Será
que aquela franquia com que você tanto sonha é
a ideal?
Uma auto-análise de seus traços de personalidade
e preferências é o passo fundamental para começar
bem no franchising. Primeiro, analise se possui o perfil
de franqueado:
· Você aceita receber regras e normas de uma
empresa ou prefere ser dono do seu nariz e trabalhar livremente?
· Você se imagina cuidando de uma cozinha,
supervisionando todos os itens de higiene e limpeza, passando
metade do dia atrás do balcão?
· Você e do tipo que adora tecnologia e fica
à vontade entre celulares, manuais técnicos,
computadores?
Faça uma avaliação sincera. Se tiver
dificuldade, existem consultores que podem ajudá-lo.
Há também algumas redes que permitem passar
uma semana vivendo a rotina do negócio.
Negócios
fechados movidos apenas na base da emoção
são desastrosos.
Pesquise, veja todas as alternativas de negócios
disponíveis no mercado. Leia publicações
e guias especializados, olhe na a Internet. Tenha muito
cuidado e calma. O mercado de franchising está mais
profissionalizado, mas ainda existem franqueadores aventureiros
por aí. Não ceda à tentação
de fechar negócio ou de dar um cheque numa feira
ou seminário de franquias, quando o clima é
só entusiasmo. Investigue no mínimo três
redes concorrentes do segmento de seu interesse e compare
as informações e resultados com redes de outras
áreas.
O
contato direto com o franqueador é indispensável.
Algumas redes usam corretores, que ganham taxas de comissão
da venda da franquia. Conheça o franqueador, sente-se
e converse com ele, pergunte e investigue tudo o que lhe
ocorrer.
Conheça
profundamente a estrutura do negócio de seu interesse,
para evitar surpresas desagradáveis depois. Investigue
todas as áreas de operação e gestão.
Verifique como é feito na prática o suporte
ao franqueado e que tipo de apoio você vai ter. Não
se esqueça de consultar a Associação
Comercial e a Serasa.
Mesmo
que você fique impressionado com a estrutura e
a saúde financeira da rede, não tenha pressa.
Faça questão de conhecer pelo menos cinco
franqueados. Eles estão felizes? Recebem apoio da
rede? Visite as instalações, ouça as
reclamações e elogios, vá a fundo na
investigação. Normalmente, os franqueados
conversam francamente com seus possíveis companheiros
de rede, fornecem informações sigilosas, dão
dicas e até sugerem como negociar melhor determinado
item do contrato.
O
franqueador é obrigado a fornecer o contrato e a
circular de oferta de franquia, documentos com todas
as informações estratégicas e operacionais
da rede, incluindo balanço e receita média
das unidades. Leia com atenção cada palavra,
cheque cada número, sempre tendo ao lado um advogado
ou consultor de sua confiança. Verifique se tudo
o que foi prometido está previsto na documentação
jurídica. Depois de assinado o contrato, fica bem
mais difícil reclamar seus direitos.
Nem
só as grandes redes de franquias representam um bom
filão para quem quer empreender com mais segurança.
Se a franquia estiver bem estruturada e oferecer uma boa
formatação, mesmo que tenha poucas unidades,
sua chance de dar certo é bem maior.
Verifique
com atenção as perspectivas do segmento que
você está escolhendo. Está saturado?
Ou a tendência é crescer e se tornar promissor?
Converse, pesquise o mercado e fique atento ao comportamento
da economia. Aquilo é uma tendência ou apenas
um modismo passageiro?
Boa
parte das franquias já possui um conselho de franqueados,
que se reúne algumas vezes por ano e serve como canal
de comunicação e ajuste da parceria. Não
é recomendável fechar negócio com franqueadores
que não ouvem seus principais clientes, os franqueados.