Se
o empreendedor estiver preparado e der tudo de si, a probabilidade
de fracasso do negócio é pequena. É isso que se pode constatar com
a convivência com pequenos empreendedores de vários segmentos -
tanto com aqueles que não obtiveram sucesso no negócio, quanto com
aqueles que o tiveram. A questão fundamental é o preparo do empreendedor.
-
O que é empreendedorismo?
Empreendedorismo
quer dizer pelo menos três coisas:
-A
capacidade individual de empreender
Isto
é, a capacidade de tomar a iniciativa, de buscar soluções
inovadoras e de agir no sentido de encontrar a solução para
problemas econômicos ou sociais, pessoais ou de outros,
por meio de empreendimentos. É neste sentido que estaremos
dando mais ênfase.
-O
processo de iniciar e gerir empreendimentos
Isto
é, o conjunto de conceitos, métodos, instrumentos e práticas
relacionadas à criação, implantação e gestão de novas
empresas ou organizações. Nesse sentido é que o empreendedorismo
é uma disciplina a ser ensinada.
-O
movimento social de desenvolvimento do espírito empreendedor
Isto
é, um movimento social para a criação de emprego e renda,
que recebe o incentivo do governo e de instituições de diferentes
tipos.
-
Elementos básicos da capacidade empreendedora
Algumas
pessoas já nascem com mais qualificação para o empreendedorismo.
Outras não tem tantos talentos inatos, mas isso não quer dizer que
não possam aprender e desenvolver esses talentos. Este desenvolvimento
é fundamental para toda pessoa que deseja implantar e gerir um pequeno
negócio.
Podemos perguntar, então, em primeiro lugar:
-
O que torna uma pessoa empreendedora?
-
Quais são os elementos essenciais da capacidade empreendedora?
Para
Refletir - 1 Pessoa Empreendedora
Aponte
abaixo uma pessoa empreendedora que você conhece e indique
quais são suas características.
Evidentemente,
estas não são perguntas fáceis de responder. Porém, os diversos
estudiosos do assunto reconhecem que os empreendedores têm algumas
características básicas:
Iniciativa
- São pessoas que não ficam esperando que os outros (o
governo, o empregador, o parente, o padrinho) venham resolver
seus problemas. Elas começam coisas novas. A iniciativa, enfim,
é a capacidade daquele que, tendo um problema qualquer, age,
arregaça as mangas e parte para a solução.
Auto-confiança - O empreendedor acredita em si mesmo.
Se não acreditasse, seria difícil ele tomar a iniciativa.
A crença em si mesmo faz o indivíduo arriscar mais, ousar,
oferecer-se para realizar tarefas desafiadoras. Enfim, torna-o
mais empreendedor.
Aceitação do risco - O empreendedor aceita riscos, ainda
que seja muitas vezes cauteloso e precavido contra o risco.
A verdade é que ele o aceita em alguma medida.
Sem temor do fracasso e da rejeição -
O empreendedor fará tudo o que for necessário para não fracassar,
mas não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso. Pessoas
com grande amor próprio e medo do fracasso preferem não correr
o risco de errar e acabam ficando paralisadas.
Decisão e responsabilidade - O empreendedor não fica esperando
que os outros decidam por ele. Ele toma decisões e aceita
a responsabilidade que elas acarretam.
Energia -
É necessária uma dose de energia para
se lançar em novas realizações, que usualmente exigem intensos
esforços iniciais. O empreendedor dispõe dessa reserva de
energia, vinda provavelmente de seu entusiasmo e motivação.
Auto-motivação e entusiasmo - Pessoas
empreendedoras são capazes de auto-motivação relacionada com
desafios e tarefas em que acreditam. Não necessitam de prêmios
externos, como compensação financeira. Igualmente, por sua
motivação, são capazes de se entusiasmar com suas idéias e
projetos.
Controle - O empreendedor acredita que sua realização
depende de si mesmo e não de forças externas sobre as quais
não tem controle. Ele se vê como capaz de controlar a si mesmo
e de influenciar o meio de tal modo que possa atingir seus
objetivos.
