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Do ponto de vista conceitual, numa definição genérica, um arranjo produtivo, ou "cluster", é um grupo de coisas ou de atividades semelhantes que se desenvolvem conjuntamente. Assim sendo, o conceito sugere a idéia de junção, união, agregação, integração...
Do ponto de vista conceitual, numa definição genérica,
um arranjo produtivo é um grupo de coisas ou de atividades semelhantes
que se desenvolvem conjuntamente. Assim sendo, o conceito
sugere a idéia de junção, união, agregação, integração...
Um arranjo produtivo seria algo como uma colméia (sugestivo de
cooperação, colaboração, especialização, divisão do trabalho)
ou como o conjunto de equipamentos de lazer de um condomínio
de edifício (a piscina, a churrasqueira, a quadra poliesportiva,
o playground infantil), o que sugere integração, entrelaçamento,
afinidades etc.
Na atividade econômica pode ser considerada como a
reunião de pequenas ou médias empresas, às vezes até mesmo
as de maior porte, que estão situadas num mesmo local e que
apresentam grandes níveis de entrosamento entre si, e constituem
o que hoje existe de mais moderno em modelo de desenvolvimento
local.
Economicamente, arranjo produtivos podem ser definidos como aglomerados
de atividades produtivas afins, localizadas em determinado
espaço geográfico e desenvolvidas por empresas autônomas de
pequeno, médio e até de grande porte, intensamente articuladas,
constituindo ambiente de negócios onde prevalecem relações
de recíproca confiança entre as diferentes partes envolvidas.
Tais empresas são apoiadas por instituições provedoras de
recursos humanos, de recursos financeiros, de infra-estrutura,
etc. |
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| Quais
são os principais elementos inerentes ao conceito de
arranjo produtivo? |
| Aglomeração
- idéia de conjunto interrelacionado e espacialmente
concentrado, ensejando a troca de sinergia e a
prática de cooperação e de alianças estratégicas,
inclusive para neutralizar limitações relacionadas
a economias de escala, como processos tecnológicos,
aquisições de insumos, assistência técnica, tratamento
pós-colheita, comercialização etc. |
| Afinidade
- empresas voltadas para o mesmo ramo de negócio
(atividade principal do arranjo produtivo), embora cada
uma (ou um conjunto) delas se especialize em tarefas
específicas (fornecimento de insumos e serviços,
produção, comercialização, pesquisa, desenvolvimento
de novos mercados etc.). |
| Articulação
- relacionamento próximo, intensivo e permanente
entre as empresas, propiciando, por um lado, a
troca de sinergia e a prática da colaboração e,
por outro, estimulando a rivalidade e a competição. |
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Ambiente
de negócios positivo - relações comerciais apoiadas
na confiança recíproca, condição favorável à formação
de parcerias e de alianças estratégicas, através das
quais as partes envolvidas, mesmos os concorrentes,
unem-se para enfrentar problemas comuns de logística,
de assistência técnica, de comercialização, de suprimento
de matérias-primas e de insumos etc. e organizam-se
para negociar com o governo e com instituições públicas
e privadas, ações consideradas importantes para o fortalecimento
e a consolidação do arranjo produtivo.
