participação possui
bom valor comercial e existe comprador no mercado, muitas
vezes os acionistas majoritários.
Além dos fundos, o governo participa através
de instituições, como:
BNDES
O BNDES promove, por meio de operações de
Capital de Risco, a ampliação ao
suporte de empresas. Este apoio possibilita a preparação
de empresas que tenham o desejo de tornar o mercado de
capitais uma alternativa fundamental para captação
de recursos destinados ao seu crescimento. São
alvos de seu apoio as empresas privadas constituídas
sob leis brasileiras, com sede e administração
no País. Sua atuação no mercado é
caracterizada da seguinte forma: subscrição
e integralização de valores mobiliários,
tais como ações, debêntures conversíveis,
cotas de fundos e bônus de subscrição;
garantia de subscrição de ações
ou de debêntures conversíveis em ações
ou de bônus de subscrição; estruturação
de operações para aquisição
e venda de valores mobiliários no mercado secundário;
ou ainda, de forma indireta, através de fundos
de investimentos administrados por terceiros. Por filosofia
de atuação, a sua participação
é sempre minoritária e transitória.
Todas as ofertas são públicas e as operações
de venda são ajustadas de forma a aumentar a liquidez
dos valores mobiliários e não pressionar
preços.
Sebrae
O Sebrae será quotista de Fundos Mútuos
de Investimentos em Empresas Emergentes que destinem à
capitalização das micro e pequenas empresas,
principalmente as de base tecnológica e as exportadoras,
no mínimo, o equivalente à participação
do Sebrae nesses fundos. O Programa de Capital de Risco
do Sebrae é direcionado às micro e pequenas
empresas, principalmente as de base tecnológica
e as exportadoras, com grande potencial de crescimento.
FINEP
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), principal
agência do Governo Federal para o financiamento
ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no País,
é um caso singular na experiência internacional.
Única em sua atuação, a FINEP apóia
todas as etapas do processo inovador: da pesquisa básica
à comercialização pioneira de produtos
e processos. O foco de atuação da FINEP
é o apoio ao desenvolvimento tecnológico
e à inovação no País, utilizando,
de forma coordenada e integrada, os variados instrumentos
que a diferenciam das demais instituições
nacionais de desenvolvimento.
INOVAR
A Incubadora de Fundos Inovar é uma estrutura voltada
para estimular a criação de novos fundos
de Capital de Risco voltados para as empresas nascentes
e emergentes de base tecnológica, atrair os investidores
institucionais, especialmente os fundos de pensão
para a atividade e disseminar as melhores práticas
de análise para seleção de fundos
de Capital de Risco. Formada por meio de um consórcio
entre FINEP, BID/FUMIN, Sebrae e Petros, a Incubadora
de Fundos Inovar tem por objetivo reunir esses investidores
para seleção e análise conjunta de
fundos de Capital de Risco, facilitando e promovendo
a familiarização desses investidores com
o processo de investimento em fundos e, dependendo do
interesse específico de cada um dos parceiros,
investir conjuntamente nos fundos analisados.
Obs: Cabe aqui, ressaltar a participação
do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID cuja
missão é reduzir a pobreza, promover o desenvolvimento
econômico e social e fortalecer as instituições
democráticas nos países da América
Latina e do Caribe. Proporciona financiamento às
nações em desenvolvimento das Américas
para que executem projetos nas mais diferentes áreas.
A maior parte dos recursos para empréstimos é
levantada junto aos mercados internacionais de capital.
Outros recursos provêm dos governos, seja sob a
forma de capital subscrito do Banco, seja como contribuições
para financiar fundos administrados pelo BID. O grupo
do compreende o Fundo Multilateral de Investimento - FUMIN,
que foi criado em 1992 para promover reformas de sistemas
de investimento e estimular o desenvolvimento do setor
privado.
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- Passo-a-passo
para obtenção de Capital de Risco |
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Se
você tem uma boa idéia ou um negócio
formatado, você é um potencial tomador de
Capital de Risco junto as empresas e instituições
de Venture Capital. No entanto, existem alguns passos
que você precisa seguir para obter o investimento.