Voltado para equipe - O empreendedor, em geral, não é
o que "põe a mão na massa". Normalmente,
ele monta a equipe, delega, acredita nos outros.
Otimismo - O empreendedor
é otimista, o que não quer dizer sonhador ou iludido. Acredita
nas possibilidades que o mundo oferece, acredita na possibilidade
de solução dos problemas, acredita no potencial de desenvolvimento.
Persistência - O empreendedor, por estar motivado,
convicto, entusiasmado e crente nas possibilidades, é capaz
de persistir até que as coisas comecem a funcionar adequadamente.
Para
Refletir - 2 Faça seu teste
Que
nota você daria a si mesmo em cada um dos itens acima? E em
função das notas dadas, quais são suas principais fraquezas?
E o que fazer para reverter a situação?
Qualidades
de empreendedor
Que
nota você daria a si mesmo nesse item? (1 a 5)
Se
uma pessoa tem capacidade empreendedora, ela tem boa probabilidade
de acertar no mundo do pequeno negócio. A verdade é
que os negócios exigem um pouco mais do que o talento empreendedor
puro e simples. Por exemplo, precisamos de conhecimentos específicos
que o talento empreendedor não traz por si só.
É melhor pensar então numa preparação mais abrangente
e completa. Como já dissemos, ela deve contemplar três aspectos:
mental, profissional e econômico. O desenvolvimento da capacidade
empreendedora vai entrar nessa preparação também, de modo
direto ou indireto.
Vamos agora de modo positivo dizer como o indivíduo
deve se preparar para a atuação no pequeno negócio.
- Preparando-se
mentalmente
A preparação mental engloba dois
ângulos: o emocional e o intelectual. Vejamos o que cada um
deles envolve.
PREPARAÇÃO
EMOCIONAL
Visa
despertar no empreendedor atitudes e emoções que ajudarãona
gestão do pequeno negócio. Muitas das características
positivas do empreendedor aparecerão aqui - e quem não as
tem pode desenvolver.
Os aspectos principais da preparação emocional são:
1.
Desenvolvimento da auto-estima, auto-confiança, crença
no próprio potencial de realização
A maioria das pessoas subestima sua própria capacidade.
Enquanto não há uma visão positiva de seu próprio potencial,
dificilmente o indivíduo estará preparado para o desafio do
pequeno negócio. Para desenvolver a auto-estima e auto-confiança,
ele tem de fazer uma avaliação realista de suas conquistas,
de seu desenvolvimento passado, de seus talentos e recursos
pessoais.
A mente deve ser limpa de qualquer auto-imagem negativa
que tenha sido incorporada em qualquer fase de sua vida. Se
for necessário, a pessoa, antes de começar a agir para ter
o pequeno negócio, deve buscar ajuda profissional de
um psicólogo ou a ajuda emocional de um amigo ou parente de
bom senso, que o levem a uma visão mais realista e confiante
de si mesmo. Igualmente, é fundamental que essa visão de si
mesmo não vá para o oposto: a superestimativa do próprio potencial,
que levaria a resultados desastrosos.
Por fim, a pessoa deve acreditar no seu potencial,
mas ter a humildade para pedir ajuda de outros (profissionais,
amigos ou orientadores de instituições especializadas como
o Sebrae) na montagem do negócio e deve optar por um negócio
condizente com sua experiência e qualificação.
Para
Refletir - 3
Sua Auto-Estima e Auto-Confiança
2.
Desenvolvimento de emoções e atitudes positivas em relação
aos itens básicos do negócio em que pretende atuar
Os itens fundamentais sobre os quais o empreendedor
tem que ter uma visão positiva são:
-
O negócio em si;
-
Os clientes;
-
O tipo de ambiente em que o negócio opera;
-
Os processos operacionais típicos do ramo;
-
E outros relevantes.
É fundamental que o empreendedor tenha uma visão adequada
e positiva de cada um desses itens, pois visões negativas vão
atrapalhá-lo muito.
Exemplos:
O
negócio em si - Há pequenos empresários que escolhem
um negócio só pelo seu potencial de lucro, mas não têm nenhuma
vibração emocional positiva em relação à atividade. Isso
é péssimo, pois a médio prazo arrasa com a motivação e a
própria auto-estima do empreendedor. Ou se gosta do que
se vai fazer ou é melhor buscar outras opções de ganhar
a vida.