Apoio Institucional - rede de instituições
públicas, privadas e até ONG's, que atuam em torno do
arranjo produtivo como estimuladoras e catalisadoras da integração
e da colaboração dos atores (governo em todos os níveis
e iniciativa privada), inclusive mediando eventuais
conflitos de interesses entre as firmas/instituições,
tendo em vista a sustentabilidade do processo. |
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| Do
ponto de vista operacional o que são os arranjo produtivos? |
Do ponto de vista operacional, o arranjo produtivo é a nova forma
que o esforço pelo desenvolvimento econômico e social
vem assumindo no mundo inteiro, tanto nos países industrializados,
como nos países em fase de industrialização. Muitos
países e regiões ao redor do mundo, estão promovendo
o desenvolvimento de arranjo produtivos em resposta à economia
globalizada em mutação. Resultados excelentes têm sido
obtidos num grande número de países, incluindo Escócia,
México, Marrocos, Irlanda, Peru, El Salvador, Malásia,
Nova Zelândia, muitos estados dos EUA, que partiram
para projetos de desenvolvimento local liderados pela
iniciativa privada e a experiência Italiana a mais antiga
e bem sucedida de todas
Abandona-se o conceito da macro região, para
organizar o processo de desenvolvimento em bases locais,
a partir de um conjunto de atividades a serem desenvolvidas
em regime de parceria e cooperação entre a sociedade
e o Estado. |
| Quem
participa de uma iniciativa de arranjo produtivo? |
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Uma Iniciativa de arranjo produtivo deve incluir todos os jogadores
e parceiros que contribuem para a plataforma competitiva
de uma determinada atividade econômica. Em geral, os
participantes são oriundos de pequenas e grandes firmas,
associações de classe (indústria, trabalhadores, serviços),
governo e instituições de suporte envolvidos em todas
as etapas da cadeia produtiva da indústria, desde a
da matéria-prima até a do consumidor final. |
| Que
papel cabe ao governo numa iniciativa de arranjo produtivo? |
Os papéis apropriados do Governo são:
- Apoiar as iniciativas de identificação das manifestações
espontâneas embrionárias de arranjo produtivos |
- Estabelecer um ambiente econômico e político
estável e previsível |
- Aumentar a disponibilidade, qualidade e eficiência
de inputs de caráter geral e das instituições |
- Criar um contexto que incentive inovações e
avanços |
- Reforçar a formação de arranjo produtivo e sua constante
melhoria e avanços na economia |
- Criar e comunicar uma visão econômica nacional,
positiva, distinta e atuante que possibilite mobilizar
os cidadãos para a ação. |
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| Qual
é o papel do órgão articulador do arranjo produtivo? |
Segundo Mônica Amorim, assessora da Secretaria de Planejamento
do Ceará e autora do Livro "Clusters como Estratégia
de Desenvolvimento Industrial do Ceará", os papéis apropriados
do órgão articulador são:
| 1.
Criar Comunidades Econômicas. |
Em primeiro lugar o papel dos órgãos articuladores
é "criar uma Comunidade Econômica em vez de um
Aglomerado de Firmas". Um dos pontos mais importantes
nos casos de arranjos produtivos bem sucedidos é que estes
de fato, funcionem como eixos de desenvolvimento
em suas regiões, e isso diz respeito 'a sua composição
em termos de firmas, assim como à forma como as
firmas se relacionam.
Embora envolvidas num mesmo negócio, as
firmas sabem que não poderão sobreviver se ficarem
sozinhas num negócio que depende de cooperação
e de inovação para se desenvolver. |
| 2.
Estimular o Surgimento de uma Atmosfera Propícia. |
Em muitos casos, a formação desse tipo de arranjo
precisa ser estimulada e para tanto os órgãos
de desenvolvimento devem estar preparados para
atuar eficazmente.
O surgimento de uma atmosfera propícia
à inovação, exige que os indivíduos estejam
constantemente trocando idéias e informações.
Em termos mais específicos, pode-se sugerir aqui
a organização de fóruns, seminários, promoção
de palestras e outras. |
| 3.
Garantir a Eficiência. |
Entre as diversas formas de perseguir a qualidade
e eficiência, encontram-se a instituição e
concessão, de forma criteriosa, de selos de
qualidade. O selo visa assim transmitir aos
clientes, ao mercado e à sociedade em geral, que
as firmas portadoras do mesmo, foram avaliadas
e consideradas cumpridoras das normas e requisitos
de qualidade superior.
Sobre os prêmios, esses podem tomar
diversas formas, além de concessão de dinheiro,
tais como participação em feiras específicas,
cursos e seminários relacionados com a área de
atuação do arranjo produtivo. |
| 4.
Existência de Uma Ampla Rede de Fornecedores. |
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Os órgãos articuladores de um arranjo produtivo devem estar
permanentemente atentos à questão da rede de
fornecedores. Eles devem garantir tanto a
proximidade dos fornecedores como também assegurar
que a própria forma de operação desses fornecedores
seja acessível para as pequenas empresas. |
| 5.
