Montagem Passo-a-passo
Arranjo Produtivo O que é? Você é Empreendedor? Plano de Negócio Plano Estratégico  

  O trabalho visando o fortalecimento e promoção de arranjos produtivos costuma ser estruturado em 3 etapas, cada uma delas envolvendo um conjunto de atividades com a finalidade de servir de guia para o desenvolvimento da etapa seguinte.

Etapa I - Validação da Metodologia e Identificação dos Arranjos Produtivos
    
  Primeiro Passo - Seminário de orientação - para assegurar que todas as lideranças, públicas e privadas, envolvidas no processo, estarão integradas, conhecendo a metodologia de trabalho e comungando dos mesmos objetivos e expectativas. Por ocasião do seminário, a metodologia completa é apresentada e todas as questões levantadas pelos participantes esclarecidas;
  Segundo Passo - Aplicação da metodologia - caracterização, com informações quantitativas, da economia da região, com o objetivo de identificar o(s) pré-arranjos ou o(s) arranjo(s) existentes e subsidiar a preparação de plano detalhado de trabalho a ser desenvolvido, contemplando algumas análises básicas sobre a situação da economia da área considerada, em comparação com a do respectivo Estado e com a do próprio País, quando for o caso. Serão analisados os seguintes aspectos:

- Tendências econômicas, sociais e demográficas básicas;
- Existência e crescimento dos principais arranjos produtivos;
- Existência e qualidade de alguns requisitos gerais, como pesquisa e tecnologia, educação e desenvolvimento da força de trabalho, infra-estrutura econômica e social, fontes de financiamento e outros aspectos relacionados com o ambiente de negócios da região.
 
  Terceiro Passo - Organização e implementação dos Grupos de Arranjos Produtivos - A partir das lideranças identificadas por ocasião do Seminário de Orientação (Primeiro Passo) e de entrevistas realizadas com lideranças dos setores público, privado e ONG's, serão estruturados Grupos de Arranjos Produtivos, que trabalharão com o objetivo de, contando com a ajuda de facilitadores, realizar diagnósticos, definir prioridades, propor cursos de ação e gerenciar a execução das ações programadas.
  Quarto Passo - Desenvolvimento e capacitação - Objetivando a sustentabilidade do processo, paralelamente ao trabalho dos Grupos de Arranjos Produtivos, é desenvolvido esforço de capacitação e treinamento, com as seguintes características:

  Objetivos: educar pessoas - chave em técnicas analíticas e aplicação do conceito de cluster para a estratégia de desenvolvimento econômico e social, com ênfase nos aspectos práticos do processo. Embora breve visão teórica geral seja necessária, todo o treinamento é desenvolvido e baseado no trabalho real dos participantes dos clusters, tendo em vista identificar desafios e definir estratégias de ação para superá-los;
   Público-alvo: líderes do setor público e do setor privado da área de influência do arranjo produtivo, selecionados pelos integrantes do Grupo do Arranjo Produtivo. Há três níveis de treinamento a considerar:

 
  Nível 1: Conceitos, abordando basicamente os desafios da competitividade econômica e a abordagem dos arranjos produtivos. Neste nível, seriam envolvidos líderes do setor público e de organizações de desenvolvimento econômico, inclusive pessoas ligadas às Universidades;
  Nível 2: Métodos - maiores detalhes do processo de desenvolvimento econômico baseado em arranjos produtivos. Neste nível, o público visado são os profissionais de planejamento do setor público e das Federações, Sindicatos e Associações ligados à Agricultura, à Indústria e ao Comércio; e
 
   Nível 3: Implementação, neste nível participam dos treinamentos profissionais do setor público e do setor privado que desejem ser capacitados "no local de trabalho", isto é, aprender fazendo, pois estarão participando diretamente do processo de implementação das ações programadas para o arranjos produtivos (ver Etapa III);
  Metodologia: Nos níveis 1 e 2 são praticados sistema de treinamento multidisciplinar e de multimídia, contemplando apresentações relativamente curtas, com o uso de vídeo-cassete e de outros modernos recursos tecnológicos, na realização de seminários de 2 a 3 horas de duração. Para o nível 3 são praticados processos de treinamento em serviço. Em todos os três níveis, utiliza-se a abordagem construtivista, tendo em conta que o desenvolvimento é um processo endógeno de criação da realidade, que incorpora o conhecimento e a experiência de todos os atores envolvidos.
 
  Quinto Passo - Divulgação, comunicação e mobilização da Comunidade - Comunicação e divulgação são partes essenciais do processo de mobilização da comunidade, como meio de estimular a prática de ações colaborativas indispensáveis à melhoria da competitividade sistêmica, isto é, de todas as empresas e segmentos que integram o arranjo produtivo. Resumo da Metodologia é distribuído por toda a região da área de influência do arranjo produtivo, podendo até ser elaborada home page para divulgar o projeto e suas ações. Outra medida importante é a realização de workhshops, nos quais os líderes do arranjo produtivo, utilizando-se de modernos recursos de DataShow, apresentam a metodologia e discutem com os interessados, objetivando identificar novas lideranças e mobilizar apoio para o arranjo produtivo.