Os
clientes - Há também o caso daquele empresário que não
desenvolve nenhuma identificação positiva com seus clientes.
Isso será percebido pela clientela, que vai procurar lugares
em que a acolhida é mais entusiástica, naturalmente.
Os concorrentes - Uma atitude arrogante em
relação aos concorrentes e a crença infundada de que são
incompetentes. Estes sãoalguns pensamentos que atrapalham
muito alguns pequenos empresários - que acabam falindo e
deixando os concorrentes no mercado. Não se deve ter atitude
de desprezo com a concorrência. Se for este o caso, é melhor
abrir os olhos ou mudar de ramo. Igualmente, não se deve
entrar no negócio como se fosse uma guerra: concorrentes
não são inimigos e em certas circunstâncias podem ser bons
parceiros.
O medo é um grande inibidor. Precisa ser controlado.
Muita gente com alto potencial de realização não consegue sair
da estaca zero por causa do medo. São cinco medos básicos a serem
controlados:
1.
Medo de perder dinheiro;
2.
Medo do fracasso;
3.
Medo do trabalho;
4.
Medo da responsabilidade;
5.
PNA (Pensamento Negativo Abstrato) - medo do desconhecido,
que passa a ter feição altamente ameaçadora
O que ajuda a combater o medo? Auto-controle, trabalho
e informação. O auto-controle, isto é, a reflexão calma e serena
sobre os próprios medos, suas origens, o grau de justificativa
que têm, ajuda bastante no combate ao medo. O trabalho, a busca
de boas informações sobre o tipo de negócio, o estudo cuidadoso
das condições, a disposição para fazer um curso ou uma leitura
de valor - tudo isso faz o medo ir se dissipando. Por fim, a informação
realísta e verdadeira faz a pessoa perder o medo do desconhecido.
Para
Refletir - 5
Seus Medos e Preocupações
Meus
medos fundamentais quanto a um novo negócio são:
A ilusão e a ansiedade prejudicam muitos pequenos
empresários. Por se iludir, acreditam na riqueza fácil e iniciam
negócios com esperanças infundadas, que não resistirão à frustração
que inevitavelmente virá. Por ter ansiedade, pressa em ganhar
dinheiro, deixam de realizar as coisas certas e necessárias
para a consolidação do negócio ou desistem antes da hora.
Um bom modo de controlar a ilusão e a ansiedade
é tornar-se realista, dizendo não ao mito que é freqüentemente
associado à atividade empreendedora. Esse mito é o que diz que
o pequeno negócio é um modo de ganhar muito dinheiro
e rápido. Isso pode até acontecer, mas a probabilidade é pequena.
Em geral, quando começa um negócio novo, o mais comum é que
o empreendedor passe a viver, pelo menos temporariamente, com
renda mais reduzida.
Se o empreendedor, por outro lado, realista e sensatamente
monta um negócio para encontrar para si mesmo um emprego e renda
auto-gerada, deixando de lado o sonho de ficar rico rapidamente,
tudo será diferente. Ele provavelmente terá mais amor ao negócio,
mais paciência para esperar o seu amadurecimento, mais resistência
à frustração de esperar até a fase da consolidação. Melhor para
ele e melhor para o negócio.
Otimismo não é ilusão, é ver as coisas como
elas realmente são, inclusive com suas dificuldades e, a partir
daí, desenvolver uma visão positiva e esperançosa, com crença
nas possibilidades de desenvolvimento. O otimismo é essencial
nos negócios. Qualquer atitude pessimista é fatal para o mundo
dos empreendimentos.
É possível alguém se tornar mais otimista? Sim, procurando
analisar o potencial real de progresso das várias oportunidades,
analisando casos de sucesso, convivendo com pessoas com visão
positiva, combatendo os pensamentos temerosos infundados.
Lembre-se de que o otimismo é condição essencial da inovação,
da liderança, da realização. Quem não o tem, trate de tê-lo
antes de dar início a um empreendimento, nem que para isso
precise recorrer a ajuda profissional.