Estudos e Acompanhamento |
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Os órgãos articuladores do arranjo produtivo devem estar
em constante contato com os integrantes desse,
tendo em vista perceber os eventuais entraves
à competitividade. Por exemplo, ao identificar
possíveis gargalos no funcionamento do arranjo produtivo
e ao propor e apoiar a criação de uma nova firma
destinada a sanar aquele gargalo, o órgão articulador
estaria contribuindo para aumentar a competitividade
do arranjo produtivo. |
| 6.
Apoiar Novos Empreendedores: Fertilização Cruzada |
É importante introduzir no arranjo produtivo indivíduos
que tenham conhecimentos superiores ao da média
dos integrantes.
Isso se chama, na linguagem dos arranjos produtivos,
fertilização cruzada. Os novos empresários
aprendem com os veteranos sobre assuntos práticos
do dia-a-dia, e esses veteranos também têm muito
a ganhar ao interagir com aqueles que conhecem
o "estado da arte" da indústria em questão. Pode-se
pensar em vários exemplos para ilustrar essa situação.
Tomemos, pois, como exemplo, a recente criação
do curso superior de Estilismo e Moda na Universidade
Federal do Ceará (UFC). Seria então salutar que
esses recém-graduados fossem incentivados a permanecer
na região, atuando junto ao setor de confecções,
têxtil e de calçados do Estado. Da mesma forma,
a distribuição de lotes em perímetro irrigados
para agrônomos, constitui-se em fator de inovação.
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| 7.
Aperfeiçoamento dos Processo Produtivos. |
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Uma política de fomento à formação de arranjos produtivos,
deve orientar suas intervenções no sentido de
promover o constante aperfeiçoamento dos processo
produtivos e da qualidade dos produtos. Além
do treinamento, incluem-se: a participação em
feiras e demais eventos especializados (inclusive
em países estrangeiros), a organização de missões
de visitas aos mercados compradores e outros.
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| Quais
são as características inovadoras da estratégia de arranjos produtivos? |
A estratégia apresenta, entre outras, as seguintes características
inovadoras:
- divide os problemas do desenvolvimento em função
de espaços geográficos menores, para melhor equacioná-los
e resolvê-los; |
- procura alicerçar a sustentabilidade do processo
na comunidade (parcerias institucionais em todos
os níveis - federal, estadual e municipal - e
atores locais (agentes da área considerada, apoiados
na força de suas lideranças.); e |
- direciona o esforço de investimentos e de ações
em função de atividades econômicas que possuem
potencial real de desenvolvimento e de competitividade,
inclusive em mercados internacionais. |
Como
se vê, a estratégia associa o exercício pleno da cidadania
à atividade empreendedora e procura atender as demandas
da comunidade, através de uma visão cooperativa e solidária.
Busca também valorizar as pessoas à margem dos processos
decisórios sobre seu destino, incentivando a organização
produtiva e viabilizando a distribuição de renda.
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Representação Esquemática da Estrutura de um arranjo produtivo |
Embora sempre tenham existido, os arranjos produtivos produtivos
ganharam importância e notoriedade nos últimos anos,
em função do processo de globalização, que alterou paradigmas
até então prevalecentes, como o das vantagens comparativas(custos
dos fatores e dos insumos), que cederam lugar aos ganhos
de produtividade decorrentes de vantagens competitivas
dinâmicas locais(conhecimento, inovação, relacionamento,
motivação), com as quais os concorrentes geograficamente
distantes não conseguem competir.
A idéia básica é a de que nenhuma empresa é competitiva
isoladamente. O que acontece dentro da unidade produtiva
é importante, mas está comprovado que o ambiente empresarial
no qual a firma está inserida (o arranjo produtivo) também desempenha
papel vital para a competitividade. Um excelente hotel,
bem estruturado e com bons serviços, terá grande dificuldade
de viabilizar-se, se a cidade onde se situa padecer
de problemas de segurança, os serviços locais de aeroporto,
taxi e restaurantes funcionarem precariamente, os serviços
de apoio à promoção de eventos forem deficientes, as
atrações turísticas da cidade forem poucas, o artesanato
regional for pobre. Ou vice-versa: O bom desempenho
de um membro ou de um segmento de um arranjo produtivo pode aumentar
o sucesso dos demais. |
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| Exemplos
internacionais de arranjos produtivos bem sucedidos |
Um caso que chamou a atenção dos estudiosos, se
deu no centro da Itália e serviu de inspiração
para os estudiosos dos arranjos produtivos, como Michael
Porter que hoje é um técnico de referência no
assunto.