Etapa II - Abordagem Competitiva do Arranjo Produtivo
    
  Primeiro Passo - Averiguar a posição atual e a competitividade do Arranjo Produtivo - Identificam-se os fatores que geram a competitividade do arranjo produtivo, enfocando a performance das empresas e as vantagens e desvantagens do ambiente de negócios da área do arranjo produtivo;
  Segundo Passo - Analisar mercados - objetivando identificar áreas potenciais onde as empresas do arranjo produtivo podem criar, aumentar ou manter suas vantagens competitivas. O trabalho é desenvolvido mediante o uso de informações secundárias, complementadas pela realização de pesquisas diretas junto a líderes do setor público e privado e "experts" do mercado (atacadistas, exportadores etc.). É desejável realizar avaliações dos diferentes segmentos, como canais de distribuição e competidores - chave;
  Terceiro Passo - Estudar arranjos produtivos competidores de referência - Análise detalhada de regiões selecionadas, no País e no Exterior, concorrentes do arranjo produtivo. O objetivo é identificar vantagens e desvantagens das regiões selecionadas para estudo, relativamente ao arranjo produtivo que se deseja fortalecer. São os denominados estudos de benchmarking, bastante utilizados nas técnicas de redesenhos de processos e que, no caso, utiliza informações de natureza qualitativa e quantitativa;
  Quarto Passo - Abordar políticas públicas de infra-estrutura - Análise dos gargalos logísticos, de regulamentação, de promoção de investimentos, de treinamento e de acesso à tecnologia, capazes de comprometer a performance competitiva do arranjo produtivo nos mercados do país e do exterior. O trabalho envolverá a análise de documentos-chave, entrevistas com lideranças e levantamentos junto a empresas.
  Quinto Passo - Identificar, desenvolver e comunicar projetos-piloto chave - Geralmente, a melhoria da competitividade pode ser obtida a partir da solução de problemas simples, porém cruciais para ensejar o desenvolvimento do arranjo produtivo (a gota d'água). Assim sendo, é recomendável identificar tais problemas e encaminhar as soluções necessárias (que geralmente também são simples), associando a isto adequada estratégia de divulgação, objetivando comunicar os resultados obtidos em termos de melhorias da eficiência competitiva do arranjo produtivo. Ações desta natureza, de resultados palpáveis e imediatos, contribuem para arejar o ambiente de negócios e para mobilizar novos apoios para o cluster.

Etapa III - Plano Estratégico de Ação
  Todo o esforço de análise e de mobilização desenvolvido nas Etapas I e II deverá resultar na elaboração participativa de Plano de Ação que possa conciliar os interesses de todos os atores envolvidos e que tenha como objetivo a melhoraria contínua da competitividade do arranjo produtivo. O Plano Estratégico contempla iniciativas específicas, incluindo políticas públicas e ações de responsabilidade do setor privado - realização de novos investimentos, inovações tecnológicas e ganhos de produtividade, por exemplo -, voltadas para o fortalecimento da capacidade da economia da região, em termos de diversificação e modernização. Todas as ações previstas no Plano de Ação, quer de responsabilidade do setor público, quer a cargo da iniciativa privada, são objeto de negociação entre as partes e devem ser formalizadas em Protocolos de Intenção, Convênios, Contratos e outros instrumentos adequados, constituindo compromissos que possam ser cobrados e ter sua execução gerenciada. É fundamental que alguns projetos de curto prazo sejam realizados e divulgados, com o objetivo de difundir otimismo e angariar apoio crescente para o trabalho.

Diagrama de integração das diferentes etapas do trabalho
 
Elaboração do Projeto e Plano de Ação Estruturação do Processo
Etapa I:
   
Validação da Metodologia e Identificação dos Arranjos Produtivos
Etapa II:
Abordagem Competitiva do Arranjo Produtivo
Etapa III:
Plano Estratégico de Ação Sistematização das Etapas I e II
 
- Nivelar conceitos e expectativas
- Estatísticas comerciais, contexto econômico/político
- Desenvolvimento de estratégias empresariais
- Estatísticas comerciais
- Levantar hipóteses para aumentar a competitividade
- Implantar e comunicar projeto-piloto
- Implantação dos projetos
- Reuniões constantes com os grupos de arranjo produtivo
- Seminários para transferência de conhecimentos
- Monitoria do de desempenho
 

  Chegando a este estágio de navegação no GERANEGOCIO, desde que você tenha estudado com atenção, você adquiriu os conhecimentos básicos sobre arranjos produtivos. Faça, agora, um teste para avaliar os conhecimentos adquiridos.





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