6. Mantendo a motivação
Ter motivação do tipo "fogo-de-palha" é fácil, mas ter
uma chama de motivação forte e permanente já não é tão fácil.
A motivação deve estar associada à vocação. É fundamental
que o empreendedor escolha um negócio do qual possa efetivamente
gostar e com o qual possa envolver-se emocionalmente, pois
isso é condição para a sustentação do entusiasmo.
A motivação pode eventualmente sofrer passageiros e
rápidos abalos, quando as coisas não andam bem, mas logo deve
voltar para o nível adequado a levar o negócio avante. O empresário
tem que administrar sua própria motivação para que ela o impulsione
ao sucesso.
7. Mantendo a disciplina
A preparação emocional inclui também a disciplina.
A disciplina se faz presente:
-
No controle das precipitações;
-
Na manutenção dos planos que foram pensados longamente;
- Na
manutenção de padrões de comportamento gerencialmente
corretos.
Logo, disciplina é fundamental. Ela pode e deve ser
incorporada pelo empresário como um instrumento de direção
e controle.
Para
Refletir - 7
Seu Grau de Otimismo, Motivação e Disciplina
Agora
falemos da preparação intelectual para a atividade
realizada por conta própria. O que quer dizer isso?
É ter um processo de raciocínio adequado ao mundo
dos negócios, uma forma de pensar de empreendedor,
que difere daquela típica do empregado. Digamos assim,
uma boa preparação intelectual leva o empreendedor
a compreender a base do raciocínio de negócio e da
tomada de decisões inteligentes na condução de um
empreendimento.
Pessoas não preparadas intelectualmente
para atuar como empreendedoras freqüentemente dizem
coisas como:
-
"Eu não sei cobrar";
-
"Eu não sirvo para ter dívida";
- "Não
adianta a gente falar, que o pessoal não faz
as coisas como deve";
-
"Se a gente cobrar o preço certo o cliente não
compra";
- "Tal
pessoa não agiu de modo correto na empresa e
deveria ser demitida. Mas, como ele é pai de
família, pensamos bem e ...".
O raciocínio genuinamente empreendedor
vai por uma linha diferente:
-
O preço certo é aquele que cobre os custos e
deixa uma margem adequada de retorno para a
empresa. Cobraremos os preços certos, nem mais,
nem menos. Isso é uma questão de fazer as contas
devidamente.
-
Dívidas são em princípio ruim, a não ser que
em circunstância muito especial. Se for necessário
contrair uma dívida pensada e calculada para
a empresa, isso é parte do jogo e não há razão
para ter tensão e ficar emocionalmente perturbado.
Calcularemos tudo com precisão, mas não tememos
o eventual endividamento, desde que pensado.
- Se
o empregado não entra no padrão de comportamento
adequado a um desempenho bom da empresa, sinto
muito, mas serei obrigado a substituí-lo. Daremos
chances de adaptação e de desenvolvimento a
todos, daremos a devida orientação, mas se a
demissão for necessária, será feita. Afinal,
nós gerenciamos o negócio.
-
Ora, se não pudermos vender pelo preço certo,
é melhor não fabricar e não fazer negócios.
Sabemos qual é nossa estrutura de custos, quais
são as condições do mercado e qual é a realidade
dos preços. Não temos medo de não vender por
estar fazendo o certo.
- O
empregado desviou dinheiro e tem que ser mandado
embora. Não é uma questão pessoal, nem é questão
de capricho. É uma responsabilidade para com
a empresa e para com os outros. Ainda que com
o coração cortado, se tivemos de demitir, nós
o faremos.
Na verdade, a mente do empreendedor tem
que pensar de forma mais:
-
Racional
-
Impessoal
- Responsável
-
Olhando o todo
-
Olhando para o futuro
Para
Refletir - 8
Mente de Empresário
Meu
padrão de raciocínio, é adequado à atuação
como empresário?