Na verdade, antes mesmo que os acadêmicos
ou o Banco Mundial se interessassem pela ampliação
dos estudos e propostas de arranjos produtivos, eles já existiam,
como exemplificado, na Nova Itália - Localizada
no Centro - Norte do país, área que inclui as
regiões da Lombardia, Vêneto, Toscana e Emília
- Romana e outras, responsáveis por acaso, pela
maior parte do fluxo migratório de italianos para
o Brasil.
A reação da Nova Itália começa ainda nos
anos 70, como resposta à Velha Itália, presa a
um jogo político autoritário, radicalizado e corrupto.
Para vencer a profunda instabilidade econômica
do país daquela época, ocorre quase um redescobrimento
de valores culturais tipicamente italianos - solidariedade,
busca da criatividade e do bom gosto, dinamismo
da ação empreendedora coletiva, resistência a
qualquer forma de "racionalização".
Em pouco tempo, criou-se uma organização
virtual, extremamente solidária, ágil e eficiente,
com centenas e centenas de pessoas e empresas,
em processo de permanente negociação entre si,
visando encontrar oportunidades.
Com valores bem definidos, essa organização
anárquica e virtual conseguiu uma objetividade
que não se vê nas organizações mais formais. Às
vezes se reúnem 70, 80 empresas para desenvolver
uma coleção de móveis, calçados ou roupas. E são
capazes, em 15 dias, de alterar o design e a produção
visando conquistar um novo mercado externo.
A parceria envolve não apenas as empresas,
mas autoridades regionais das províncias e dos
municípios, câmaras de comércio e indústria, núcleos
de serviços e promoções, e consórcios e convênios
criados pelas próprias empresas.
Fruto dessas redes de produção, a Itália
está entre os líderes mundiais na exportação de
calçados e, em particular, de calçados de alta
qualidade. Mas o que talvez ninguém saiba é que
a Itália também é líder mundial na exportação
de muitos outros produtos relacionados com os
calçados, como por exemplo, máquinas, curtição
de couro e serviços de design e criação de sapatos.
Estas indústrias consolidam-se todas mutuamente.
Há um diálogo constante entre elas. Conhecem-se
umas às outras. Falam sempre entre elas. Pressionam-se
mutuamente. De fato, elas fixam as tendências
mundiais, que depois são seguidas pela maior parte
das indústrias de calçados dos outros países.
É isto que é preciso para ser competitivo. É isso
que denominamos de arranjo produtivo bem sucedido. A vantagem
competitiva não é gerada em uma firma solitária
e sim no conjunto de empresas, em outras palavras,
na localização da unidade de negócio.
Maiores informações leia o artigo
DISTRITOS
PRODUTIVOS E ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO: TROPICALIZAR
A EXPERIÊNCIA ITALIANA por Cristina
Gigglio |
Outro exemplo de arranjo produtivo bem sucedido está no
México e desta vez ao invés da Iniciativa se localizar
em um espaço delimitado ela teve uma abrangência
estadual.
"O processo de arranjos produtivos de Chihuahua está
na frente como inovador no desenvolvimento econômico
no México. Ao contrário de outros países onde
foram incluídos arranjos produtivos industriais isolados,
a ação abrange todo o estado com uma estratégia
denominada Chihuahua Siglo XXI (Século XXI), e
tem sido mostrada como um exemplo do potencial
dos processos baseados em arranjos produtivos para fortalecer
áreas-chave de uma cadeia produtiva industrial
no tocante a valor adicionado, através da estimulação
de um contínuo avanço (up grading) de modo que
permita à região atrair mais empregos melhor remunerados.