Em primeiro lugar, é necessária a viabilizar
a sua idéia. Segundo, levar em consideração
a existência de alguns pontos estratégicos
que serão analisados pelas SCR antes de promover
o investimento, como:
Análise do atual estágio do negócio
Aqui é feita uma profunda análise do projeto,
sendo fundamental que este esteja além do Plano
de Negócio.
Análise Risco/Benefício
Durante a negociação, será avaliada
remuneração do capital em relação
ao risco.
Padrão de comparação
Nesta etapa, é feita uma comparação,
entre o projeto e outro similar em outra parte do mundo,
avaliando-se com mais segurança a possível
evolução do negócio, tal como foi
feita a realização do lucro no negócio
que serviu de modelo.
Análise do perfil do empreendedor
Etapa na qual é feita a avaliação
das características pessoais do requerente, juntamente
com o projeto. Veja
aqui se você é empreendedor ou se preferir
analise o seu perfil empreendedor - Ger@SAPE
Análise da experiência profissional
Se o pretendente não comprovar experiência
no setor em que pretende montar o negócio, dificilmente
conseguirá convencer os investidores.
Análise do comprometimento
É analisado o envolvimento total do empreendedor
com o negócio.
Análise do foco do negócio
O direcionamento do negócio é importante.
É preciso ter um produto ou serviço que
seja responsável pela maioria da receita. Além
disso, para a empresa pequena é fundamental atuar
em nichos de mercado onde ela possa se destacar
Análise dos sócios e das alianças
Etapa em que se analisa a credibilidade no mercado dos
parceiros que possam ajudar a alavancar e acelerar o empreendimento
Analise da competição
É analisado o grau de competição
no segmento a ser atendido, verificando se existem barreiras
de entradas, calculando as dificuldades frente a existência
de eventuais competidores.
O seu próximo passo será a elaboração
do Plano de Negócio. Mas, é importante lembrar
que a competição pelo dinheiro dos investidores
é grande, logo, não é o bastante
possuir uma boa idéia, mas sim estar realmente
preparado e apto a convencer os investidores que você
e o seu empreendimento são um bom investimento
de risco. Preparação significa muita leitura
e, se possível, fazer cursos relacionados a Internet,
comércio eletrônico e negócios, além
de muita pesquisa sobre o mercado e o setor no qual pretende-se
atuar. Isso sem falar, evidentemente na elaboração
de um Plano
de Negócio, peça fundamental, na medida
em que este será o seu principal canal de comunicação
com os investidores.
Uma vez convencido da viabilidade, conhecedor do assunto
e com um bom Plano de Negócio, ai sim é o momento
de enviá-lo aos investidores. O Plano de Negócio
é um instrumento essencial para conseguir os meios
financeiros necessários à concretização
dos projetos. É ele que vende a empresa aos investidores
e deve convencê-los que o investimento na empresa
será uma excelente oportunidade de obter um excelente
retorno. Deve ser encarado como um documento essencial
para efetuar uma avaliação do mercado e
da concorrência; para avaliar os pontos fortes e
as fraquezas do seu negócio; para identificar os
fatores críticos de sucesso e os passos que a empresa
deve empreender para atingir um crescimento lucrativo.
Após a elaboração de seu Plano de
Negócio, você já está apto a iniciar
a busca por empresas e instituições que
possam investir no seu projeto.
Clique
aqui para ver o conteúdo de Empresa
de Participação e Incubadoras
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Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia,
Site Venture Capital, Gesventure (Portugal) e BNDES
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| Assist.
Financeiro |
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Simula
as transações financeiras do seu dia-a-dia:
empréstimos, desconto de cheques e duplicatas etc.
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| Newsgroup
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Participe
enviando e recebendo informações sobre a área
de seu interesse.
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| Páginas
Azuis |
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Consulte
a maior lista de serviços da internet!
Aqui você vai encontrar tudo para montar seu negócio.
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