É
necessário que o pequeno empreendedor prepare-se para
agir profissionalmente como empresário. Isso quer
dizer que tem que estar emocional e intelectualmente
preparado para atuar como empresário. Ele tem que
dominar determinados conhecimentos e padrões de comportamento
profissionais de empreendedor. Vejamos:
Conhecimento
do futuro negócio - Esse pode ser obtido
por pesquisa e estudo específico. É fundamental
saber:
-
Em que mercado se vai operar;
-
Quais são as características desse mercado;
-
Quais são as regras do jogo do mercado;
-
Quem são os concorrentes e quais são seus
pontos fortes;
-
O que é necessário para operar no ramo
em termos de equipamentos, know-how, recursos;
-
Onde estão as fontes de suprimento;
-
Outras informações relevantes.
Conhecimento básico de administração - Não
é necessário saber muito, mas um mínimo de conhecimento
de administração é bem vindo. Isso se pode aprender
pela leitura (por exemplo, deste texto), pela
freqüência a cursos, pela conversa e observação
direta de outros negócios. Entre os itens de
conhecimento desejável incluem-se:
-
Custos - o que são e qual sua natureza;
-
O que é marketing e como funciona;
-
Como vender - técnicas e processos;
- Elementos de administração
da produção;
-
Outras informações relevantes.
O que fazer caso o conhecimento seja precário?
É óbvio: Pedir ajuda. Como
diz o ditado, quem tem boca vai a Roma. Se o
pequeno empresário tem lacunas de conhecimento
em uma ou outra área, é bom que feche a boca
e abra os ouvidos, para aprender com quem sabe,
o mais rápido possível. Um erro fatal é não
saber e não querer aprender.
Comportamento profissional de empresário
- Isso quer dizer assumir o comando, manter
a presença, acompanhar tudo de perto, avaliar
e orientar o pessoal, liderar para as questões
e soluções certas, dar o exemplo de envolvimento
e interesse pela empresa. Enfim, tem que agir
como um profissional dedicado plenamente à sua
tarefa e respeitando as condições desta.
Dois
elementos são essenciais para a iniciação com sucesso
de um empreendimento: um empreendedor motivado e
qualificado e um conjunto de recursos. É necessário
cuidar da preparação do empreendedor também no aspecto
econômico. O que é isso?
É o seguinte:
1.
Para montar um negócio o empreendedor vai
precisar de algum dinheiro. Às vezes vai precisar
de muito pouco, mas, vai precisar. Vamos supor
que ele tenha esse dinheiro.
2.
Além do dinheiro necessário para a montagem
do negócio, é provável que o empreendedor
precise de mais alguma reserva para viver,
já que na fase inicial do novo negócio ele
vai passar por um período de incerteza e risco
e talvez não possa tirar dinheiro do novo
empreendimento.
3.
Então, estar preparado economicamente é estar
com as contas pessoais razoavelmente em dia
e com os gastos sob controle, para que possa
passar sem maiores transtornos pela fase inicial
do novo negócio.
Sempre compensa passar por um período
de saneamento das finanças pessoais antes de montar
um novo negócio. As perguntas básicas são as seguintes:
-
Os gastos familiares estão sob controle?
-
O nível de gasto familiar é compatível com
a renda presente?
- Há
algum gasto a ser cortado para deixar o orçamento
mais administrável?
-
Há reserva suficiente para passar por um período
de ganhos menores ou inexistentes?
Muitas
pessoas preparam-se a vida inteira e nunca realizam
nada. Outras julgam-se despreparadas a vida inteira
e também nunca realizam. Existem aquelas que se
lançam de modo aventureiro, sem nenhuma preparação
a um empreendimento de risco. Tudo isso quer dizer
que o julgamento do grau de preparação é subjetivo
e individual. Ele requer uma reflexão devida da
pessoa, com maturidade e consciência, para uma
decisão sensata. Às vezes, o grau de preparação
é pequeno, mas a pessoa avalia bem e vê que os
riscos também são pequenos e decide partir para
a ação. Outras vezes, embora havendo uma preparação
elevada, no fundo do coração, o indivíduo, embora
sendo sensato e corajoso, sente que ainda não
é chegada a hora - e deve seguir sua intuição.
Reflita, pense bem, converse, analise os fatos,
ouça suas vozes interiores. Só você pode decidir
qual é a hora certa!