Chihuahua optou por fortalecer arranjos produtivos
incipientes, através da mobilização empresarial
e difusão de informação sobre oportunidades e
capacidades para desenvolvimento que pudessem
atrair investimentos nas áreas mais frágeis das
já existentes cadeias de valor adicionado. Exemplos
práticos incluem:
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- A formação de um Conselho de Desenvolvimento
de Supridores, composto de executivos de
maquila, como é conhecida a industria do
norte do México que exporta para os EUA,
e que se reúnem para ajudar no desenvolvimento
de supridores locais; |
- desenvolvimento do 'Chihuahua Agora!'
uma agência de qualificação com investimento
público e privado, cujo foco estratégico
é baseado na metodologia de arranjos produtivos; |
- A criação de um centro de pesquisa de
materiais avançados, o primeiro centro público
e privado do México de tecnologia aplicada,
com financiamento direto do setor privado; |
- A formação do 'Progresso em Direção à
Qualidade Total em Chihuahua', que incentiva
empresas a se envolverem em iniciativas
de qualidade total, até mesmo premiando
aquelas que obtiverem maiores progressos
e dá assistência em treinamento e fertilização
cruzada durante promoção de palestras a
fase de avaliação; |
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| Exemplo
de arranjos produtivos em Funcionamento no Brasil (veja,
também, dicas
e notícias) |
| 1
- Calçados no Vale dos Sinos. |
Um
outro exemplo de arranjo produtivo promovendo o desenvolvimento
regional se encontra aqui no Brasil, mais precisamente
no Rio Grande do Sul, ou seja, o arranjo produtivo de calçados
da região do Vale dos Sinos. Vamos falar um pouco
sobre este arranjo produtivo. "Os calçados de couro do Brasil
exportados para todo o mundo são produzidos especialmente
em pequenas cidades do Vale dos Sinos, no Rio
Grande do Sul.
Cerca de 150.000 pessoas estão empregadas
no arranjo produtivo de calçados que abrange aproximadamente
1.800 empresas, incluindo 500 fabricantes de calçados,
mais supridores, fabricantes de máquinas, exportadores,
criadores de gado, curtidores de couro, supridores
de produtos e serviços e associações, ou seja,
a cadeia produtiva completa.
Até o final da década de 60, o arranjo produtivo
do Vale dos Sinos produzia principalmente para
o mercado doméstico. Ele começou a exportar em
meados da década de 70 e teve muito sucesso até
a década de 80, quando os vendedores calçadistas
foram favorecidos pela queda de barreiras alfandegárias
no Brasil e os baixos custos de fabricação de
calçados na China começaram a ameaçar a competitividade
dos calçados gaúchos.
O 'choque chinês' e a já sentida necessidade
de aumentar a competitividade do arranjo produtivo, induziram
às condições necessárias para uma união mais firme
das empresas individuais no sentido da cooperação
mútua, base essencial do processo de arranjos produtivos
avançados. Os centros tecnológicos, associações
e outros parceiros estão agora mais unidos para
ajudar as firmas a se ajustarem às novas exigências
da produção.
O governo está jogando um papel limitado,
instituindo programas de qualidade e produtividade
e dando assistência no desenvolvimento da exportação.
Apesar de estar ainda enfrentando dificuldades,
conclui-se que através de uma reengenharia, o
arranjo produtivo está se tornando mais competitivo, ao
mesmo tempo em que se defende contra novos competidores.
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| 2
- Projeto Iniciativa pelo Nordeste |
| Os
Estados do Ceará, Pernambuco e Bahia estão desenvolvendo,
conjuntamente, desde 1997, com o apoio do Banco
Mundial, do IPEA e do BNDES, experiência pioneira
de promoção de quatro arranjos s-piloto produtivos
considerados promissores no Nordeste: fruticultura
irrigada, turismo, grãos e informática. O projeto
promocional, denominado de INICIATIVA PELO NORDESTE
- UMA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO COMPETITIVO,
caracterizado no folheto indicado na bibliografia,
contou, na sua primeira etapa, com o concurso
de consórcio consultor especializado em estratégia
de clustering. Maiores informações visite programas
governamentais e ong |
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| Recomendação
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Conheça
as recomendações da conferência internacional: "CADEIAS PRODUTIVAS
DA ITÁLIA A ALAGOAS
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| Páginas
Azuis |
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a maior lista de serviços da internet!
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| Legge
Sabatini |
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LEGGE
SABATINI: contribuição efetiva aos clusters italianos.
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| Iniciativa |
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INICIATIVA
PELO NORDESTE - uma estratégia de desenvolvimento
competitivo
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| Avaliação |
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| Bibliografia |
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CONHEÇA AS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SOBRE ARRANJO PRODUTIVO DO GERANEGOCIO
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